sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PODER DA REDE GLOBO AGORA ENVOLVE TAMBÉM A EDUCAÇÃO



Até quando o poderio da Rede Globo de Televisão pode alcançar. A rede só não é imperialista como os EUA, mas seu imperialismo, dentro do território brasileiro, já atinge setores pouco imagináveis.

Que existe a Fundação Roberto Marinho e os programas educativos tipo Telecurso, além do canal educativo Futura, isso já sabemos. Mas ver que uma escola no Bairro Renascença, em Campinas (SP), ganhou o nome do fundador da Rede Globo, definido por um falecido documentarista como um sujeito muito além do que foi o Cidadão Kane, é realmente preocupante.

O que a Rede Globo fez durante a ditadura e o tendenciosismo que, entre outras coisas, a fez pasteurizar o modelo de televisão lançado pela assassinada TV Excelsior (do mesmo brilhante grupo empresarial da Panair) e fez empurrar o "funk carioca" para a classe média, além de sonegar a cobertura das Diretas Já, eleger o canastrão político Fernando Collor de Mello para presidente e transformar as vítimas da chacina de Eldorado dos Carajás em criminosos, é de assustar.

E ver que seu fundador, pai dos atuais administradores das Organizações Globo, agora é nome de uma escola pública, é algo que o falecido Sérgio Porto, se vivo fosse, talvez pensasse, no alto dos seus 87 anos, em incluir o episódio em algum enésimo Febeapá. Um símbolo da iniciativa privada dando seu nome para a educação pública. Merchandising da grossa, que ganhou divulgação na campanha "Amigos da Escola", da Rede Globo.

Com isso, quais são os valores sociais que serão difundidos para a criançada? Aqueles valores confusos, caóticos e até duvidosos das "novelas das oito"? E a cultura musical, qual será? Os bregas-popularescos que aparecem toda semana no Domingão do Faustão? Aliás, pelo jeito, em vez de Anísio Teixeira, Milton Santos, Darcy Ribeiro, Oscar Niemeyer e Barbosa Lima Sobrinho, antigos mestres cujas lições são sempre preciosas, a Escola Estadual "Jornalista" Roberto Marinho certamente preferirá valorizar Xuxa, Fausto Silva, DJ Marlboro, Galvão Bueno e Padre Marcelo Rossi, entre outros.

A depender da influência ideológica da Globo, a criançada, em vez de aprender valores realmente edificantes para a vida, continuará sendo movida para o consumismo, o conformismo e a alienação.

HAVERÁ PROTESTO CONTRA REUNIÃO DO INSTITUTO MILLENIUM



Altamiro Borges, do Blog do Miro, convida a quem estiver ou poder ir para a cidade de São Paulo (não é o meu caso, estou em Niterói e a grana tá curta) para participar do protesto pacífico, no próximo dia 01º, chamado “Fórum de rua pela democracia, liberdade de expressão e contra a criminalização dos movimentos sociais”.

O protesto acontecerá em frente ao Hotel Golden Tulip, na Alameda Santos, número 85, nos Jardins, área nobre da capital paulista. Neste hotel, acontecerá o “Fórum democracia e liberdade de expressão”, assim cinicamente denominado por pura arrogância dos barões da grande mídia que estão engajados no Instituto Millenium, que promove este seminário.

Certamente você NÃO PODE ir para este seminário do Instituto Millenium, apesar, ou por causa da presença de grandes astros da grande imprensa, dos donos de mídia etc. A turma das Organizações Globo, da Folha de São Paulo e do Grupo Abril estará toda lá. Consta-se que o ingresso para ver estas verdadeiras estrelas (de)cadentes do PiG não é menos do que R$ 500 (deve ter refeição para os presentes, mas nada que uma delicatessen e um restaurante de bairro não ofereçam).

Só não garantiram presença no evento do Instituto Millenium o MC Catra, por compromissos de carreira, o professor mineiro Eugênio Raggi, por pura arrogância, e o baiano Mário Kertèsz, ocupado em fazer lavagem cerebral nos soteropolitanos que aderem à sua mídia golpista pós-ACM. Mas certamente todo mundo lá no Hotel fará uma moção em solidariedade ao "injustiçado" Diogo Mainardi, processado judicialmente por difamação.

Já o fórum de rua certamente será de embrulhar o estômago do golpismo enrustido de Catra, Raggi e Kertèsz, bem acomodados no bem-bom da mídia gorda.

E o pessoal do protesto de rua está convidado a aparecer pelo menos usando "nariz" de palhaço, porque o evento terá um astral circense para lembrarmos do patético circo da grande mídia.

CENSO 2010 PODE SER FEITO PELA INTERNET



Esta é a novidade do IBGE. O recenseador fornece uma senha para um morador e ele e sua família respondem um questionário na Internet, num prazo de dez dias. Fora desse prazo, o recenseador voltará à casa para fazer a entrevista ali mesmo, ao vivo.

Será que os homens que, escondidos dos recenseadores, foram omitidos pelo Censo 2000, finalmente vão aparecer no Censo 2010? É hora de aparecer, porque a supremacia feminina na população é praticamente uma ilusão, com tantas mulheres comprometidas e uma preocupante mortalidade de mulheres jovens em todo o país, pela violência, pelas doenças, acidentes, erros médicos e outros motivos.

Isso sem falar que a maioria das mulheres está comprometida (mesmo as boazudas que ficam recusando pretendentes potencialmente contam, cada uma, com pelo menos dois pretendentes em potencial), se casando como quem bebe água. É como se surgisse homem feito capim em terra molhada.

