sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

LEITORES DE CARTA CAPITAL: NADA COMO TOMAR MINGAU NA REFEIÇÃO



Leitores de Carta Capital, saibam que nada há de bom senão ler a revista tomando o Mingau de Aço nas refeições, seja no café do fim de semana, seja no churrasco do domingo.

O Mingau de Aço também não chama patrão de colega nem chama tucano de meu louro.

O endereço do Mingau de Aço? É muito fácil - http://mingaudeaco.blogspot.com

O Mingau de Aço é a mais nova força a desafiar os barões da grande mídia.

O blog Mingau de Aço é o caçula dos nanicos e promete fazer barulho, em 2011, na mídia alternativa.

Portanto, leiam e sigam o blog. E chamem mais gente para participar.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

LEITORES DE CONVERSA AFIADA: PONHAM O MINGAU NA SUA PAUTA



Vocês que leem a Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim, vale um conselho.

Incluam o Mingau de Aço na sua pauta, lendo e seguindo o blog.

O endereço se dá numa só navalha - http://mingaudeaco.blogspot.com

É rápido e rasteiro, ler os textos e seguir o blog.

Não basta uma só pessoa seguir.

Basta que muito mais pessoas sigam.

Mingau de Aço não tem nhém-nhém-nhém nem trololó.

Morde a mídia golpista, mas é mansinho.

Portanto, sigam o caçula dos nanicos, a nova força dos blogs progressistas, o MINGAU DE AÇO.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

NAS AULAS DO PROFESSOR EMIR, A MERENDA É O MINGAU DE AÇO



Nada como ler os lúcidos textos do professor Emir Sader, um dos mais conceituados escritores e analistas políticos do país.

E nada como, depois das aulas do professor Emir, merendar com os textos do Mingau de Aço.

O endereço é sopa no mel, ou melhor, aço no mingau: http://mingaudeaco.blogspot.com

Quem vai seguir o Mingau de Aço, leve seus amigos para fazer o mesmo.

Siga o caçula dos nanicos.

Para o benefício da mídia alternativa.

Para o benefício do Brasil.

sábado, 25 de dezembro de 2010

LEITORES DE CAROS AMIGOS: NÃO COMAM PAÇOCA, TOMEM MINGAU!!



Caros amigos que leem a Caros Amigos.

Não comam mais paçoca. Tomem mingau. É mais nutritivo.

Se alimentem dos nutrientes do Mingau de Aço.

O Mingau é mansinho, só late e morde na mídia golpista e seus asseclas.

O endereço do Mingau de Aço é mole de decorar: http://mingaudeaco.blogspot.com

Para o Brasil melhorar, só mesmo seguindo o Mingau de Aço para completar a nata da mídia alternativa.

E não será com uma ou duas pessoas. Mas com muito mais gente.

Prestigiem o caçula dos nanicos. Sejam amigos da mídia alternativa. Sigam o Mingau de Aço.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

LEITORES DO CLOACA NEWS: SE ALIMENTEM DO MINGAU DE AÇO



Cloaca News era o Mingau de Aço de anos atrás.

E, veja (sem trocadilhos porcolentos) no que deu: o Sr. Cloaca tornou-se famoso, ganhou vários seguidores, conquistou a simpatia do Lula e deixou a mídia golpista perplexa com seu carisma.

E vocês têm medo de seguir o Mingau de Aço? Têm certeza? Espero que não.

Então sigam o Mingau de Aço, cujo endereço não tem papas na língua: http://mingaudeaco.blogspot.com

O Mingau de Aço só não cheira bem para a mídia de esgoto, velha e podre, que não aguenta ser passada para trás pela nata da mídia alternativa.

Portanto, se o Cloaca News era o Mingau de Aço de ontem, o Mingau de Aço será o Cloaca News de amanhã.

Vão logo, sigam o Mingau, antes que se surpreendam de ver o catarineta aqui tendo todo o cartaz no Planalto Central.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

LEITORES DO BLOG DO MIRO: SE ALIMENTEM DO MINGAU DE AÇO



Quem lê os blogs progressistas não pode ficar indiferente ao caçula dos nanicos, o Mingau de Aço, que deve ser seguido por aqueles que procuram se aprofundar na mídia alternativa.

O Mingau de Aço tem endereço fácil de anotar: http://mingaudeaco.blogspot.com

Então, para que tanto medo de seguir o Mingau?

O Mingau só morde a mídia golpista, mas no fundo é mansinho, mansinho.

Não queremos que somente uma ou duas pessoas sigam o Mingau de Aço.

Queremos mais!

Esta é a chance. Quem está por dentro da mídia alternativa, segue o Mingau de Aço.

Para mudar o Brasil. E para mudar a mídia brasileira.

domingo, 19 de dezembro de 2010

QUER UM BRASIL MELHOR? SIGA O MINGAU DE AÇO!



Quer um Brasil melhor?

É só seguir o MINGAU DE AÇO.

O endereço é fácil de decorar: http://mingaudeaco.blogspot.com

Com MINGAU DE AÇO, as ideias serão discutidas, e quanto mais gente, melhor será o debate público em prol de um país melhor.

MINGAU DE AÇO é um blog progressista. É o caçula dos nanicos. Mas vem com uma grande vontade de transformar o país.

Portanto, não vá só você seguir o MINGAU DE AÇO. Chame seus amigos para fazerem a mesma coisa.

Faça o MINGAU DE AÇO se destacar mais entre os blogs progressistas.

Para o bem da sociedade. Para o bem do país.

E para desespero da mídia golpista e dos seus amigos e simpatizantes.

sábado, 18 de dezembro de 2010

DE FÉRIAS, O KYLOCYCLO DEIXA DE RECEBER COMENTÁRIOS



O Kylocyclo entra de férias e por isso mesmo deixará de receber comentários. O autor deste blog não sumirá da Internet, mas reduzirá as atividades para não sobrecarregar e, por isso, O Kylocyclo deixa de publicar textos novos durante um mês e também deixará de receber mensagens.

Pedimos compreensão a todos, pois na volta do blog, as mensagens voltarão a ser recebidas.

Durante as férias, serão divulgadas propagandas de outro blog, Mingau de Aço, que continua ativo e à espera de novos seguidores. Espero que vocês o sigam.

Feliz Natal e Feliz 2011! Boas férias.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

BRITTANY MURPHY PÔS A CAMISA PARA DENTRO DA CALÇA




Ela nos deixou muito cedo, no dia 20 de dezembro do ano passado. Mas, como este blog entrará de férias, nos lembraremos dessa bela atriz com saudade e muito carinho.

Éramos felizes e não sabíamos, e não demos a devida atenção a essa mulher talentosa, inteligente, supergracinha e lindíssima. Ela era o que aqui se chama de tudo-tudo-tudo.

Consolados pelo fato de que, pelo menos, sua biografia estará em boas mãos, sob responsabilidade da mãe da atriz, Sharon Murphy, fica aqui a lembrança de que até a inesquecível Britt usava a camisa para dentro da calça, como muitas mulheres charmosas fazem.

Estas imagens foram extraídas de gravações do filme Little Black Book (Aqui lançado sob o título de A Agenda Secreta do Meu Namorado), de 2004, filme que eu vi em novembro do ano passado, sem saber dos problemas de saúde e dos dramas pessoais que fizeram a adorável Britt adiantar seu retorno à pátria espiritual.

Fica aqui a nossa gratidão a Brittany Murphy. Um beijo espiritual para ela.

E O Kylocyclo fica por aqui. Bom Natal e ótimo 2011.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A FIGURA ÍNTEGRA DE OSCAR NIEMEYER



Os brasileiros deveriam ouvir os mais sábios, aqueles que têm sempre o que dizer.

Não com arrogância nem com pedantismo, mas com simplicidade e capacidade de aprender e desenvolver experiências e transmitir lições.

Uma grande oportunidade é ter o arquiteto Oscar Niemeyer vivo, aos 103 anos, lúcido e trabalhando.

É vê-lo com a criatividade de um menino desenhando e criando seus projetos.

E ele fez muitas obras, desde os anos 40. Como o conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, e o prédio do antigo Ministério da Educação, no Castelo, no então Distrito Federal que hoje é a cidade do Rio de Janeiro.

E participou na elaboração do prédio-sede da Organização das Nações Unidas, assim como dos prédios da Esplanada dos Ministérios de Brasília.

Sem falar do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, que, sempre que faço caminhadas pela orla de Icaraí até Boa Viagem, tenho a oportunidade de passar por perto e admirar.

Mas Niemeyer também foi e é um ativista social.

Um socialista autêntico, solidário aos movimentos sociais e aos grandes projetos de melhoria para o país.

Sempre esteve apoiando iniciativas em prol do progresso sócio-político-cultural do Brasil.

Conviveu com os maiores nomes do Modernismo brasileiro e foi um dos intelectuais que se inspiraram na geração de 1922.

Por isso a importância de Oscar Niemeyer.

Que, desafiando o moralismo religioso, é um ateu com surpreendente instinto altruísta.

Com uma humildade e uma serenidade ímpares.

Idoso, é muito mais jovial que tanto jovem que, com seu bacharelado, parte para sua sisudez engravatada, endinheirada e careta.

O Brasil deve ouvir os intelectuais que se foram, e também deve ouvir os intelectuais que ainda estão.

Oscar Niemeyer é um grande mestre. Porque nunca quis se passar por tal.

Porque os verdadeiros mestres não se consideram mestres. O que importa não é a pose nem os discursos de fachada, mas a prática e a experiência real, pois os atos dizem muito mais do que nossas pretensões.

Parabéns ao grande mestre Niemeyer. Se possível, que continue com longa vida e saúde, e que suas lições nesses 103 anos não sejam em vão.

Certamente não serão em vão, mesmo.

O Brasil medíocre é que cai, por mais que queira permanecer em pé.

O Brasil genial, ainda que adormecido por força das forças reacionárias, está despertando.

E é esse Brasil que acorda de novo e que quer ouvir os verdadeiros mestres, como Niemeyer.

