domingo, 31 de janeiro de 2010

SÁBIAS PALAVRAS DE UM CRÍTICO CONTRA O "FUNK"


Deu no YouTube. O crítico musical Régis Tadeu deu uma lição de sabedoria e coerência ao reprovar o trabalho da funqueira Tati Quebra-Barraco e de seus congêneres no depoimento gravado para o programa Super Pop, da Rede TV!, programa apresentado pela primeira-dama da emissora televisiva, Luciana Gimenez.

Ele deu todo seu depoimento, que, com algumas edições, foi ao ar com duras palavras à funqueira, que alguns covardes classificam ela como "genial" (houve quem se atreviesse a comparar a Tati à cantora Elza Soares, o que nada tem a ver) e que, depois daqueles trabalhos horrorosos ("Siririca", "Sou Feia Mas Tô Na Moda", etc) não conseguiu se segurar e foi gastar só a fortuna que ganhou, sobretudo com muita plástica e lipos, até depois virar evangélica.

Depois do depoimento, Tati, que faz aquele estereótipo da "mocréia raivosa" que o mercado hipócrita do "funk" reserva para as jovens faveladas, despejou toda sua arrogância e tentou, irritada, fazer defesa de si mesma, já temendo entrar no caminho do ostracismo.

Reproduzimos o texto de Régis Tadeu e abaixo tem o vídeo da gravação, até para vocês notarem a arrogância raivosa da funqueira.

COMENTÁRIO DE RÉGIS TADEU SOBRE TATI-QUEBRA BARRACO

O que que eu acho da Tati Quebra-Barraco?

Olha, eu não conheço a Tati pessoalmente, mas ninguém tem um nome desse por ser uma pessoa gentil, uma pessoa diplomata, uma princesa, né?

Eu não conheço a Tati pessoalmente, mas, artisticamente, para mim, ela significa nada. Um zero, completamente. Não tem o menor conteúdo artístico, não tem o menor conteúdo musical, as músicas da Tati, para mim, elas têm a mesma utilidade que um cinzeiro numa motocicleta. Ou seja, nenhuma.

Que que eu acho da música da Tati Quebra-Barraco? Bom, para mim isso nem é música. E tudo é absolutamente ruim. Os arranjos são ruins, a batida é ruim, a gravação é ruim, as letras são ruins... A Tati nem se pode dizer que canta, o que ela fala, ela declama, aquelas barbaridades que nem são engraçadas, você está entendendo? Eu não tenho qualquer tipo de problema moralista com relação às letras. O problema é que o que a Tati fala é baixaria pura e simples, sem qualquer tipo de graça, sem qualquer tipo de intenção que não seja chocar os mais moralistas. Enfim, artisticamente falando, para mim é um lixo total.

E tem uma outra coisa, também. Você chamar o que a Tati e outras pessoas lá do Rio de Janeiro fazem de "funk", isso é absolutamente uma vergonha, porque funk não é isso. O que a Tati e seus colegas lá fazem, na verdade, é o que a gente chama aqui de "pancadão", que é uma coisa derivada do miami bass de grupos como o 2-Live Crew dos Estados Unidos, então de funk isso não tem absolutamente nada. E tanto o que a Tati faz como esse pessoal do "Créu", essas "mulheres-frutas" obesas que andam por aí, tudo que elas fazem, na verdade, é um tipo de música da pior qualidade.

Eu acho engraçado você falar que eu não sei o tempo que se leva para gravar um disco, porque, primeiro, eu sei, sim, quando tempo se leva para gravar um disco. Segundo, isso não é desculpa para fazer um trabalho ruim, você está entendendo? Quer dizer, eu sou um arquiteto, eu demoro sete anos para construir uma ponte, e aí quando eu vou inaugurar a ponte, a ponte cai, mata todo mundo, e eu sou obrigado a pedir que as pessoas que respeitem o trabalho que eu tive? Não, negativo. Isso não é desculpa. Não é desculpa você levar quinze dias, vinte meses, quarenta anos para fazer o tipo de som que você (Tati) faz, que é muito ruim. Isso não é desculpa.

