quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"NAÇÃO ROQUEIRA" DA RÁDIO CIDADE DEVE SER FÃ DO BÓRIS CASOY


A chamada "nação roqueira" daquela fase lamentável da Rádio Cidade do Rio de Janeiro deve estar adorando a recente "descoberta" sobre o jornalista Bóris Casoy, aquele que atacou os lixeiros.

Isso porque, no passado, mais precisamente em 1968, Casoy frequentava as reuniões do Comando de Caça aos Comunistas, entidade ultra-reacionária formada por jovens durante a década de 60. Casoy estudava na Universidade Mackenzie e seu grupo promoveu um festival de vandalismo, truculência e até homicídio contra estudantes da USP, naquele episódio conhecido como o "confronto da Rua Maria Antônia".

Mas o que se relaciona o Comando de Caça aos Comunistas com a "nação roqueira" que apoiou, entre 1995 e 2006, não somente a Rádio Cidade carioca como também a 89 FM de São Paulo?

Simples. Porque as duas "rádios rock", por debaixo do "inocente" perfil adotado, estavam promovendo um modelo de jovem roqueiro de extrema-direita.

Quem ouvia as duas rádios e via suas páginas de recados, ou qualquer página da Internet que discutia as duas emissoras ou qualquer uma delas, sempre havia um defensor irritadinho, esquentadinho, com um discurso agressivo e ofensor. Geralmente xingavam de "viados" quem não concordasse com a linha "roqueira" adotada pelas duas emissoras.

Muito dessas discussões se perdeu, mas há vestígios de seu reacionarismo como nas mensagens postadas no tópico referente ao assunto no Rádio Base. Nota-se o perfil ao mesmo tempo jocoso e irritado, por vezes violento, de dois defensores das duas rádios, provavelmente produtores. Um deles, aliás, era um produtor da Rádio Cidade e usava o pseudônimo de Roger Strauss.

As duas rádios promoviam um perfil alienado e aparentemente "radical" do jovem roqueiro de extrema-direita. Era um jovem que odiava ler livros, só via filmes de terror e esportes radicais, que dizia ler quadrinhos (mas isso era duvidoso), mas que, sob a capa da postura "apolítica" ou "pseudo-esquerdista", em discussões sobre política reivindicavam o fechamento do Congresso Nacional, como verdadeiros golpistas.

Outro recurso deles é mandar e-mails com vírus para quem discordasse do perfil das duas rádios (que, evidentemente, estava fora da realidade do público roqueiro autêntico; aliás, o próprio rádio hoje não entende mais o segmento rock). Puro Comando de Caça aos Comunistas, através do terrorismo virtual.

Em 2007, reconheci vários adeptos da Rádio Cidade numa comunidade do Orkut, "Eu Odeio Acordar Cedo", quando fui divulgar um site, e eles, furiosos, transformaram minha página de recados num suposto chat e ameaçaram roubar meus dados de login. Eles ora tinham pseudônimos como "Mestre Lineu", "Nóquia Megatrendius", ou "Carla", ora assumiam nomes reais como um pitboy chamado Gustavo Ferreira (que, mentirosamente, se dizia de "centro-esquerda"). Tive que eliminar meu perfil do Orkut para não ser atacado por esses terroristas virtuais.

Se investigarem o currículo desses jovens todos, burgueses reacionários situados na Barra da Tijuca ou Recreio, verão horrores desse pessoal. Verão que seus amigos são capazes de surrar empregadas em pontos de ônibus. Verão que os pais de muitos deles participaram de atos ou reuniões do Comando de Caça aos Comunistas. Verão que eles são tão reacionários que tendem a disfarçar seu reacionarismo com gírias, palavrões, visual arrojado ou "universitário", ou demais aparatos de "rebeldia", tal como a juventude do CCC, nos anos 60, disfarçava seu reacionarismo com visual de beatnik.

Achar que todo jovem é "progressista" é uma ingenuidade. O jovem adota a postura do seu ambiente. Se ele foi criado num ambiente direitista, ele será direitista. O aparato "rebelde" mal consegue disfarçar isso. É como disse o saudoso Renato Russo, em "A Dança": "Você é tão moderno / Se acha tão moderno / Mas é igual a seus pais / É só questão de idade / Passando dessa fase / Tanto fez e tanto faz / (...) / Você é tão esperto / Você está tão certo / Que você nunca vai errar / Mas a vida deixa marcas / Tenha cuidado / Se um dia você dançar".

O que farão os futuros Bóris Casoy daqui a 20 anos?

Camisa de Vênus, com nova formação? Não sei não...


O que é usar um nome que se torna grife, mesmo sacrificando sua essência original...

A banda baiana Camisa de Vênus apresentou sua nova formação, com Eduardo Scott nos vocais, Robério Santana no baixo, Karl Hummel na guitarra base e Gustavo Mullen na guitarra solo.

O problema é que Eduardo Scott era assessor de Ivete Sangalo, pouco tempo antes. Será que a cantora, que é metida a se apropriar de qualquer tendência musical para associar à sua imagem, terá uma participação num futuro LP dessa formação?

Se com Marcelo Nova - hoje em carreira-solo - , com todo o respeito que se tem com sua trajetória e conhecimento de rock, o Camisa de Vênus, nos últimos anos, vendeu sua alma aos proto-emos Raimundos e Charlie Brown Jr., a nova formação deve seguir a linha dos punks envelhecidos do Rock Brasil que passaram a fazer canções que mais parecem raivinhas da turma de Bolinha França (o gordo amigo da Luluzinha) contra a Turma da Zona Norte.

Depois que João Gordo foi para a Record de Edir Macedo, o headbanger Andreas Kisser foi agradar os filhinhos dele gravando com Chitãozinho & Xororó e Clemente se lembrando do proto-emo Sex Noise, agora vem o Camisa de Vênus, antes hostil à axé-music, chamar um ex-assessor de Ivete para os vocais.

Qual vai ser a próxima atrapalhada dos antigos radicais do Rock Brasil?

Conselho de amigo: FUJA DO BIG BROTHER BRASIL!!


É melhor que ninguém veja o Big Brother Brasil 10, nem qualquer outra edição do BBB.

É uma armadilha que o PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA (PiG), na sua divisão de entretenimento, arma para distrair os espectadores.

Como sabemos, o Big Brother Brasil não passa de um mero programa onde as pessoas se expõem ao ridículo, ao vazio existencial. É um programa totalmente supérfluo, desnecessário, que não faz falta alguma e que não contribui em coisa alguma na formação de valores sociais relevantes.

Tem gente que vai acusar a minha crítica de "preconceituosa" ou "moralista", como os lobos que acusam os caçadores de "impiedosos" e "sanguinários". Ora, "os lobos só querem fazer chamego nas ovelhinhas", diz a mídia e seus defensores.

Por isso mesmo, fujam o quanto possível do BBB. Depois da novela das "oito", leiam um livro. Desliguem a televisão, que é a melhor coisa que se faz.