Oscar Niemeyer, mineiro cidadão do mundo, figura íntegra do nosso país.

Desejamos feliz aniversário a esse ilustre brasileiro, patriota genuíno.

DIFÍCIL ENCONTRAR SCORPIO RISING NO YOUTUBE



Liverpool não é conhecida apenas pelos Beatles e pelo Echo & The Bunnymen. Sua cena musical é muito atuante, e junto aos Beatles Liverpool também teve Gerry & The Pacemakers e Swinging Blue Jeans.

Mas, no anoitecer dos anos 80 e no amanhecer dos anos 90, Liverpool teve também outros grupos, como LA's, The Farm e Scorpio Rising. Estes dois últimos seguem a linha indie dance, enquanto os LA's atualizavam o mersey beat do famoso quarteto dos anos 60 para a geração de Ride e Wedding Present.

Mas vamos falar de Scorpio Rising, que poderia muito bem ter sido os "Happy Mondays" de Liverpool. O grupo lançou alguns compactos, teve alguns sucessos, como "Saturnalia", "Disturbance" e "Watermelon", e ainda gravou cover de "Peace Frog", dos Doors.

Só que, no YouTube, só dá para pegar as faixas do compacto Watermelon, mas não "Saturnalia" e "Disturbance", que chegaram a ser tocadas no programa "Novas Tendências", de José Roberto Mahr, em 1992.

Pior é que existe um grupo de dance music com o mesmo nome, só que da cidade de Austin, no Texas, EUA. Este grupo está mais presente no YouTube do que o grupo de Liverpool, o que frusta bastante todo aquele que quer conhecer a fundo a cena shoegazer (apelido dado aos fãs e também aos cantores de indie dance, que costumam olhar para seus sapatos).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SCARLETT JOHANSSON ESTÁ SOLTEIRA!!!!



O casamento dela com Ryan Reynolds acabou. Quem informou foi o assessor dele.

Ou seja, uma das gatas mais quentes do momento, Scarlett Johansson, voltou a ficar solteira. E isso dois dias depois de Elizabeth Hurley. Mal estávamos comemorando a solteirice de uma, agora vamos comemorar a solteirice de outra.

Scarlett, além da beleza estonteante e das formas estupidamente sensuais, é inteligente, super talentosa e uma das garotas bem legais para se conviver. Arriscou também como cantora e até fez algumas composições, e se deu bem, pelo nível sofisticado e arrojado de sua música, a mil léguas de distância do padrão irrit-pareide.

Gataça.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A VERGONHOSA OMISSÃO DA MÍDIA ESQUERDISTA AOS PROBLEMAS DA CULTURA


FESTA DE BARRETOS, EM EDIÇÃO DESTE ANO - Maior arena dos ídolos "sertanejos" patrocinados pela mídia golpista e pela UDR.

A maior herança da ditadura militar, das forças reacionárias e das elites dominantes do nosso Brasil, sob o silêncio da opinião pública, segue seu curso, deixando os barões da grande mídia tranquilos.

Enquanto, no plano político, a mídia esquerdista oficial estabelece posições arrojadas, no plano cultural a omissão é muito grande em relação ao império do brega-popularesco.

Defende-se, tão estranhamente, um modelo de "cultura popular" trabalhado pelos mesmos barões da grande mídia, sobretudo pela contratação de "colunistas" que, mesmo fazendo propaganda desses mesmos "sucessos do povão", viram queridinhos da mídia esquerdista.

Sabemos que o brega-popularesco, essa suposta "cultura popular" que domina nas rádios FM e na TV aberta, em nenhum momento pode ser considerada de fato uma autêntica cultura popular, porque suas caraterísticas, que envolvem desde uma personalidade submissa de seus ídolos - é só comparar os cantores de breganejo e sambrega com Chico Buarque, por exemplo - até a baixíssima qualidade artística (defendida sob um suspeitíssimo apelo de "desprezo às questões estéticas").

A situação é tão grave que até mesmo a verdade histórica é completamente violada. Não bastasse termos que acreditar, às custas dessa intelectualidade, que a pseudo-cultura "popular" é a "verdadeira cultura do povo", esquecendo seu passado de muito jabaculê e politicagem por trás, manobras como ocultar o passado direitista de Waldick Soriano ou mesmo mentiras que hoje surgem como a de que os "ídolos sertanejos" estão "fora da grande mídia", envergonham uma intelectualidade que deveria zelar pela cultura autêntica, em vez de defender o mercadão dos "sucessos do povão" que agrada muito os barões da grande mídia.

É muito grave que o Brasil, com um patrimônio cultural acumulado com tanto sacríficio, com muito suor e sangue, nos úlitmos 500 anos, seja refém de uma mentalidade brega-popularesca que, pelo menos, não deveria ser defendida nos espaços midiáticos de esquerda. De uma "cultura" alimentada durante as últimas décadas pelo jabaculê e pela politicagem e que agora vende a mais hipócrita imagem de "cultura das periferias".

Isso contradiz muito a reputação da mídia de esquerda, e cobranças vêm pelos bastidores, sobretudo pelo envolvimento de dois colunistas da revista Caros Amigos com a mídia golpista. Um, pelo seu passado ligado à Folha de São Paulo. Outro, porque faz o jogo duplo de escrever para Caros Amigos e aparecer na Rede Globo, além de possíveis rumores de que fale mal da esquerda pelas costas.

Até agora ninguém explicou por que um cara como Pedro Alexandre Sanches faz na mídia esquerdista, lançando livros pela Editora Boitempo, escrevendo para Carta Capital, Caros Amigos e Revista Fórum. Ele não é naturalmente alinhado com a ideologia esquerdista. Pelo contrário, ele continua tendo a mesma mentalidade de jornalista da Folha de São Paulo, e defende os mesmos ídolos brega-popularescos que a própria mídia golpista defende abertamente.

Até agora ninguém explicou isso, e Pedro é questionado constantemente por aqui que isso reflete até na busca do Google quando, já na segunda página, aparecem os textos contestadores. Fica uma omissão que só pode causar problemas. Talvez já esteja causando problemas, pois Sanches torna-se uma presença incômoda na imprensa esquerdista, na medida em que defende os mesmos "ídolos populares" que expressam os interesses da mídia golpista, como Ivete Sangalo e Alexandre Pires.

Cria-se um impasse nos bastidores, um desequilíbrio de forças ideologicamente suspeitas dentro da mídia esquerdista, mas ninguém fala, ninguém dá um pio, o clima de omissão faz com que abra caminho para reações direitistas futuras.

Que jogo de interesses faz com que não se defenda uma cultura popular de qualidade e, tão somente, se tente legitimar uma pseudo-cultura que, só por ser dominante há décadas no gosto popular, não quer dizer que seja legítimo, autêntico ou indiscutível.

PRECONCEITOS DE ELITE DISFARÇADOS: O POVO É "BOM" FAZENDO COISAS RUINS

"É o que a maioria gosta", "É o que o povo sabe fazer". Essas desculpas são apoiadas pelo lugar-comum da "ruptura de preconceitos", um pretexto que na verdade esconde um preconceito muito maior do que aquele que supostamente se combate.

Afinal, acredita-se que o povo só é capaz de fazer coisas ruins, mas se é obrigado apenas a se fazer crer que essas "coisas ruins" são "boas", num claro disfarce dos preconceitos de elite.

Sim, porque isso desmascara completamente aqueles que, no âmbito político-econômico, se dizem solidários aos movimentos sociais. Desde, é claro, que os movimentos sociais sejam longe daqui, seja nas Cordilheiras dos Andes, no oeste sul-americano, seja em Israel ou no Haiti.

Quando muito, é tão somente de forma hipócrita, como o tal "funk de raiz" que de funk e de raiz não possui coisa alguma. Afinal, esses "militantes", perdendo uma boa oportunidade de ficar quietos, deveriam defender, sim, o som de Cassiano, Hyldon e Gerson Combo, já idosos, sem qualquer seguidor, e botar o pessoal das favelas para aprender música, tocar violão, guitarra, baixo, bateria, instrumentos de sopro e órgão, fazer melodias e não fazer essa palhaçada que parodia uma cantiga de roda com uma letra "de protesto" que não protesta coisa alguma.

Daqui a alguns meses, acredito que a situação vai complicar. Afinal, depois da festa petista, o bloco de aliados é enorme demais para ser sempre coeso. Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Senhor Cloaca e outros devem estar vigilantes sobre possíveis traíras na festa esquerdista.

Os maiores traíras, certamente, sairão quando avançarem as conquistas sociais, e também daqueles que defendem a "cultura" brega-popularesca. Porque são eles os mais temerosos de uma verdadeira mobilização popular: aquela em que o povo pobre não é tratado como se fosse um animal doméstico tal como vemos na suposta "cultura popular" das rádios e TVs.

Mas até quando vai essa omissão toda? Será que o pessoal vai fingir que não sente mal estar, porque o que importa é o que está estabelecido? Até quando vão ter que engolir esse impasse?

domingo, 12 de dezembro de 2010

LIZ HURLEY ESTÁ SOLTEIRA!!!!



Já estava tirando folga do meu blog O Kylocyclo e, de repente, tomei conhecimento do fim do casamento da atriz, modelo e empresária inglesa Elizabeth Hurley, Liz Hurley para os íntimos.

Tive que botar essa notícia, em se tratando de uma das mulheres mais estonteantes, fascinantes e sensuais do mundo. Pois essa beldade voltou à solteirice!

Bom, agora dá para dormir mais tranquilo. Ótima noite. Ah, Liz, mulher dos meus sonhos...

sábado, 11 de dezembro de 2010

NOEL ROSA TERIA FEITO 100 ANOS



Não é fácil um músico com uma vida tão breve ser sempre lembrado nos dias de hoje.

Pois esse é o caso de Noel Rosa.

Ele nasceu há 100 anos, no então Distrito Federal, e fez da Vila Isabel o seu lugar, de vida social e sentimental.

Era boêmio, estudava Medicina, mas fazia sambas com um fino humor.

