domingo, 28 de novembro de 2010

MAIS UMA REFLEXÃO ACERCA DA VULGARIDADE FEMININA



Tudo é tão fácil no universo do brega-popularesco. Moças associadas ao brega-popularesco, como fãs ou como celebridades, sempre "solteiras", "disponíveis", "despretensiosas" na vida amorosa.

Só que a coisa está feia. Por que, no Brasil em que a mais famosa top model é uma mulher muito bem casada, em que jornalistas se casam com muita facilidade com empresários e profissionais liberais, e quase nenhuma atriz lindona consegue ficar mais de três meses sem namorado, boazudas ou marias-coitadas ficam sempre sozinhas, "porque arrumar homem é difícil"?

O caso mais recente é o da moça desta foto, Karol Loren, que diz estar solteira porque "está difícil arrumar homem". Karol tem 23 anos - mesma idade da Hilary Duff, por exemplo - , que afirma estudar design, ser atriz e ter criado sítio na Internet para mostrar que tem conteúdo.

Tudo bem, se fosse só o que diz o parágrafo anterior, isolado do resto do texto. Mas o problema, e bota problema nisso, é a função que ela assumiu recentemente, que é o de dançarina do tenebroso, do horripilante grupo É O Tchan, um dos maiores pilares do machismo brasileiro, que já esteve associado à pornografia infantil e à pedofilia, e cuja música chega a ser risível de tão ruim.

Na verdade, Karol está solteira devido aos compromissos contratuais que não a permitem conhecer os pretendentes que existem, no meio social dela. Vale lembrar que, por ela ser dançarina do Tchan, estou fora dessa. Ela não faz o meu tipo.

Quanto a acusações de pornografia infantil e pedofilia, não podem ser culpa minha - como não sou culpado pelas gafes cometidas por Solange Gomes, por exemplo - , afinal sou solteiro e sem filhos e, se tivesse um filho eu nunca teria feito como certos pais irresponsáveis que, há quase 15 anos atrás empurravam impunemente para seus filhos o erotismo gratuito do É O Tchan, que, em outros tempos, teria seus discos impressos com a tarja avisando "Proibido para menos de 18 anos".

Além disso, as acusações não foram dadas por mim, mas por sociólogos e comunicólogos conceituados, muitos anos antes desse escriba que faz O Kylocyclo colocar algum escrito na Internet. São pensadores preocupados com a formação psicológica das crianças através da exibição gratuita, aleatória, descontrolada e, sobretudo, irresponsável da sexualidade através do espetáculo grotesco do É O Tchan.

Portanto, sou completamente inocente de tais acusações, mas também não posso ser condescendente com a vulgaridade feminina, mesmo quando as moças que se envolvem em "atividades" calipígias tentem negar a vulgaridade de uma forma ou de outra, seja estudando faculdade, indo para a Disney World, posando de Betty Boop ou coisa parecida.

Afinal, essas moças simbolizam o machismo ainda resistente na velha mídia golpista. Não é por uma aparente falta de sombra de um homem que fará boazudas de toda ordem bancarem as pretensas "feministas". Isso porque, de uma forma ou de outra, elas estão a serviço de valores machistas, ideologicamente dependem e defendem valores próprios da supremacia masculina, mesmo sendo dispensadas do convívio e do sustento masculino.

Não adianta a moça dizer que, com a exploração midiática do corpo, paga a faculdade ou sustenta sua mãe, seu irmãozinho mais novo ou seu afilhado, enquanto as jornalistas de televisão, muito longe desse circo de vulgaridade, esbanjam também sensualidade, mas oferecem muito mais conteúdo. Pois muito antes de Karol Loren querer ser alguém na vida, musas como Fabiana Scaranzi e Leilane Nëubarth já provaram isso de forma mais brilhante e espontânea, quando a referida nova dançarina do Tchan ainda nem havia tirado as fraldas.

O grupo É O Tchan é simplesmente horrível, abominável, constrangedor, nojento. Se o etnobundólogo que tenta servir suas paçocas folhistas, suas cassetas-planetárias enrustidas para os caros amigos da imprensa esquerdista acha que o É O Tchan é o nosso Velvet Underground, problema desse etnobundólogo.

Comparar a banda de Lou Reed, com suas caras de poucos (mas verdadeiros) amigos com os bobos-alegres do Tchan não faz sentido algum, ainda que renda aplausos das focas de circo e dos blogueiros-patolinos e dos sakamotos-fukuyamas da vida. É bom deixar claro que o grupo baiano tem muito mais a ver com o Milli Vanilli, no sentido de que é uma armação horrenda.

Cal Adan "governa" o Tchan com mãos de ferro, ele é o dono do grupo. Portanto, nada de "folclore", nada de "expressão das periferias", nada de "verdadeira cultura popular". É tão meramente "cultura de massa", no sentido analisado pelos teóricos norte-americanos da Comunicação, apoiados pelos alemães da Escola de Frankfurt que passaram a ensinar nas escolas estadunidenses, no seu exílio.

Quanto a mim, prefiro viver só. Não vou namorar uma moça que, por mais que pareça ser direita, se associe a esse mundo de mediocridade cultural, vulgaridade, domesticação social. Já me desiludi muito na vida. Não vou me servir às ilusões dos outros.

Se as mulheres que eu desejo namorar já estão casadas com outros homens, e as que sobraram na vida, quase sempre, nada têm a ver com minha personalidade, não as aceitarei. E sou muito mais homem por isso.

Porque, se a mulher nada tem a ver com minha personalidade e está a fim de mim, eu tenho todo o direito de dizer não. Se é para eu dar um fora na pretendente que não me agrada, dou mesmo. E sou mais corajoso assim.

Pior são os machistas que, covardes, com medo de dizerem não a uma mulher, preferem dizer não às prestações, quando a boazuda da hora perder a forma e a beleza física, se transformando numa matrona ranzinza e mandona. Eles não são machos o suficiente para dizerem não a mulheres que não vai lhes fazer crescer como seres humanos.

Aí os machistas preferem o "não" em fiado, ou em prestações mal pagas, através da infidelidade conjugal e da fuga do lar nas tardes e noites alcoólicas, no bar, na desculpa dos serões do trabalho ou vendo futebol com os amigos e muitos engradados de cerveja.

Tudo isso pelo simples medo de dizer uma palavrinha com três letras e um acento no meio.

Um comentário:

Lucas Rocha disse...

Não bastasse, é claro, a maracutaia antissociológica do fancadão carioca! As mentiras ditas sobre esse ritmo geraram, junto com a morte da modelo anoréxica Ana Carolina Reston, aquelas mulheres-objetos que não fazem ABSOLUTAMENTE NADA a não ser, é claro, rebolar, ou pior, SE EXIBIR de costas pra platéia chovinista!