terça-feira, 9 de novembro de 2010

COPA IMPEDE CARIOCAS DE VEREM PAUL MCCARTNEY



Uma das cidades mais famosas do mundo está impedida de ver um dos maiores nomes do rock do planeta.

E não é qualquer um. Trata-se de sir Paul McCartney, que foi o baixista e um dos vocalistas da mais famosa e popular banda de rock de todos os tempos, os Beatles.

Tudo por causa de obras para a Copa de 2014 - integrante de um pacote político-turístico que inclui também as Olim Piadas de 2016 - que tanto o Governo do Estado do Rio de Janeiro quanto a Prefeitura do Rio de Janeiro promovem e que está causando sérios estragos.

Só para se ter uma ideia, enquanto o povo pobre morre nos hospitais por falta de atendimento médico, ruas são alagadas e barracos de favelas são soterrados em deslizamentos, enquanto ocorrem arrastões em vários pontos da Cidade Maravilhosa, a prefeitura carioca, com o claro apoio do governo estadual - do mesmo grupo político - está mais preocupada em reformar estádios, construir ginásios olímpicos e repintar frotas de ônibus num visual fardado feito para confundir os passageiros mais pobres, preocupados mais com sua vida para tentar raciocinar "matematicamente" qual o ônibus que vai pegar.

E mais, além dos cariocas serem privados de ver um dos maiores músicos de rock do planeta - ano que vem, Paul completa 55 anos de carreira musical, e só o que ele tem de história para contar é insuficiente para um livro de menos de mil páginas - , eles também foram privados de ver o U2, breve fazendo mais uma aparição no Brasil.

E o U2 também é uma das mais prestigiadas, íntegras e criativas bandas de rock do mundo. Sua importância para os anos 80 equivale à dos Beatles nos anos 60. Ou seja, rock de primeira, música de excelente qualidade.

Eduardo Paes quer consolar o público com uma festa com o Fatboy Slim. Eu até gosto de várias músicas de Fatboy Slim, mas, como todo nome da música eletrônica, tem altos e baixos. E ainda prefiro a antiga banda de Norman Cook (o DJ que está por trás do Fatboy Slim), os Housemartins, da qual ele era baixista, e este grupo foi muito além de "Build" (a "melô do papel"), porque seu repertório era sempre brilhante.

Paul McCartney, solo, toca músicas dos Beatles. Mas Fatboy Slim é outra coisa, Norman Cook não tem o compromisso - é opção pessoal dele - de tocar música dos Housemartins. Nada contra chamar o Fatboy Slim para se apresentar no Rio, mas é evidente que ele não irá compensar a ausência de Paul ou do U2 nos palcos cariocas. Pode divertir bastante muita gente, mas é outra coisa.

Se Eduardo Paes doasse dois milhões de ingressos para os cariocas verem Paul McCartney em São Paulo, com todas as despesas de viagem pagas, seria alguma coisa. Mas um político desses sem habilidade para coisa alguma não seria capaz de tamanha caridade.

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