Tinha até seu jeitão meio bad boy, meio boa-praça, notado pelo então coroinha Carlos Heitor Cony.

Mas era uma figura admirável.

Era frágil. Uma doença de infância fez Noel ter queixo curto. E olha que ele era um bebê robusto.

Mas ele conviveu com muitos músicos de seu tempo. Compunha músicas sozinho ou com parcerias. Até tentou ser cantor. Mas sobretudo tocava seu violão serenamente, compondo com toda a descontração.

Fez parte do supergrupo Bando dos Tangarás, com Henrique Foréis Domingues à frente e com Braguinha entre os demais integrantes. O grupo divulgou o mais antigo videoclipe brasileiro conhecido, "Vamo falá do Norte", de 1929.

Compos muitos clássicos, como "Com Que Roupa", "Gago Apaixonado", "Não Tem Tradução", só para citar três. Suas composições, no total, são cerca de 300.

O samba de Noel Rosa era muito moderno. Tinha um quê de urbano, mas sempre em respeito ao samba original. Era apenas uma liberdade criativa.

Por isso Noel Rosa continua moderno. Sua música ainda tem um frescor de novidade.

Afinal, eram grandes tempos em que a música popular falava por si própria.

Não precisava baixar a qualidade para alcançar grande público, às custas de muito marketing e trololó intelectualóide.

A música popular era forte, de alta qualidade, de grande criação. Autêntica.

Não precisava provar que era "popular" lotando plateias em menos tempo.

Era popular porque produzia conhecimento e valores nos quais o povo se identificava plenamente.

Portanto, Noel Rosa, mesmo 73 anos depois de ter nos deixado, continua vivo em sua obra.

E viverá muito mais do que tantos pseudo-sambistas que batem ponto no Domingão do Faustão.

Viva Noel Rosa!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

BREGA-POPULARESCO POSSUI RIGOR ESTÉTICO... PARA PIOR


PARA A INTELECTUALIDADE ETNOCÊNTRICA, ISSO É LAMA MEDICINAL.

Você já ouviu essa. A intelectualidade, para defender os "sucessos do povão", apelava, quase que num alarmismo paranóico, para nós "não avaliarmos a estética". "Esqueçam a estética, isso não existe, é o que o povo gosta e sabe fazer", suplicam críticos musicais e cientistas sociais numa arrogante paranóia que faz qualquer dondoca de classe rica parecer militante das grandes causas sociais.

Pois eu havia pensado e cheguei a uma conclusão que parece um absurdo, mas tem seu sentido lógico dos mais verdadeiros: o brega-popularesco, essa "cultura popular" que aparece no rádio FM e na TV aberta e que se baseia na domesticação do povo pobre, possui, sim, seu grande rigor estético.

Você vai perguntar: "Como rigor estético? O MC Créu tem rigor estético? A Beyoncé do Pará tem rigor estético? O Calcinha Preta, É O Tchan, o Grupo Molejo têm rigor estético? O Waldick Soriano teve rigor estético? Os cantores de axé-music, 'pagode romântico' e 'música sertaneja' têm rigor estético?".

Sim, no sentido do rigor estético como um processo calculado, um rigor no nivelamento para baixo, que corrompe o sentido de cultura popular e o submete à mesma mediocridade que constrange a sociedade, mas que todos temos que acreditar que é "coisa boa". "É o que o povo gosta, é o que o povo sabe fazer".

Um verdadeiro artista é bom desde o começo. Ele não começa fazendo papel de ridículo no começo, para depois "querer fazer as coisas direitinho". A verdadeira cultura não investe primeiro no patético ou no pitoresco para depois aumentar o nível.

Pensar assim é defender o mais cruel etnocentrismo. É associar o povo a tudo que há de pior, e querer que só melhore aos poucos, sem assustar. É o mesmo raciocínio que Ernesto Geisel, quando assumiu a presidência da República indicado pelas Forças Armadas (era a ditadura militar), teve em relação ao país. "Melhorar" aos poucos, sem assustar.

Não é por acaso que a "cultura" brega-popularesca começou a crescer, para valer, na Era Geisel, e que seu governo é considerado pela grande mídia, mesmo de forma implícita, como seus "Anos Dourados".

Os artistas populares que fizeram sucesso entre 1935 e 1960 nunca viriam com essa frescura de fazer discos medíocres primeiro e querer fazer "bons discos" depois. Mas os ídolos "populares" que vieram sobretudo em 1990 fazem.

É até constrangedor. Discos que são propositalmente medíocres, como é a cartilha dos discos bregas. Por isso não é estranho dizer que mesmo os pomposos medalhões da axé-music, do "pagode romântico" e da "música sertaneja" são cantores bregas. Dá para perceber que seus sambas, seus afoxés, suas modinhas são muito fracos, a baixa qualidade estética é proposital, daí o rigor da nivelação para baixo.

Aí, com o passar do tempo, depois de mais de cinco CDs anuais, esses intérpretes vão querer ser levados a sério. E fazem da pior forma. Provam ser maus artistas, camuflados por um espetáculo cheio de técnica, de pompa, de marketing, de visual.

O que aliás, é pior. Enquanto os verdadeiros artistas se tornam mais autorais com o passar do tempo, os ídolos brega-popularescos que fizeram muito sucesso entre 1990 e 1997 (e, em certos casos, até 2002), no entanto, se tornam cada vez menos autorais.

Querendo provar aquilo que não são, na marra, gravam sucessivos CDs e DVDs ao vivo, enchem seus repertórios de covers tendenciosas de MPB, gravam duetos com quem quer que esteja pela frente, podendo ser Chico Buarque ou um outro ídolo brega-popularesco (tipo MC Buchecha). Tudo com palmas ensaiadas, dirigidas, faniquitos orientados pela produção do DVD, refrões decorados pela plateia dirigida e amestrada.

Isso é que é rigor estético, calculado, ainda que nivelado por baixo. A "diva" da axé-music começa sua carreira gravando falsos frevos, falsos afoxés, coisas risíveis mesmo, mas passados dez anos de carreira ela pega carona até em tributos à Bossa Nova, ao Rock Brasil, ao que encontrar pela frente.

Isso é uma grande falta de respeito ao próprio artista. Já soube de vários casos de ídolos do brega-popularesco que, antes de gravarem seus primeiros discos cafonas, sonhavam em fazer MPB.

Milton Nascimento, que teve origem pobre, nunca cairia nessa tentação. Sua carreira foi brilhante desde o começo. Seu primeiro álbum, de 1967, causou um grande impacto por sua qualidade artística impecável, e o cantor, mesmo em discos menos inspirados, sempre manteve sua qualidade, seu excelente nível artístico, sua integridade.

Nunca passaria pela cabeça do brilhante cantor, músico e compositor, um dos fundadores do Clube da Esquina, esperar fazer uma coleção de discos medíocres para depois fazer um álbum "razoável" com clássicos alheios. Milton não esperou que outros lhe oferecessem clássicos da MPB para gravar: ele mesmo fez os seus clássicos da MPB. E, quando gravou covers de clássicos da MPB, já tinha centenas de músicas marcantes em sua carreira, cuja sobrevida vai muito além dos seis meses de execução de rádio. Bem mais além.

Mas, no caso do ídolo popularesco que sonhava "fazer MPB" uma vez na vida, a mediocridade é o meio mais fácil. Certa vez aparece alguém que lhes diz que fazer MPB não dá dinheiro e aí tem que fazer um som "mais tosco" para fazer sucesso. "Depois você junta dinheiro, bajula Caetano Veloso, faz dueto com qualquer figurão da MPB que ninguém reclama. Aí você põe no seu novo CD metade do repertório com covers, participa de tudo quanto é tributo, e pronto. Você lança qualquer porcaria autoral nas rádios, que não deixa marca na carreira, porque tanto faz, porque você já fez seu nome mesmo. A crítica musical, a intelectualidade toda, foi toda comprada pelo mercado (popularesco) mesmo, ninguém vai falar mal...", dirá esse alguém.

É um caminho muito fácil para o beco sem saída. O cara que queria fazer MPB mas começou a carreira fazendo brega-popularesco se enriquece, faz sucesso em todo o país, vira cartaz em tudo quanto é mídia, mas aí, num dado momento da carreira, quando quer entrar no "salão" da MPB provavelmente apadrinhado por algum cantor mais condescendente, é duramente criticado.

Mas não é só música, não. A boazuda também quer ser considerada "feminista" ou "inteligente" a partir de nada. As pessoas se imbecilizam primeiro e depois querem exibir sua imbecilidade nas faculdades, nos ambientes mais credenciados etc. E querem exportar sua mediocridade para o resto do mundo.

A DESCULPA DO "PRECONCEITO" NÃO COLA MAIS

Querer tapear a mediocrização cultural do povo brasileiro - processo arquitetado pela ditadura militar e reforçado por governos "democráticos" conservadores como os de Sarney, Collor e FHC - com uma falsa generosidade paternalista, por conta de uma intelectualidade que, cinicamente, critica o "paternalismo" e o "etnocentrismo" dos outros, é demonstração do mais puro elitismo que essa intelectualidade, tão badalada, festejada e endeusada, sente em relação às classes populares.

Chegam a dizer que o povo é "bom assim", é "melhor" naquilo que tem de pior. Em outras palavras, essa intelectualidade acomodada em condomínios de luxo, mas endeusada na Internet, acha que o povo só é "melhor" quando permanece na sua mediocridade, no seu jeito patético, na sua cultura ruim, apenas temos que adotar uma "nova visão" e achar que essa "ruindade" é apenas "um jeito diferente de cultura". Isso parece generoso à primeira vista, mas é cruel.

PRECONCEITOS DE UMA INTELECTUALIDADE "SEM PRECONCEITOS"

Falam que não gostamos da ideologia brega-popularesca por "preconceito". Grande engano. Rejeitamos essa ideologia porque a conhecemos, seja verificando a programação das TVs e rádios, seja andando pelas ruas, seja passando pelos camelôs, entrando nos supermercados e nas lojas de varejo e atacado, seja pelo som da vizinhança.

