quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

FIM DO MISTÉRIO: "RAP DAS ARMAS" PLAGIOU SUCESSO DO OUTFIELD


Pronto, desvendamos o "crime". O sucesso funqueiro "Rap das Armas", gravado tanto por MC Cidinho & MC Doca quanto por MC Júnior & MC Leonardo, na verdade foi feito a partir da base musical das estrofes de "Your Love", sucesso de 1985 da obscura banda inglesa The Outfield - que, musicalmente, mais parece ter surgido na Austrália - , que fez muito sucesso nas rádios do Brasil na segunda metade dos anos 80, tocando até mesmo naquelas rádios de pop ou brega que se fantasiaram de "rádios rock" em 1989 e 1990.

Antes, porém, de virar o "Rap das Armas", "Your Love" teve uma versão funqueira, com letra original, na gravação de MC Batata, também em 1990.

Por isso, seguramente não foi o "Rap das Armas" que a torcida sueca cantou durante um jogo. Definitivamente, o "funk carioca" não conquistou o mundo. Podem chorar, funqueiros.

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS A LUCAS ROCHA.

RÉGIS TADEU DENUNCIA "PANELINHA" DA CRÍTICA MUSICAL


"A coisa que a gente mais vê no meio artístico hoje são as pessoas se elogiando umas às outras, com medo de falar o que realmente pensam, fica aquele pensamento assim: 'Ah, eu vou elogiar o seu disco porque aí, quando eu lançar o meu, você vai elogiar também'".

Essa frase do jornalista Régis Tadeu, que trabalha nas revistas da família Cover (Cover Guitarra, Cover Baixo, Cover Teclado, Cover Bateria), em seu depoimento contestatório à funqueira Tati Quebra-Barraco, para o programa Superpop (Rede TV!), dá uma ideia do esquema que acontece nos bastidores da crítica e da intelectualidade, sobretudo na defesa do brega-popularesco.

Noto, por exemplo, que o endeusamento a Paulo César Araújo pelo livro Eu Não Sou Cachorro, Não, próximo a um manifesto de unanimidade, não resultou na real, constante e definitiva reabilitação dos ídolos bregas. Tudo ficou na mesma situação de indiferença de antes. Só houve o hábito politicamente correto de não mais falar mal dos ídolos bregas, por parte destas pessoas.

A crítica e a intelectualidade viraram uma "panelinha". Jornalistas elogiando ídolos popularescos pensando num lugar no júri do Domingão do Faustão, ou ao menos uma entrevista para o Fantástico. Antropólogos cansados de esperar verbas do CNPq, recebendo um jabaculê de empresários de ídolos popularescos. Professores com protegidos trabalhando em emissoras de TV aberta. Enfim, uma grande "panelinha", o que mostra o quanto esses defensores do brega-popularesco são tendenciosos.

Todo mundo fazendo o mesmo discurso. "Tomados de preconceito, os ídolos populares(cos) são rejeitados dia e noite por intelectuais invejosos querendo impor normas para a Música Popular Brasileira", é uma das ideias clichês veiculadas no discurso comum desses intelectuais e jornalistas. Ou então: "Lotando plateias aonde quer que chegam, esses ídolos correspondem a uma verdadeira (sic) cultura popular, vendendo muitos discos e levando a mídia para altos índices de vendagem e audiência". Como se a mídia não tivesse a ver com isso.

Mas a mídia tem. Esse discurso, que a gente vê em sites da Internet, em revistas, primeiras páginas dos cadernos de cultura da imprensa escrita, ou mesmo em reportagens de programas culturais da TV educativa, na imprensa centro-esquerdista e até em publicações acadêmicas universitárias, parece à primeira vista "transparente" e "justo".

No entanto, esse discurso todo, na verdade, envolve jogo de interesses de quem os escreve. O brega-popularesco tornou-se um mercado milionário, pois os chamados "ídolos populares" da música que hoje é tocada nas rádios e nas emissoras de TV, que são os cantores ou grupos de axé-music, sambrega, porno-pagode, breganejo, "funk", forró-calcinha, brega setentista e outros estilos, mesmo os "universitários", movimentam uma poderosa indústria por trás da qual investem as poderosas elites, entre oligarquias interioranas e o empresariado urbano.

Sabemos que se trata um tipo de música de qualidade bastante duvidosa, tanto que os defensores logo imploram para que a gente despreze a questão estética, e mesmo a ética, ou qualquer contexto de degradação social que esteja por trás da Música de Cabresto Brasileira.

