quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

NEO-BREGAS SÃO OS QUE SEGUEM NORMAS DA "BOA MPB"


Reforçando um raciocínio anterior. Definitivamente não somos nós que, rejeitando o brega-popularesco que faz sucesso nas rádios de todo país e em quase toda a TV aberta, queremos impor normas para se fazer a "boa MPB".

Pelo contrário, são os ídolos do brega-popularesco, tão tidos como "espontâneos" e "verdadeiramente populares", que seguem todo o receituário que os etnocêntricos - que não somos nós, mas aqueles que defendem o brega-popularesco, do Hermano Vianna ao Eugênio Arantes Raggi - fazem sobre o que deve ser "a boa MPB".

Fábio Jr., Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano, Belo, Ivete Sangalo, Exaltasamba, até Wando e José Augusto, todos fazem apresentações superproduzidas, com muitas luzes, muito visual, uns apoiados por muitos dançarinos, outros fazendo ecletismo musical sem pé nem cabeça (como Zezé Di Camargo & Luciano), outros tentando fazer música brasileira "de verdade" (como Exaltasamba, que de forma calculista tenta fazer um samba "convincente").

Todos querendo fazer "boa poesia", seguindo todas as normas de etiqueta do espetáculo, forjando pretensa sofisticação. Tudo calculado para parecer bonitinho. Tudo asséptico. Tudo calculado até mesmo nas declarações para a imprensa.

Mas até mesmo coisas mais "simples" como É O Tchan, Banda Calypso, Calcinha Preta e todo o "funk carioca" (FAVELA BASS) também são calculados, seguindo a cartilha da tal "boa MPB". Nada é espontâneo, tudo é calculado.

Por isso é que seus defensores é que querem que a música brasileira seja normatizada. Não nós.

Para Refletir: Terremoto no Haiti


O que um país pobre sofre, seja com turbulências sociais, violência, golpes, corrupção, e agora com o violento terremoto de sete pontos na escala Richter.

É o Haiti, país cantado uma vez por Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Mas se o Haiti não é aqui, alguns dos mortos na tragédia são brasileiros: quatro militares das forças de paz e a médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, irmã de Dom Paulo Evaristo Arns.

É para refletirmos a respeito do sofrimento de tanta gente.