Preconceito requer desconhecimento de algo. Se algo não é compreendido e é "pré-concebido", é porque não se tem conhecimento desse algo. Mas nós temos. Rejeitamos porque sabemos muito bem do que se trata.

Pior é o preconceito da intelectualidade "sem preconceitos". Eles veem o povo como uma massa "ruim" que, dentro dessa perspectiva, "só faz coisas boas". Eles geralmente só conhecem "a fundo" a periferia através de documentários estrangeiros, da Internet, de teses acadêmicas. Fazem sua sociologia de gabinete sem sequer aproximarem suas visões da realidade concreta, ainda que por intuição.

Pelo contrário, até em pesquisas de campo eles estabelecem seus preconceitos. Que são os mesmos da velha grande mídia, por mais que a mesma visão seja servida nas páginas da mídia esquerdista.

São preconceitos docilmente não-assumidos, mas expressos. Se resume em achar "positivo" o povo ser pitoresco, grotesco, idiotizado (evidentemente, sem usar tal adjetivo), porque isso é que tem "cheiro de povo", porque o povo, por mais submisso que pareça ao "sistema", é "mais feliz".

Até mesmo a noção de "qualidade de vida" é dotada dessa visão preconceituosa. Se o povo "é pop", tudo bem. Se o povo participa do consumo do entretenimento, tudo bem. A favela, com suas construções precárias e, não obstante, arriscadas, são a "arquitetura pop pós-moderna". O povo embriagado, miserável e grosseiro é "feliz" na sua miséria, é "criador" na sua falta de referências.

São preconceitos "positivos", que fazem a classe média etnocêntrica feliz. Povo domesticado, servindo de "gado" para os interesses da mídia, tido como "detentor" de uma moderna "cultura de cabresto" que é o brega-popularesco. Com seus valores rigidamente calculados, para que o povo seja a forma viva de sua caricatura, seja, na vida real, a imagem estereotipada de si mesmo.

Isso vai contra a tradição histórica do nosso povo, que era capaz de derrubar governos com sua mobilização social. O povo pobre não era bobo, não fazia esse papel do "selvagem abobalhado" que a mídia tanto trabalha, enquanto a intelectualidade faz vista grossa.

Também a cultura popular, que se constituiu no rico patrimônio de mais de 500 anos, até mesmo anterior a 1500, nada tem a ver com essa mediocridade resignada que faz sucesso na mídia.

A cultura popular de verdade tinha liberdade estética. E liberdade estética é buscar o melhor, não se satisfazer no pior. É querer ser bom naturalmente, fazer cultura porque é sua vocação, não para se livrar de algum trabalho braçal, não para ganhar dinheiro fácil.

Por isso não dá para apostar na verdadeira cultura popular, mesmo na aparente evolução artística dos ídolos do brega-popularesco. Esses são cheios de preconceitos, até mesmo em si mesmos. Acham que vão fazer "cultura popular de verdade" vestindo paletós ou vestidos de gala e enchendo os palcos de luzes, dançarinos e orquestras. Visão puramente esquizofrênica, porque isso em si não transforma o brega de ontem na MPB de amanhã.

Da mesma forma, não dá para popozudas romperem com o machismo, de cujos valores elas representam, através do celibato. Como não dá para transformar os funqueiros bobos em "cantores de protesto", só porque seus "bailes funk" foram invadidos pela polícia.

A Música de Cabresto Brasileira, a ideologia brega-popularesca, seja o brega de ontem, seja o "popular" de hoje, são na verdade um grande caleidoscópio de preconceitos, um processo cordialmente perverso de exclusão social. A classe média é que tem que aceitar essa mediocridade cultural, essa inferiorização social como se fosse inerente às classes pobres. Temos que achar essa inferioridade "superior", para o bem de uma suposta paz social que beneficia mais os lucros do mercado do que a busca de melhorias de vida do nosso povo.

Daí que essa mediocrização é rigorosamente calculada. O rigor estético não está na MPB mais sofisticada, cuja qualidade estética é maior porque é livre, é o talento natural de seus artistas. Como também não está na cultura popular autêntica que fez história no passado, porque esta também teve alta qualidade estética, era livre na sua criatividade.

O brega-popularesco, por não ser livre, por ser meramente mercadológico, esse sim é que tem rigor estético. Um rigor nivelado para baixo, calculado, tendencioso. O artista "se evolui" depois que se enriquecer nos seus discos medíocres.

As pessoas em geral primeiro são induzidas a se comportar como idiotas para depois receberem algum benefício de ordem sócio-econômica. Depois que, como farofeiros indo à praia, se sentam nas mesas das faculdades - sem que tenham sido beneficiados por um programa educacional melhor, mas por medidas mais fáceis de acesso - para exibir sua mediocridade triunfante.

Com toda a certeza, isso nada tem a ver com a verdadeira evolução das classes populares. Só mantém as desigualdades sociais, eliminando apenas os efeitos mais incômodos para as elites.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

BREGA-POPULARESCO NUNCA FOI CULTURA VIVA E ATUANTE



Quem defende a "cultura" brega-popularesca reclama que aquilo que consideramos a cultura popular autêntica ou à cultura de classe média de cunho popular (pós-cepecista e pós-bossanovista, como, por exemplo, Chico Buarque) é estático, datado e sem evolução.

Acreditam eles que o tal brega-popularesco colocaria a cultura popular brasileira nos eixos de modernidade e evolução da cultura pop internacional, enquanto a verdadeira cultura que defendemos está parada no tempo, é isolada e antiquada.

Há grande equívoco nesta tese.

Na verdade, é o brega-popularesco que é parado no tempo, é isolacionista e antiquado. E, quando tenta evoluir em alguma coisa, é sempre de forma restritiva e controlada. Afinal, nunca nos esqueçamos, trata-se de uma pretensa cultura popular investida e controlada pela grande mídia, direta ou indiretamente (neste caso, quando os ídolos popularescos aparentemente "não aparecem" na grande mídia, mas seguem seus princípios e valores).

Em primeiro lugar, o que eram os primórdios da "cultura" brega?

Simples, a primeira ideia que temos que considerar é que ela vem da ruptura com a natural evolução cultural das classes pobres no interior do país.

Os primeiros ídolos cafonas nada tinham das modinhas, baiões, lundus, maxixes, xaxados, maracatus das regiões interioranas, dos sertões, subúrbios, agrestes, roças, das primeiras favelas.

A música cafona, nos seus primórdios, era tão somente composta de arremedos, ao mesmo tempo forçados e caricatos, dos antigos seresteiros, quando as serestas haviam passado há um bom tempo. Não tinha contexto social espontâneo para esses sub-seresteiros aparecerem e fazerem sucesso, sobretudo porque as zonas urbanas estavam vivenciando a Bossa Nova e as zonas interioranas na redescoberta da música de raiz, numa volta espontânea ao passado para retomar a vitalidade cultural atuante e atualizante.

Os primórdios da música cafona já mostram que todas as acusações que sua intelectualidade apologista atribui à MPB está, na verdade, nessa tendência popularesca que tanto defendem.

Afinal, até como seresteiros os ídolos cafonas soam datados, isolacionistas, sem identidade, sem a menor chance de evolução artístico-cultural.

Em primeiro lugar, carecem até mesmo da brasilidade que os antigos seresteiros autênticos, como Vicente Celestino, Lupicínio Rodrigues e Nelson Gonçalves, tinham.

Os antigos seresteiros eram influenciados por chorinhos e modinhas, tinham sua poesia que, embora fosse de um sentimentalismo aparentemente exagerado, era dotado de natural ironia e a tristeza não deixava de ser dotada de um natural senso de humor.

Se as serestas deixaram de ser moda, com seus sambas-canções, boleros etc - o último seresteiro talvez fosse Altemar Dutra, que não deve ser considerado brega, porque seu contexto, no começo da carreira, era mais específico e próprio (mal comparando, Altemar Dutra fazia boleros como Violeta de Outono fazia rock psicodélico-progressivo) - , é porque seu natural esgotamento criativo impediu sua evolução artística.

Em outras palavras, as circunstâncias sociais ocorridas no Brasil da Era Kubitschek simplesmente fizeram com que a linguagem das serestas não acompanhasse a renovação sócio-cultural brasileira. Quem fazia serestas, continuou fazendo normalmente, e poucos surgiram como discípulos. Mas as serestas deixaram de ser a tendência mais influente, quando "Chega de Saudade", manifesto musical da Bossa Nova, anunciava em sua letra o fim das serestas e a chegada de uma nova linguagem poético-musical.

Por isso os primeiros ídolos cafonas, lançados a partir de 1958 sob o patrocínio de fazendeiros, donos de rádios e empresários de atacado e varejo - o primeiro deles foi o megaempresário Abraham Medina, de O Rei da Voz - , já soavam descontextualizados, acompanhados de um estranho padrão de sociedade caraterizado pela inferiorização das classes pobres.

Juntando as letras dos primeiros ídolos cafonas, de um pessimismo resignado, ao cenário social de sucesso e de consumo desses ídolos, dá para perceber claramente os aspectos de subordinação e inferiorização social: idosos condenados ao lazer alcoólico dos botequins, ao recreio sexual dos prostíbulos (aqui há também a inferiorização social da mulher), à tristeza resignada, ao protesto conformado. "Eu vivo mal, mas tenho que ser assim", era a bandeira "cultural" da ideologia brega.

E o som? Arremedos se serestas "enriquecidos" (?!) - não seriam "empobrecidos"? - com influências como a música romântica italiana, o country, as músicas orquestradas "ligeiras" (Percy Faith, Franck Pourcel, Mantovani), boleros, mariachis, mas dentro de uma perspectiva de atraso, de estagnação sócio-cultural, de sonhar, nos meados dos anos 60, com um modelo de sociedade do começo dos anos 50. Um sonho distante, impossível, seja porque é uma época passada, seja porque é inacessível diante da inferioridade social do povo submetido ao ideário brega.