Por isso o mercado jabazeiro mudou. Não se paga mais programadores de rádio para a música popularesca fazer sucesso. É preferível juntar uma "panelinha" de intelectuais e jornalistas para defender tais ídolos como se fosse "a nova cultura popular".

Vale qualquer apologia, sem escrúpulo de usar fatos históricos antigos - como a Revolta de Canudos - ou artistas falecidos - como Zé Kéti - nas comparações e alusões. Tudo para garantir a intelectuais e jornalistas o acesso fácil e quase gratuito ao jet set, recebendo ingressos gratuitos para eventos culturais de ponta e crachás que permitam ir a eventos nos hotéis cinco estrelas sem qualquer tipo de ônus.

Daí as defesas nervosas, apaixonadas, desesperadas, aos ídolos popularescos. Alguém acha que uma Bia Abramo da vida vai ouvir o MC Créu na sua casa? Nada disso. Por outro lado, não é pelos "lindos olhos azuis" ou por sua "meiga simpatia" que o professor mineiro Eugênio Arantes Raggi tem e-mail lido num programa sobre automóveis da TV Alterosa (SBT).

Enquanto isso, Régis Tadeu torna-se malvisto porque ele está sozinho na sua independência e integridade.

SE A IMAGEM É ANTIGA, PIOR PARA O "RAP DAS ARMAS"


Das mensagens que eu recebi, o amigo Bruno Melo, do blog Cultura Alternativa, deu um palpite de que a imagem da torcida sueca supostamente cantando uma versão de "Rap das Armas" é antiga, feita entre 1997 e 2004, devido à qualidade da imagem.

Se assim for, pior para o "Rap das Armas", porque a música, um antigo sucesso funqueiro de 1990, só voltou à evidência na mídia em 2006, por causa do filme Tropa de Elite. Também não vale dizer que "Rap das Armas" deixou de fazer sucesso no Brasil porque correu o exterior porque esse discurso malandro não convence.

Além do mais, tudo indica mesmo que "Rap das Armas" seja inspirada num hino internacional de torcidas, cujas letras variam de país em país, e que estavam em voga desde a década de 80.

Pâmela Anderson mostrou decotão em evento de roupas


Grande coisa.

Médico alerta sobre risco de gravidez no Carnaval


A PASSISTA CRISTINA SILVA, DA ESCOLA DE SAMBA VIRADOURO, VAI DESFILAR NO SÉTIMO MÊS DE GRAVIDEZ.

Meses após a cantora baiana Ivete Sangalo colocar em risco a sua saúde e da do bebê cantando no trio elétrico no oitavo mês de gravidez - nada aconteceu, mas uma atividade intensa daquelas é, sem dúvida, arriscada - , agora é a vez das passistas grávidas, algumas até antes do quinto mês, é verdade, mas outras perto da época do parto, como a passista da escola de samba Viradouro, Cristina Silva, no sétimo mês de gravidez.

Segundo reportagem do portal G1, a atividade intensa no período de gravidez, junto a outros detalhes como o uso de sandálias de salto alto, representa risco à saúde da gestante e do bebê. Aqui estão as palavras do ginecologista e professor da UFRJ Renato Ferrari, entrevistado na ocasião:

"O carnaval é uma atividade física intensa e esse tipo de atividade geralmente é contraindicada. Nos três primeiros meses, a atividade deve ser moderada e não deve exigir impacto. Caso a mãe sofra de hipertensão, sangramento, ou tenha perdido bebês anteriormente, sambar na avenida está vetado".

"RAP DAS ARMAS" É PLÁGIO DE HINO DE TORCIDAS


Não, nada disso. O "funk carioca" não conquistou o mundo. Não conquistou o evoluído país da Suécia. Os torcedores suecos não estão vertendo o "Rap das Armas" para o idioma local.

Portanto, parem de tolices, funqueiros, e vão tirando o burrico do temporal.

Na verdade, o "Rap das Armas" teria surgido de hinos assim - esse hino de torcida deve ter várias versões em outros países europeus - e que provavelmente foram trazidos por algum turista que passou para os jovens suburbanos. Acho até que "Rap das Armas" surgiu depois que sua "melodia" passou por muito batuqueiro de ônibus da Baixada Fluminense.

Portanto, foi o "Rap das Armas", na verdade, que plagiou esse hino feito por diversas torcidas em várias partes do mundo.