Essa coisa de ser ético ou anti-ético, o que na verdade eu não sou é corporativista. Caso você (Tati) não saiba o que isso signifique, eu não tenho rabo preso com ninguém. Eu falo o que eu bem entendo. A coisa que a gente mais vê no meio artístico hoje são as pessoas se elogiando umas às outras, com medo de falar o que realmente pensam, fica aquele pensamento assim: "Ah, eu vou elogiar o seu disco porque aí, quando eu lançar o meu, você vai elogiar também". Você está entendendo? Eu não tenho este tipo de postura. Eu falo o que eu bem entendo e todo mundo que me conhece sabe disso. Então, essa coisa de anti-ético, caso você não saiba, acho melhor você procurar no dicionário que, assim, ser anti-ético é uma outra coisa, falar o que se pensa também é uma outra coisa.

Eu acho muito engraçado a Tati vir falar de respeito fazendo o tipo de música que ela faz. E realmente eu tenho respeito pelas pessoas, mas não sou obrigado a ter respeito pelo trabalho dessas pessoas, principalmente o seu trabalho, Tati, que é realmente uma vergonha, é muito ruim, e eu não vou fazer como todo mundo faz, que é aquela coisa de ficar elogiando e metendo o pau pelas costas. Eu sou um cara sincero, eu sou um cara franco, e eu falo o que eu bem entendo, e eu estou dizendo aqui exatamente o que você e os telespectadores do Super Pop estão ouvindo, que sua música é muito ruim.

Olha só, Tati, eu fiquei sabendo que você virou evangélica. Então, quem sabe agora você destina o seu tempo para fazer coisas mais bacanas tipo fazer trabalho voluntário nas creches, ajudar as pessoas, e largue esse negócio de música, que esse negócio não é para você, não.


OS CAPANGAS E SEUS CAPANGAS

Antônio Arles - Do blog Arlesophia

Eles querem passar a imagem de modernos, um setor que emprega tecnologia de ponta e seria responsável pelo sucesso das exportações brasileiras. No entanto, não sabem viver sem as práticas arcaicas da ameaça, da perseguição política, do escravismo, do patrimonialismo... Para criar e manter essa imagem modernosa eles mudaram de nome, mudaram o nome da instituição que os representa, mudaram o nome do partido que agrega a maioria dos seus representantes, mas não mudaram sua essência reacionária, que faz o país viver preso a um passado de desigualdades, servilismo e opressão. Eles são os ruralistas (que hoje se dizem representantes do “agronegócio”), monopolistas de gentes e terras, que se utilizam de capangas para manter sua sobrevivência anacrônica. E quem são os capangas? O Latuff os revela na seguinte charge.



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Mas, no meio "cultural" brasileiro, os capangas seguramente também podem ser estes:


MPB FM VIROU "CASA DA MÃE JOANA" E DESRESPEITA OUVINTES


O que se previa aconteceu. Não bastasse Odair José e Benito di Paula aparecerem no programa "Classicos MPB" da MPB FM, ou incluir Alexandre Pires e Péricles (Exaltasamba) no projeto Samba Social Clube, agora é a vez do programa Noite Preta, apresentado por Preta Gil, mostrar que o buraco é mais embaixo.

No priemiro programa, nada menos que Fábio Jr., Claudinho & Buchecha e, pior, Harmonia do Samba, apareceram sujando o toca-CD da emissora.

Fábio Jr. é defendido como "MPB" por certos lobistas porque segue aquele estereótipo "chique" atribuído à "MPB pasteurizada". Ou seja, um mero "cumpridor de normas" da dita "boa MPB". Depois vem Bia Abramo ou similares dizendo que nós é que defendemos qualquer normatização da música brasileira.

Claudinho & Buchecha são defendidos como "MPB" por certos lobistas por conta de uma versão de um sucesso deles - que nem foi composto pelos funqueiros, dos quais só sobrou o segundo - gravada por Adriana Calcanhoto sob a alcunha de Adriana Partimpim. Kid Abelha, ícone do Rock Brasil adotado pela nova MPB, também gravou uma outra música da dupla, "Quero Te Mostrar".