Quando a música cafona se desdobrou, ao longo dos anos, em diversas tendências, como a geração de retardatários que fizeram Jovem Guarda depois do fim do movimento, como Odair José, o "sambão-jóia" de Benito di Paula e companhia (arremedo piegas do samba-rock de Jorge Ben), e a geração brega-jovem dos anos 70, como Gretchen, além de outras que vieram depois ("pagode romântico", "música sertaneja", axé-music, "funk carioca", "forró-eletrônico" e respectivos derivados), não foi pela natural tendência de evolução cultural, mas por uma calculada manobra mercadológica.

Em outras palavras, essa "natural evolução" na verdade acontecia na medida em que uma tendência de sucesso se esgotava e se planejava a entrada de outra. Não era algo realmente natural, como a intelectualidade etnocêntrica tanto alardeia. Pelo contrário, era apenas a "renovação" do espetáculo mercadológico, através do tendenciosismo.

É bom abrir um parêntesis quanto às políticas econômicas realizadas pelo governo militar e pelos governos municipais e estaduais por volta do "milagre brasileiro" até o fim da Era Geisel, que, no plano "cultural", obrigou a música brega a adotar uma brasilidade tendenciosa, para reforçar interesses turísticos ou econômicos.

A "Revolução Verde" da Era Médici influenciou a diluição da música caipira através da tal "música sertaneja" (breganejo). A indústria turística influenciou na diluição de ritmos nordestinos e nortistas - com ênfase tanto na disco music quanto em ritmos caribenhos - já nos anos 70, mas seus resultados seriam mais evidentes nos anos 80/90, com a lambada, a axé-music e o "forró-eletrônico" (forró-brega).

Vamos comparar uma tendência do brega-popularesco com outra da MPB autêntica com influência estrangeira, para explicarmos melhor esta tese. De um lado temos o breganejo, a suposta "música sertaneja" que aparece (sim, aparece) na grande mídia e que tem a festa anual de Barretos como uma de suas maiores vitrines. De outro, temos o mangue beat, cenário de Pernambuco lançado por volta de 1993.

Enquanto o breganejo, na verdade, não passa de uma variação do brega de Waldick Soriano (os "universitários" se inspiram em Odair José) que adotou uma "brasilidade" tendenciosa e calculada pelas políticas turísticas e agrícolas do regime militar, no caso a diluição da música caipira para afirmação das elites latifundiárias beneficiadas pela "Revolução Verde", o mangue beat é uma natural evolução do maracatu nordestino por uma juventude que aprecia igualmente as tradições regionais quanto a modernidade do pop internacional.

Há dois modos de assimilar influências estrangeiras:

1) Que respeita a soberania nacional e assimile a influência estrangeira dentro de um contexto social próprio. Mesmo que se faça um ritmo de origem estrangeira, é feita uma adaptação que o transforma numa linguagem nacional própria, com personalidade local.

Os elementos nacional/regional continuam fortalecidos, mesmo com a livre assimilação das culturas de fora.

Numa comparação aproximada, é quando uma pessoa de fora visita nossa casa. Somos gentis com o visitante, até lhe deixamos à vontade, mas a casa é nossa e o visitante é tão somente um visitante. Sua visita influencia decisivamente na vida de nossa casa, pois até investimentos como a arrumação da casa e o abastecimento de alimentos é sob influência do vindouro visitante. Mas as regras da casa continuam sendo as nossas, e o visitante não é morador nem dono dela.

2) Que se subordina à influência estrangeira, ainda que se expresse uma linguagem aparentemente local. É quase o mesmo processo da dublagem de filmes estrangeiros, onde a linguagem nacional não se sobrepõe ao caráter estrangeiro da obra original. O fato do comediante Orlando Drummond, por exemplo, ser dublador de vários personagens de filmes de faroeste quase nada influi na "brasilidade" dessas produções estadunidenses.

Os elementos nacional/regional são enfraquecidos, mesmo quando no discurso são "mantidos", pois nenhuma apologia "pós-moderna" pode ignorar a supremacia dos elementos estrangeiros e o caráter nocivo de seu poder dominador.

Neste caso, podemos comparar a influência estrangeira como um invasor. Ele entra na nossa casa sem permissão nem aviso prévio. Nós nos subordinamos ao que ele quer, o que ele pede, as regras de nossa casa, quando muito, só são precária e parcialmente levadas em conta. Quando muito, nós sobrevivemos como meros moradores passivos, quase inquilinos do invasor que toma a casa como sua, embora formalmente ela "continue" nossa.

Nota-se que, por mais que o mangue beat seja influenciado pelo hip hop e pelo rock pesado, há ainda a ênfase nos ritmos locais pernambucanos. Os mangue boys sabem que têm uma tradição cultural a zelar, não como um patrimônio estático, mas como um organismo vivo. Por isso têm direito e mérito em assimilar influências estrangeiras, sem perder a identidade local, nacional ou regional.

Já o breganejo, não. Nota-se, claramente, uma ênfase na imitação do padrão country dos ídolos e de seu público. O caráter subordinado ao estrangeiro é claro, as identidades regionais são defendidas no discurso (até com alarde exagerado demais para ser confiável), mas, na prática, são desmanteladas cruelmente.

Isso ocorre de tal forma que até mesmo as regravações de canções caipiras tradicionais ou de músicas como as do movimento mineiro Clube da Esquina - pelos temas ecológicos e fraternais de suas músicas - pelos breganejos é um processo tendencioso, só para "reforçar", na aparência, as identidades nacional-regional desmanteladas.

REGIONALIDADES DESTRUÍDAS

O "forró-eletrônico" (ou forró-brega), também é outro exemplo de tendência brega-popularesca marcada pelo aniquilamento das identidades regionais.

Competindo duplamente no mercado, como um breganejo mais dançante ou como uma axé-music mais rural, o forró-brega, cujos primórdios vêm da lambada e ritmos similares do Norte e Nordeste (geralmente fora da Bahia), desde meados dos anos 70, se carateriza na subordinação quase total da influência estrangeira, apenas mal traduzida por uma visão provinciana e acanhadamente regional.

O forró-brega cria um espetáculo, nos palcos, que se assemelha ao dos antigos cabarés do faroeste norte-americano. Superproduzido demais para ser considerada "cultura popular regional". E muitos intérpretes concentram seu repertório nas "versões" de sucessos estrangeiros, numa clara intenção de romper com qualquer regionalidade.

Além disso, o forró-brega quase nada tem a ver com os ritmos de raiz nordestinas, que nem para permitir uma evolução artística são considerados. Seus intérpretes usam roupas que, pelos cabelos compridos lisos dos rapazes, que imitam corsários estrangeiros, e pelas indumentárias espalhafatosas das moças, que remetem ao cruzamento entre os cassinos texanos do século XIX e as atuais boates de Miami, afirmam a supremacia estrangeira sobre o elemento nacional, dominado e enfraquecido.

O forró-brega é um engodo que mistura disco music, ritmos caribenhos, o brega da linha Odair José e o hit-parade norte-americano em geral. Para piorar as coisas, quando adota o acordeon, sua sonoridade é mais influenciada pela música gaúcha.

A MÚSICA SEM VIDA

Que vida tem o brega-popularesco? Nenhuma! Não é a cultura viva do povo, porque nem sequer essa "cultura" é socialmente transmitida, mas imposta pelo poder de rádios e emissoras de TV ligadas a grupos dominantes.

Ultimamente a intelectualidade tenta ignorar essa realidade tão óbvia, consequente das políticas de entretenimento feitas desde a reação das elites reacionárias ligadas ao latifúndio, passando pela ditadura militar e pelas manobras dos governos de José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, todos de cunho conservador.

Mas dá para perceber que essa "cultura popular" que domina nas rádios e TVs não é a legítima expressão do povo pobre, não possui vida nem luz própria, mas tão somente fetiches, sucessos comerciais, é tão somente a "cultura de massa" tão discutida pelos teóricos da Comunicação.

Não é uma cultura popular de fato, mas apenas uma "cultura" popularizada. Na verdade, é expressão do empresariado que investe nesses ídolos popularescos. Essa "cultura" não produz conhecimento, nem valores sociais edificantes para as classes populares, apenas cria um espetáculo de sucesso e estrelato que, aos olhos de seus investidores, precisa ser renovado, reciclado e permanente de toda forma, afinal são eles que lucram por trás dos "ídolos populares" que aparecem na mídia.

Como pode atribuir produção de conhecimento, por exemplo, a ídolos de "pagode romântico" que tentam "fazer samba direitinho", mas sempre restrito aos clichês lançados pelos poucos sambistas autênticos liberados para rádios? É triste ver que certos grupos, que começaram fazendo música brega travestida de samba, façam "sambas corretos" que imitam o som de Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, mas cujos músicos não têm profundo conhecimento do próprio estilo que dizem tocar, apenas conhecendo aquilo que a grande mídia apresenta para eles.

Por isso, a "cultura" brega-popularesca não tem vida. Não cresce naturalmente, não produz conhecimento, não se evolui, não desenvolve identidades locais, não faz o homem ter consciência de sua posição na sociedade, não estabelece diálogo natural entre as gerações.

É o brega-popularesco que vive parado no tempo, só se transformando conforme as circunstâncias de mercado. É o brega-popularesco que vive isolado do mundo, porque seu "mundo" é apenas aquele da grande mídia, do hit-parade norte-americano, do estrelato, do neoliberalismo, do entretenimento das classes populares subordinado às regras e valores do capitalismo neoliberal.

É o brega-popularesco que traz uma visão "idealizada" do povo pelas elites, que promove a domesticação das classes populares, comprometendo os avanços sociais. O brega-popularesco não quer qualidade de vida, mas apenas um atendimento, controlado pelas elites e parcialmente exercido, às expectativas populares.

