domingo, 7 de fevereiro de 2010

A coisa está cada vez mais preta na radiodifusão brasileira


PRETA GIL DESPEJA BREGA-POPULARESCO NO REPERTÓRIO DO PROGRAMA NOITE PRETA, DA MPB FM.

O rádio brasileiro está mergulhado num buraco negro de dimensões quilométricas. O AM sucumbiu, ninguém ouve mais. Nas FMs, só tem gritaria dos "loucutores" e música de qualidade questionável. No Rio, uma emissora contribui ainda mais com o agravamento da situação, ao contratar Preta Gil para comandar um programa noturno.

Por Marcos Niemeyer
Extraído do site Brasil Wiki

A filha do cantor e compositor baiano Gilberto Gil é mais a nova "comunicadora" do já sofrível rádio carioca. Preta Gil estreou no dia 23 último, das dez às onze da noite, o programa "Noite Preta FM", na MPB FM, cuja proposta inicial - conforme o próprio nome sugere - seria apresentar uma linha de programação adulto contemporânea, com música de qualidade e blocos de informações relevantes.

A direção da empresa recomendou que a moça faça o programa da forma que "melhor convier-lhe". Durante o horário, vários artistas - certamente, os fabricados pela mídia - farão pedidos "musicais". Na estreia, quem faz seu pedido é a prostituta de luxo, xuxa (com letra minúscula mesmo, em função dos malefícios que tal figura representa para a sociedade brasileira). Por aí dá para se ter uma ideia do perigo radiofônico que tal aventura representa. Sabe-se que Preta Gil é chegada no indigesto funk e outras bestiais sonoridades. Parece que a coitada não tem mesmo a verve artística do genitor a correr-lhe nas ondas cerebrais.

A gorducha nunca foi cantora, atriz, radialista, jornalista ou desempenhou qualquer outro tipo de atividade profissional convincente. É apenas mais uma marionete montada pelo sistema mediático a enganar ouvintes e telespectadores menos evoluídos. Recomendo que Preta Gil vá lavar um trouxa de roupa ou procure emprego de doméstica (sem nenhum demérito às "secretárias do lar").

Por outro lado, iniciativas, como a colocada em prática pela MPB FM reafirmam o caos em que está mergulhada a radiodifusão brasileira. Os programas - em sua maioria - são risíveis e sem qualquer tipo de proposta que possa salvar o pouco que resta.

Centenas de profissionais da comunicação radiofônica perderam o emprego nos últimos em todo o País, devido a utilização de novas tecnologias nas empresas e manobras radicais de seus diretores, cuja única preocupação é ganhar dinheiro. Para eles, o resto que exploda-se. O castigo, porém, diz o velho ditado, "anda a cavalo". Esses imbecis não perdem por esperar. O rádio AM, conforme é público e notório, não tem mais audiência. Ninguém perde o tempo em ouvir lero-lero e, ainda por cima, com qualidade de som questionável.

O FM, por sua vez, também começa a ficar ultrapassado. Reconhecidamente, as novas gerações estão ligadas em outras mídias proporcionadas pelo "admirável mundo novo". Um simples e pequeno aparelho de MP3, por exemplo, é capaz de armazenar milhares de músicas. Centenas de sites confiáveis antecipam o que os jornais que só vão divulgar no dia seguinte.

A internet - algo sem paralelo na história da humanidade - mudou para sempre o conceito de ouvinte, leitor ou telespectador passivos. Parece que só as jurássicas emissoras de rádio não perceberam isso. Acordem, pois. Como diria Chico Buarque, em uma de suas magistrais melodias, "a coisa aqui tá preta. Muita mutreta pra levar a situação".

Em terra de cego...


Tem gente que certamente não viu mulher na vida e imagina que as boazudas que aparecem na grande mídia são "sofisticadas". Note o comentário de um cara denominado "pobre" sobre uma nota mostrando Nana Gouveia e Dani Bananinha indo (separadas) na praia.

"pena q a gente não tem dinheiro pra ficar com mulher desse naipe, o negocio é ficar com o canhão da gente ou fazer um emprestimo e pagar uma profissional meio parecida ai pra satisfazer kkkkkkkk?"

Do jeito que ele fala, parece que ele viu Audrey Hepburn e Brigitte Bardot, ambas no auge da beleza, indo para a praia. Mal sabe ele que até que musas popularescas desse tipo são relativamente acessíveis a rapazes como ele, que provavelmente não deve ser tão pobre assim, apesar do pseudônimo. Deve ser um garotão classe média que sem dúvida alguma pode arrumar uma Nana Gouveia da vida em qualquer evento com forró-brega em sua cidade.