Já Harmonia do Samba apresenta problemas, porque só é considerado "MPB" por intelectualóides arrogantes tipo o baiano Milton Moura e o mineiro Eugênio Raggi. O grupo começou fazendo porno-pagode mas depois, radicado em São Paulo, passou a fazer sambrega.

O maior problema disso tudo é que, no horário de Noite Preta, não existe uma outra opção para ouvir MPB autêntica nas rádios. Mas para ouvir Fábio Jr., já existe a Nativa FM e FM O Dia. Para ouvir Claudinho & Buchecha, tem as FMs O Dia e Beat 98. E Harmonia do Samba se ouve nas três rádios popularescas.

Só que não tem opção para o ouvinte escutar, sem escalas ou interrupções, Wilson Simonal, Wilson Simoninha, Jackson do Pandeiro, Nação Zumbi, Elza Soares, Jorge Veiga, Orlandivo e outras coisas musicalmente íntegras. As outras rádios, de adulto contemporâneo, quando muito só tocam a MPB moderna que é trabalhada nas paradas de sucesso, e mesmo assim intercaladas com muita música estrangeira.

Por isso mesmo é que o ouvinte da MPB FM acaba sendo tratado com desrespeito. Por favor, não venham os defensores do brega-popularesco falarem em "democracia", "ruptura de preconceitos" e outros chavões, porque isso não convence. A realidade é que a MPB FM virou a Casa da Mãe Joana, onde agora pode entrar qualquer um. Para o empresário do MC Créu, por exemplo, vai ser uma maravilha, porque quando passar a onda é só Preta Gil socorrer e ela despeja logo no programa dela e, talvez, no cardápio geral da (ex-)MPB FM, que, francamente, aderiu à "peemedebização". Infelizmente, há quem veja a sigla MPB como uma espécie de "fisiologismo" cultural.

"BALADA" É A GÍRIA DO PiG


FAUSTO SILVA - O ANIMADOR QUASE MAGRO DA MÍDIA GORDA, QUER SALVAR UMA GÍRIA CRIADA POR EMPRESÁRIOS DA "NÁITE".

Entendo a boa intenção de muitos críticos da mídia golpista, que tiram na ponta da língua o golpismo dos grandes líderes reunidos em Davos (Suíça), no Fórum Econômico Mundial. Sabem ver golpismo até nas tosses dos grandes comandantes do G-7. Enxergam neoliberalismo até nos espirros dados pelos empresários das mega-corporações transnacionais.

Mas ignorar as armadilhas do Partido da Imprensa Golpista no ramo da cultura é inadmissível. Pois se até nos primórdios da Guerra Fria se compunham canções com letras anti-comunistas e mesmo o nazismo usava a mídia para manipular culturalmente os alemães, dizer que o Brasil é um paraíso na "cultura de massa" é no mínimo uma tolice.

Pois o animador-mor da mídia gorda, o apresentador Fausto Silva, ex-ícone cult dos anos 80 e futuramente ex-gordo, está prestes a dar o derradeiro socorro à decadente, cafona, ridícula e alienada (algum problema com essa palavrinha, pessoal?) gíria "BALADA", que sabemos ser propriedade intelectual de DJs de clubes noturnos paulistas e de radialistas ligados às também paulistas Jovem Pan 2 e Energia 97.

Pois Fausto Silva lança hoje uma competição de DJs que tem o "sugestivo" nome de "Baladão do Faustão". Tudo para salvar essa gíria inútil, gíria de proveta, criada em "laboratório" (ou escritório, melhor dizendo).

Mas o que se usa da gíria "BALADA" nos vocabulários e até em reportagens sérias da grande mídia significa que, se for cobrado direitos autorais, pessoas como o empresário Tutinha, da Jovem Pan 2, e o apresentador Luciano Huck seriam mil vezes mais ricos do que Bill Gates e Rupert Murdoch juntos.

Alguém ainda duvida que essa gíria "balada", sem pé nem cabeça e sem qualquer significado social, é a gíria do PiG?