A cada dia, a intelectualidade que defende o brega-popularesco está sendo contestada e nada pode fazer para prevalecer seus argumentos discutíveis.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

JOHN LENNON E GEORGE HARRISON COMPUSERAM INSTRUMENTAL



Todos sabem das parcerias de John Lennon e Paul McCartney, que, na verdade, são na maioria fruto de um acordo de assinatura em que o verdadeiro autor das músicas é o vocalista ("Help", por exemplo, seria na verdade de Lennon sozinho, e "Yesterday", apenas de Paul). Apenas poucas canções são, de fato, compostas pelos dois músicos.

Mas houve também parcerias de John com George Harrison, os dois guitarristas dos Beatles que não estão entre nós. "Cry for a Shadow", considerada uma das primeiras composições de integrantes dos Beatles, foi gravada em 1961 e é composta pelos dois guitarristas.

Sabemos que, nessa época, Ringo Starr estava em outra banda e Pete Best era o baterista dos Beatles. Mas Paul McCartney aparece com seu eficiente contrabaixo elétrico nessa vibrante instrumental, marcada pelos solos de Harrison e Lennon, tocando guitarra base, dava seus gritos.

30 ANOS SEM JOHN LENNON



Há 30 anos, o sonho da volta dos Beatles tornou-se impossível com o assassinato de John Lennon (no destaque, com os antigos parceiros).

Ele foi morto por um psicopata que se dizia seu fã. Logo numa época em que John e Paul McCartney voltaram a se entender, depois de dez anos.

Fica valendo o texto que foi publicado neste blog sobre John Lennon.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EX-PRESIDENTE DO IPHAN CRITICA DILUIÇÃO DA CULTURA POPULAR



Lendo o livro O que é Cultura Popular, de Antônio Augusto Arantes, pude identificar alguns trechos que poderiam ser usados na crítica ao brega-popularesco, que é a hegemônica e pretensa "cultura popular" que hoje se encontra na mídia e cujo declínio, depois de tanto tempo exercendo uma hegemonia absoluta, ameaçando de desaparecimento a MPB autêntica, tanto a pós-1965 quanto a de cunho popular de raiz, faz os jabazeiros de plantão praticamente trocarem o rádio FM pela intelectualidade.

Não sei como é a postura do antropólogo e ex-presidente do IPHAN quanto ao brega-popularesco, já que o poderoso lobby do brega-popularesco pode criar armadilhas até mesmo para quem aparentemente adotaria uma postura crítica. Vide Ivana Bentes que reprovou o mito da "periferia legal" mas elogiou um documentário que, no fundo, segue esse mesmo mito.

Em todo caso, reproduzimos alguns trechos que Arantes escreveu no referido livro, lançado pela Editora Brasiliense em 1981, mas até hoje disponível nas livrarias e bibliotecas:

A produção empresarial de arte "popular" (...) retira-lhe duas dimensões sociais fundamentais. Alterando data, local de apresentação e a própria organização do grupo artístico, ela transforma em produto terminal, evento isolado ou coisa, aquilo que, em seu contexto de ocorrência, é o ponto culminante de um processoque parte de um grupo social e a ele retorna, sendo indissociável da vida desse grupo. Os gestos, movimentos e palavras, em que pese todo o aperfeiçoamento técnico possível, tendem a perder o seu significado primordial. Eles deixam de ser signos de uma determinada cultura para se tornarem "representações" que "outros" se fazem dele.

Difícil não se lembrar dos "sucessos do povão" do rádio e da TV, que nunca poderiam ser considerados a "verdadeira cultura popular", mesmo por parte de uma intelectualidade boa de argumentos, a ponto de ser endeusada por seus colegas e pelos blogueiros que tratam a aplaudi-los feito focas de circo.

Aqui vão outros trechos contundentes:

Através de um esforço realizado, em geral, em nome da estética e da didática, "enxugam-se" os eventos artísticos denominados "populares", de caraterísticas consideradas inadequadas ou desnecessárias, sob o pretexto de revelar-lhes mais claramente a estrutura subjacente.
O resultado de procedimentos dessa natureza, entretanto, é o de "higienizar" esses eventos, ocultando os seus aspectos de pobreza, o seu caráter tosco e, aos olhos de muitos, grosseiro. Essas são reconstituições que o "saber" e o
"gosto" cultos das elites podem abarcar. Mas, ao mesmo tempo, elas deixam de ser algo em que o seu "outro", indomesticável, possa reconhecer-se.


Mais uma vez vemos um texto em que se torna inútil até mesmo transformar o brega-popularesco numa "cultura popular pura", como ocorre no "funk carioca", ou numa coisa pretensamente "sofisticada", como o "sertanejo", o "pagode romântico" e a axé-music, porque em todos os casos há a visão empresarial, elitista, paternalista, a respeito do que essas elites entendem como "cultura das classes populares".

Para terminar, o próprio antropólogo conclui o raciocínio com uma frase que põe em xeque as abordagens adocicadas de Pedro Alexandre Sanches, Hermano Vianna, Paulo César Araújo, Denise Garcia, Patrícia Pillar, Regina Casé e companhia, mostrando o lado cruel do espetáculo popularesco e, no fundo, anti-popular, dos "sucessos do povão":

Ao se produzir o espetáculo, cortam-se as raízes do que, na verdade, é festa, é expressão de vida, sonho e liberdade. Vida que recusa identificar-se com as imagens fixas que o espelho "culto" permite refletir e que grande maioria dos museus cultua.

Nessa época, podia-se falar mais em museus, embora em 1981 o brega-popularesco já exerça forte influência na grande mídia. Mas, substituindo museus por mídia, sabemos que o texto de Arantes pode, sim, ser dirigido para a contestação do brega-popularesco, a suposta "cultura popular" que domina rádios, TVs, micaretas, vaquejadas, "bailes funk" etc.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

BAND NEWS FM QUER TRANSMITIR FUTEBOL? ENTÃO AS PEDRAS VÃO ROLAR!



A rede Band News FM quer mergulhar nas transmissões esportivas?



Então vai sobrar também para a Band News Fluminense FM, na nossa ex-querida frequência dos 94,9 mhz!




Mas nada melhor do que nos lembrar do grande mestre que rolava solto nos 94,9 mhz do Grande Rio: MICK JAGGER!!

E, de brinde, aquele que compôs com Mick muitos dos grandes clássicos da história do rock, Keith Richards.

domingo, 5 de dezembro de 2010

MORRISSEY E MARR REPROVAM "TIETAGEM" DE PRIMEIRO-MINISTRO BRITÂNICO



Os ex-integrantes dos Smiths, o cantor Morrissey e o guitarrista Johnny Marr, reprovaram a declaração do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, de que gostava da música dos Smiths.

Marr havia pedido, no seu Twitter, a David Cameron parar de dizer que gosta dos Smiths. Morrissey, por sua vez, foi solidário ao ex-parceiro, além de fazer duras críticas ao premier britânico.

O motivo é que David Cameron quer derrubar uma lei que estabelece restrições na prática de caça aos animais.

Morrissey, vegetariano convicto e militante, é radicalmente contra qualquer ato de matança de animais, e disse que o primeiro-ministro caça, atira e mata animais por prazer. O cantor pediu aos fãs que enviassem manifestos aos parlamentares britânicos para que a lei que estabelece restrições à caça não seja derrubada.

Há 25 anos, os Smiths lançaram o álbum Meat is Murder, cuja faixa-título é um dramático protesto contra o extermínio de animais. "Não foi para esse tipo de pessoas (como David Cameron) que nós gravamos discos como Meat is Murder ou The Queen is Dead. Na verdade, (essas músicas) foram uma reação à esta violência", concluiu Morrissey.

NIEMEYER SE REINVENTA E COMPÕE SAMBA QUASE AOS 103 ANOS



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Remanescente de uma brilhante geração de intelectuais que atuou na sociedade brasileira entre 1922 e 1964, Oscar Niemeyer mantém sua lucidez ao compor a letra de um samba. Ele é uma figura brilhante, de grande valor, e é ótimo que ele continue trabalhando, desenhando, escrevendo.

Em tempo: o livro que ele escreveu sobre a construção de Brasília, Minha Experiência em Brasília, completa 50 anos no próximo ano. Tomara que relancem o livro.

Niemeyer se reinventa e compõe samba quase aos 103 anos

Da Agência EFE

O arquiteto Oscar Niemeyer, uma lenda viva brasileira, se reinventa às vésperas de completar 103 anos, no dia 15 de dezembro, ao compor um samba dos músicos Edu Krieger e Caio Almeida.

"Não sei como encontro tempo para ficar brincando, mas minha música é uma besteira, uma coisinha divertida, nada importante", revelou o arquiteto em entrevista publicada neste sábado ao jornal "O Globo".

O criador do projeto de Brasília e de centenas de monumentos ao redor do mundo revelou que compôs a letra de "Tranquilo com a Vida" enquanto estava internado no fim de 2009, por problemas na vesícula e no intestino.

"Sempre fui muito ligado a esse pessoal do samba e quis fazer alguma coisa louvando o homem da favela", explicou. A letra segue fiel aos ideais comunistas do arquiteto, que costuma se definir como "o último stalinista".

Segundo O Globo, o samba será apresentado em versão digital no dia do aniversário de Niemeyer, quando completará 103 anos em plena atividade criativa e com vários projetos em execução.

O arquiteto entregou ao jornal a letra do samba, que começa dizendo "Hoje em dia minha vida vai ser diferente. Calça de pijama, camisa listrada, sandália no pé. Andar na praia, vou fazer toda manhã. Até moça bonita vai ter se Deus quiser".

sábado, 4 de dezembro de 2010

NÃO É FÁCIL SER LEILA DINIZ


LEILA DINIZ: ELA NUNCA FOI VULGAR, APENAS FOI OUSADA EM SEU TEMPO.

Infeliz da mulher vulgar que serve aos valores do machismo e diz que é feminista.

Já vimos muita lorota neste sentido.

Fulana é dançarina, mas é "feminista" porque não tem marido.

Sicrana é funqueira, mas é "feminista" porque fala mal dos homens.