Está muito difícil arrumar uma mulher bacana para namorar. Se as mulheres fossem mesmo maioria, não haveria essa dificuldade.

DIOGO MAINARDI É PROCESSADO POR DIFAMAÇÃO


COMENTÁRIO DESTE BLOG: Olavo Bruno, Eugênio Arantes Raggi, a turma toda que defende o "sertanejo universitário", a dupla Zezé Di Camargo & Luciano e a axé-music e os barões da mídia golpista em geral, estão todos em pânico, por ver seu mestre Diogo Mainardi sendo alvo de um sério processo judicial por difamação.

PUBLICADO NO PORTAL DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E NO BLOG "CONVERSA AFIADA", DE PAULO HENRIQUE AMORIM.

Condenado a pagar três salários mínimos a uma entidade pública assistencial, o jornalista Diogo Mainardi luta na Justiça para não perder a primariedade penal. A punição foi imposta pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Mainardi teria difamado e injuriado, em 2006, em sua coluna da Revista Veja, o também jornalista Paulo Henrique Amorim. O colunista queria que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconhecesse a prescrição da punição, mas teve o pedido negado por duas vezes, a última na semana passada.

No habeas corpus analisado pela Sexta Turma, a defesa de Mainardi invocou a chamada “tese da prescrição retroativa”. Alegou que teria transcorrido o prazo de “mais que o dobro da pena aplicada, a saber, seis meses” entre a data do recebimento da queixa (11 de dezembro de 2006) e o julgamento da apelação que o condenou (18 de agosto de 2008). A condenação do TJSP foi de três meses e 15 dias de detenção.

A Sexta Turma acompanhou por unanimidade o voto do desembargador convocado Celso Limongi. Ele esclareceu que é preciso identificar a lei aplicável ao caso, ou seja, se a prescrição deve ser calculada de acordo com as regras do Código Penal ou nos moldes da Lei de Imprensa (Lei n. 5.250/1967), norma em que se baseou a queixa apresentada contra Mainardi.

De acordo com o relator, como o TJSP condenou o jornalista baseado no Código Penal (artigos 139 e 140), a prescrição da pena imposta deve ser calculada segundo os critérios estabelecidos nessa lei. Sendo assim, só estaria prescrita a punição com o transcurso de dois anos, o que não ocorreu.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa - STF

BANDA EMO LANÇA COVER DE VÍTOR & LÉO


A BANDA EMO SERTACORE, DO RIO GRANDE DO SUL, INVENTOU UMA TAL DE "HARDNEJA" PARA GRAVAR SUCESSOS BREGANEJOS.

O mundo é lindo. Filhos da geração reacionária do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) dos anos 60 não chegaram a espancar estudantes nem incendiar - não é gíria axezeira - a sede da UNE e nem destruir equipamentos da Rádio MEC do Rio de Janeiro, como faziam seus papais nos anos de chumbo. Mas o reacionarismo da patota atual é abastecido por uma trilha sonora bem golpista, a música breganeja, que há muito deturpa, usurpa e estupra os legados e referenciais da hoje agonizante música caipira de nosso país.

Pois o que os atuais militantes ou adeptos do Comando de Caça aos Conscientizados - espécie de PiG da militância juvenil atual - , que já mandaram e-mails arrogantes para nosso blog tentando defender Vítor & Léo, João Bosco & Vinícius e Zezé Di Camargo & Luciano não esperavam é que existisse um movimento emo que grava sucessos do breganejo, o tal "hardneja sertacore".

Não, não se trata do emo de batom das bandas mais recentes como Fresno e Cine, mas emo machão, com pose de malvado, entendido como aquela onda de bandas de "rardicór" dos anos 90, com senso crítico zero, dos Raimundos ao CPM 22, o pessoal que hoje tenta nos convencer que é "hardcore mesmo". Nem sonhando. Hardcore de verdade é Dead Kennedys, GBH, Exploited, Ratos do Porão, Muqueca de Rato. Não esse cruzamento de Billy Idol com "A Praça É Nossa" que muitos chamam de hardcore.

Portanto, não comemorem os punks de butique que moram nos ricos condomínios do Morumbi e Jardins (mas que na Internet juram serem pobretas da Freguesia do Ó ou do Capão Redondo) ou da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes (mas que na Internet juram serem proletas da Pavuna e do Realengo), todos com uma aparência que não difere muito de um Fiuk ao sair da cama, que o hardcore se rendeu completamente ao sertanejo.

Primeiro, porque não se trata de punk hardcore. Segundo, porque não se trata de música caipira. Trata-se da fusão de uma diluição com a de outra, misturando o proto-emo de Raimundos, CPM 22, Sex Noise e outras palhaçadas, com o breganejo que também é pura palhaçada. Mas isso não é novidade. Os horrendos Virgulóides já tentaram uma fusão do proto-emo com o sambrega. Os Mamonas Assassinas fundiram o proto-emo com toda a música brega-popularesca em voga no seu tempo.

Este grupo é o gaúcho Sertacore, que avisou que vai gravar uma música de Vítor & Léo. Tudo a ver. O próprio "sertanejo universitário" conta com a mesma arrogância dos emos. Aliás, é a própria leitura "emo" da música caipira. A atitude dos "sertanejos universitários", como todo brega "universitário", é igualzinha aos emos, que sempre foi a da "rapeize" do CCC. A música gravada pelo grupo emo é "Fada", e faz parte do primeiro LP do Sertacore, lançado pela pseudo-independente Arsenal, que aliás é um selo da multinacional Universal Music.

Para a "galera" reaça rodar sem parar no seu toca-CD.