A vulgaridade feminina das boazudas de plantão anda declinando, em séria crise, irritando os editores dos portais que publicam fotos delas.

Há 15 anos atrás, uma única dançarina do É O Tchan assustava com a exaltação do grotesco glúteo.

O PiG quis transformar Carla Perez na sua resposta tardia à Leila Diniz.

Com o tempo, multiplicaram-se as popozudas, até chegar ao mercadão dos glúteos da grande mídia.

O Partido da Imprensa Golpista explora as mulheres-objetos, mas finge que isso não é com ela.

A intelectualidade etnocêntrica também finge que o espetáculo dos glúteos siliconados e sacolejantes não é negócio da grande mídia.

Tem que suprir o mercado de popozudas, com a Solange Gomes vestida de "freira sexy" para benzer os sacramentos do machismo da mídia golpista.

Proibidas de ter namorados - ou, pelo menos, de ostentar oficialmente namorados e maridos - , as "musas" calipígias acham que vida de feminista ou de mulher emancipada é mole.

Basta remexer os glúteos, vestir roupas "sensuais demais", exibir seus corpos turbinados nas boates, praias e ensaios de escolas de samba, dispensar qualquer sombra conjugal masculina e, pronto. Logo pensam que, por não terem homem por perto, são "feministas".

Acham que é moleza ser uma Leila Diniz. Como se a saudosa atriz tivesse sido uma popozuda, uma mulher vulgar. Não foi.

Leila apenas queria conviver com amigos homens. Falar sobre assuntos de interesse masculino, ser enérgica, ir aos bares com os amigos, sem deixar de ser mulher.

Leila não ficava rebolando em grotescos grupos de porno-pagode, para depois entrar na faculdade e tirar onda.

Leila não dizia que odiava ler livros para depois dizer que era "inteligente".

Leila lia livros, se informava, era uma mulher decente. Apenas adotava um comportamento mais arrojado.

Leila não ficava o tempo todo usando roupas justas, decotes generosos, não "pagava calcinha" nem "pagava cofrinho". Mostrava o corpo conforme o contexto, livremente, porque também não era obrigada a mostrar o corpo o tempo todo.

Leila era musa porque era livre. Porque era mulher consciente de sua missão de vida. Porque desafiava o moralismo da época, enquanto por outro lado não descambava para a vulgaridade.

Por isso Leila Diniz era mulher na medida certa.

Por isso ser Leila Diniz não é uma tarefa fácil.

E, certamente, é uma tarefa difícil de fazer para as popozudas de hoje.

Difícil, não somente. Digamos que é impossível, mesmo.

As popozudas seguem o machismo que Leila Diniz não queria seguir.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

GODARD, 80 ANOS NA CRISTA DA "NOVA ONDA"



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Hoje é o aniversário de 80 anos de um dos poucos cineastas de vanguarda ainda vivos e ativos, o polêmico Jean-Luc Godard, numa época em que o cinema perde tantas referências vivas que muitos incautos imaginam que até o cinema comercial mais razoável é "vanguarda" ou "alternativo". Em épocas onde a burrice travestida de inteligência impera, muitas vezes sob o signo da chantagem e do esnobismo, isso é muito grave. Em compensação, o Brasil de hoje mais parece um filme de Luís Buñuel.

Godard, 80 anos na crista da "Nova Onda"

Da Agência EFE

O Pai da "Nouvelle Vague", a revolucionária onda que mudou o cinema por uma proposta crítica e comprometida, o cineasta Jean-Luc Godard completa nesta sexta-feira 80 anos, ligado a uma visão particular do cinema e da vida.

Poucos meses depois que seu último filme, "Film Socialisme", chegou às telas de alguns países, o cineasta franco-suíço não se esquivou das polêmicas.

Acusado de "antissemita" nos Estados Unidos, Godard se negou no mês passado a receber o Oscar oferecido por Hollywood pelo conjunto de sua carreira, "magoado" porque a imprensa americana reprovou sua postura "muito pró-palestina".

Chamado de pai da "Nouvelle Vague", o autor de "Acossado", considerado o filme fundador dessa rompedora corrente, abriu as portas para uma nova maneira de fazer cinema.

Filho de uma família da burguesia franco-suíça, Godard nasceu em Paris durante a Segunda Guerra Mundial.

Educado na França, acabou os estudos de Etnologia, mas logo trocou pelo cinema, primeiro como crítico, até que passou para o outro lado da barreira.

O sucesso que "Acossado" teve entre o público e a crítica em 1959, sua narrativa diferente, com constantes mudanças de direção, foram o tiro de saída para uma geração que estava ansiosa para revolucionar os modelos da época.

"O que eu queria era partir de uma história convencional e refazer, de forma diferente, todo o cinema que já havia sido feito", assegurou, então, Godard.

François Truffaut, Éric Rohmer e Claude Chabrol moldaram a corrente para transformá-la em um fenômeno que ultrapassou fronteiras e se instalou de forma duradoura.

Depois vieram os filmes "Uma Mulher é Uma Mulher" (1961), "O Pequeno Soldado" (1963) e "Bande à Part" (1964), entre outras muitas obras que completam sua ampla filmografia.

Godard nunca se esquivou do papel de líder, de cabeça visível dos jovens que queriam mudar o estilo da época.

No turbulento mês de maio de 1968, enquanto os estudantes marchavam nas ruas de Paris, Godard liderou o movimento que levou o protesto contra o sistema ao Festival de Cannes.

Com este festival, o diretor viveu uma história de amor e ódio. Apesar de suas seis indicações, nunca ganhou uma Palma de Ouro.

Este ano, depois de anunciado seu retorno ao La Croisette para apresentar "Film Socialisme", o diretor cancelou sua participação no último minuto, vítima de um misterioso "mal grego".

"Com o Festival irei até a morte, mas não darei um passo mais", disse o cineasta em uma carta, alimentando a máquina dos rumores que se inquietam por seu estado de saúde.

No entanto, para alguns, não foi mais que um desprezo ao tapete vermelho, ao "glamour" que sempre combateu em sua vida e em seus filmes.

Godard foi um diretor comprometido com uma certa ideia política, uma esquerda tão particular como sua obra.

"A Chinesa" e "Week-end à Francesa" são exemplos de sua particular visão da luta do proletariado.

Nos anos 1970 viajou pelo mundo, seguiu brigando com o sistema, rodou filmes que se negou a estrear, como "One American Movie" e "British Sonunds", e começou a experimentar o vídeo.

Voltou-se para um cinema mais comercial nos anos 1980, onde se reencontrou com atores de renome, mas sem nunca renunciar à polêmica.

E, depois de um período, retornou ao cinema experimental no final do século passado, com obras como "Elogio do Amor".

Quentin Tarantino homenageou o diretor batizando sua produtora de "Bande à Part".

Tão alheio à polêmica que provoca como ao entusiasmo que gera, Godard segue na crista da "Nova Onda" que ajudou a criar.

O MEDO DA INTELECTUALIDADE PERDER SUA SUPREMACIA CULTURAL


GENERAL BIZARRIA MAMEDE - Exemplo do medo das elites de perderem privilégios.

Por que a intelectualidade brasileira defende tanto a mediocridade dominante na dita "cultura popular"?

Por que eles apoiam essa mediocridade que toma conta de rádios FM e da TV aberta e que se fundamenta na domesticação do povo pobre e na estereotipação da cultura brasileira, dentro de um parâmetro "pop" e inofensivo?

Sem se derem conta, nomes como Hermano Vianna, Paulo César Araújo, Pedro Alexandre Sanches, Bia Abramo, Rodrigo Faour, Ronaldo Lemos, Milton Moura, Roberto Albergaria, Eugênio Raggi, entre tantos outros, expressam um temor antigo, que seus discursos aparentemente generosos não conseguem disfarçar.

O temor de que eles, a elite intelectual universitária, veja seus segredos sobre a cultura popular em geral e a Música Popular Brasileira em particular sejam revelados para as classes pobres.

Para eles, deixa o povo inofensivo no seu subemprego sem carteira assinada, nas suas favelas caindo aos pedaços, na prostituição, no alcoolismo, na música medíocre, apátrida e estereotipada. Alegam que, assim, o povo não faz mal a eles, nem a mim, nem a você.

Grande engano. O povo não faz mal a nós, mas assim a intelectualidade fez mal ao povo brasileiro.

Não podem mais haver novos Ataulfo Alves nem Luís Gonzaga nem Jackson do Pandeiro. Agora todo mundo brinca de Michael Jackson com pandeiro e cavaquinho, ou brinca de caubói cantando feito Barney Rubble, vizinho dos Flintstones.

Não podem mais haver novas Elizeth Cardoso, novas Marinês, nem Elza Soares pode ter suas seguidoras ao seu lado. Agora as moças têm que brincar de Beyoncé ou bancar as grosseiras MC's que pensam que ser feminista é falar mal de homem.

A intelectualidade, no entanto, sem saber, se comporta exatamente como os então coronéis do Exército brasileiro, quando, irritados com o projeto de aumento salarial do então ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, João Goulart - o mesmo que esses oficiais, já no generalato, expulsariam do poder presidencial em 1964 - , redigiram o famigerado Manifesto dos Coronéis, em 1954.

Eles temiam que o conforto que as elites civis e militares gozavam estivesse perdido com as melhorias das condições de vida do povo, através de salários melhores.

Um de seus assinantes, coronel Jurandir de Bizarria Mamede, de longa prestação de serviço às causas golpistas, havia feito um discurso violentíssimo durante o enterro do general Canrobert Pereira da Costa, em 1955.

Bizarria Mamede protestava contra a posse de Juscelino Kubistschek - "Ele não venceu com maioria absoluta! Isso não vale!" - e, sobretudo, porque o médico mineiro tinha João Goulart (sim, aquele ministro, anos depois o presidente deposto pelo golpe) como vice.

O discurso irritou o general Henrique Teixeira Lott, que ficou alerta.

Afinal, naquele 1955, os golpistas, com o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, na condição de presidente interino (Vargas havia morrido e Café Filho, seu vice, estava em "tratamento de saúde"), queriam impedir a posse de JK e decretar um golpe que pusesse a já perigosa UDN (hoje DEM) no poder.

O general Lott, sabendo disso, teve que fazer um contragolpe, cercando os navios golpistas - sobretudo o cruzador Almirante Tamandaré - e destituindo Carlos Luz do cargo, colocando o senador catarinense Nereu Ramos no comando do Governo Federal, até a posse de Juscelino.

E a intelectualidade de hoje? Seria injusto compará-la aos coronéis que fizeram um manifesto contra o que chamam de "perda de seus privilégios"?

Não. Vários desses intelectuais tão zelosos parecem à melhoria da qualidade de vida do povo, e tão solidários parecem com a manutenção da nossa cultura, até o momento em que suas empregadas domésticas se aproximam da coleção de CDs desses intelectuais.

Aí soa o alarme. E, antes que isso aconteça, baixa um paternalismo elitista da intelectualidade, que julga que "cultura popular" é o "rebolation", o "tchan", o "créu", o "tecnobrega", o "tchibirabirom", o "piripipi" e outros.

O discurso é maravilhoso, todos vivemos a "diversidade cultural". Mas não era coisa parecida com a "democracia" que a mídia golpista tanto falava?

Francis Fukuyama toca pandeiro, sob as bênçãos do general Bizarria Mamede, para o bem de intelectuais que querem ouvir MPB nos seus quartos, enquanto o "povão" tem que curtir os mesmos sucessos medíocres das rádios FM e da TV aberta.

Depois a Rede Globo decide qual o clássico da MPB que os ídolos do brega-popularesco vão "coverizar", para dar a impressão de que todos estão em dia com a música de qualidade.

Uma falsa impressão. Até porque tudo continua na mesma. Com os empresários da suposta "cultura popular" mantendo suas fortunas extraordinárias.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CERTAS PAÇOCAS SÓ SÃO BOAS QUANDO FRIAS


AO MESTRE, COM CARINHO...

Sabemos que Pedro Alexandre Sanches continua seguindo direitinho as lições que aprendeu na Folha de São Paulo, Época e revista Bravo (não a revista teen alemã, mas a revista intelectualóide da Editora Abril.

A MPB autêntica só é "boa" quando apreciada por uma elite especializada. Pedro Alexandre Sanches fala bem do tecnobrega e deseja que os neo-bregas protegidos pelas Organizações Globo (Fábio Jr., Alexandre Pires, Calcinha Preta, Parangolé etc) sejam reconhecidos como "grandes artistas de vanguarda". Vá entender.

Pedro Alex Sanches, no entanto, também conhece Gal Costa, conhece Itamar Assumpção e tudo o mais da MPB. Mas o cidadão comum, não.

Nem mesmo as marias-coitadas de Minas Gerais, que, se tivessem maior sorte, teriam seguramente trocado seus sambregas e sertanojos (agora a mania delas são os tais "sertanejos universitários", a trilha-sonora dos novos-barões do agronegócio) pela Bossa Nova e pelo Clube da Esquina, possuem a bagagem de Sanches e companhia.

Nem mesmo os agricultores sem-terra, que certamente se recusam a ouvir essa "música sertaneja" e o "pagode romântico" que são patrocinados pelos proprietários de terras. E ninguém é tolo para ignorar que a Festa do Peão Boiadeiro de Barretos é uma das maiores vitrines do coronelismo brasileiro, ligado a siglas temíveis como UDR e DEM e aliada fiel da mídia golpista.

Daí sabemos que o apartheid musical brasileiro não se dá quando brega-popularescos são barrados no salão da MPB, mas porque a MPB autêntica é que é barrada do conhecimento do cidadão comum, fora apenas uns poucos clássicos da MPB que aparecem na programação da Globo.

O brega-popularesco é medíocre, comercial, tendencioso, domesticado e domesticador de classes pobres. Não mereceria mesmo ser reconhecido como a "nova MPB" ou "verdadeira MPB". Pensar assim é tratar o povo feito trouxa, querer que o povo permaneça na sua inferioridade cultural, apenas acreditando que ela é "na verdade, superior".

Quanta hipocrisia.

Daí que certas "paçocas" - como a que Pedro Alexandre Sanches oferece para os Caros Amigos - só são gostosas mesmo para seus consumidores quando elas são servidas bem frias. Frias, de Otávio Frias Filho, o "intelectual" da Folha e sempre mestre de Pedro Alexandre Sanches.

OS BLOGUEIROS-PATOLINOS NÃO ESPERAVAM ESSA



Sobre o brega-popularesco, sabemos que um blogueiro-patolino, numa atitude comparável a Pôncio Pilatos, disse que não se pode criticá-lo porque "a maioria do povo gosta".

E sabemos que esse blogueiro-patolino disse que, para combater o brega-popularesco, só mesmo com uma "coreiadonortização" para realizar tal objetivo.

Devolvemos a discutível argumentação do blogueiro-patolino com a constatação de que ele também não tem a menor moral para criticar os abusos da grande mídia, nem falar mal da Rede Globo ou da Folha de São Paulo, porque "a maioria do povo também gosta". E que só uma "hugochavização" teria de ser feita, segundo a ótica do blogueiro-patolino, para combater a mídia golpista.

Então o que faz o tal "Patolino" nos fóruns de blogueiros progressistas? Se for para discordar, tudo bem, até porque um cara desses não se associaria ao Centro de Estudos Barão de Itararé, depois de uma manifestação dessas.

Até porque, no famoso desenho animado da Warner, Patolino é amigo do Gaguinho, cujo nome original é simplesmente Porky PIG. Imagine se Paulo Henrique Amorim sabe dessa.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

YOUTUBE NÃO É MÍDIA ALTERNATIVA



Um dos grandes erros na Internet é o mito de que as chamadas "redes sociais" digitais são consideradas "mídias alternativas", como se quisesse criar um maniqueísmo tolo entre as grandes broadcastings da televisão, do rádio, dos jornais e da indústria fonográfica e o Orkut, Facebook, Twitter e YouTube, as principais "redes sociais" de que mencionamos.

Rolou ontem à noite o evento em que os ídolos do tal "sertanejo universitário" - vulgo "Irmandade Filhos de (senadora) Kátia Abreu" - fizeram uma apresentação ao vivo através do YouTube, portal de vídeos ligado ao Google.

Através desse evento, deve rolar aquele ridículo hype, que os ideólogos da Música de Cabresto Brasileira fazem - vide o tecnocrata Ronaldo Lemos no seu livro sobre tecnobrega, feito em parceria com Oona Castro - , de que os ídolos do brega-popularesco agora só fazem sucesso em função das "redes sociais".

Há muito exagero e inverdades nessa tese. Primeiro, porque as "redes sociais" ainda estão longe de definir diretamente o sucesso estrondoso de qualquer fenômeno. Tanto que, se este faz um gigantesco sucesso, é somente depois que a grande imprensa noticia suas relativas e limitadas façanhas no YouTube, em que ser viesto por 500 pessoas num só dia já é considerado um sucesso.

Segundo, porque a música brega-popularesca faz sucesso mesmo, e pra valer, através de emissoras de rádio FM e TV aberta ligadas a grupos dominantes. Mas, como a opinião pública começa a pressionar negativamente contra a grande mídia, os ideólogos do brega-popularesco, malandros, agora tentam dizer que fulano não fez sucesso, está fora da mídia, vende discos e lota plateias porque seu vídeo no YouTube foi visto por 100 internautas na primeira hora de publicação.

A paranóia deles chega ao ponto de dizer que se o ídolo tal aparece na Globo, mas também aparece na Rede Record, então ele está fora da grande mídia. Absurdo!

A malandragem discursiva é tanta que as histórias de pescador dessa intelectualidade chegam a dizer que a dita "música sertaneja" nunca teve espaço na mídia. Como? O que é o Domingão do Faustão da Rede Globo, a Ilustrada da Folha de São Paulo, a revista Caras, dando espaço para breganejos, sambregas, axézeiros, funqueiros etc? Eles são grande mídia, são espaços de entretenimento ligados diretamente aos interesses do Partido da Imprensa Golpista!

Ora, o ritmo popularesco mais investido e claramente patrocinado pelo poder latifundiário (aliado fiel dos barões da grande mídia), não pode ser considerado anti-mídia. Fui ao Blog Livre e dei uma bronca ao Neuton por ele ter incluído um vídeo de uma cantora de "sertanejo universitário", por ela ser protegida do PiG (que Neuton tanto critica) e ter ganho até tema na novela da Globo.

Terceiro, o YouTube é uma mídia tão heterogênea que dizer que ela é "mídia alternativa" é, no mínimo, uma grande burrice. Tanto eu quanto o militante do Opus Dei podemos, igualmente, ter conta no Google e publicar vídeos no YouTube.

Classificar YouTube como "mídia alternativa" requer situá-lo numa postura ideológica de combate à grande mídia. Isso não tem sentido algum. O YouTube é neutro, como o Blogger, também do Google, também é. Há tanto blogs progressistas como blogs reacionários hospedados pelo Blogger. Logo, também tem vídeos progressistas e reacionários no YouTube.

Além disso, as "redes sociais" que podem transmitir valores progressistas que abalem as estruturas da grande mídia, podem também transmitir comentários ultrareacionários, como o caso recente da estudante Mayara Petruso, que divulgou no Twitter um comentário fascista pedindo o afogamento do povo nordestino.

Tentaram usar as "redes sociais" para promover o rótulo falsamente vanguardista do tecnobrega, e, resultado: os cantores tecnobregas apareceram até na ultradireitista revista Veja, que tratou os ídolos muito bem, algo que os leitores de Caros Amigos e revista Fórum deveriam tomar conhecimento.

Portanto, as "redes sociais" são mídia neutra. Não são de esquerda nem de direita. São apenas ofertas de espaço para pessoas comuns transmitirem sua mensagem. Pessoas vindas dos mais diversos planos ideológicos, diga-se de passagem.