sexta-feira, 5 de novembro de 2010

AÉCIO NEVES DÁ CONSELHOS PARA O CONTERRÂNEO EUGÊNIO RAGGI







Há pouco mais de um ano o falso esquerdismo do professor mineiro Eugênio Arantes Raggi é contestado e até agora nenhuma reação por parte dele é feita. Ele tem perfis no Facebook, Twitter (que, incrivelmente, é uma página em branco) e conta no Gmail, e ele parece pouco se importar em ser desmascarado na Internet.

Pelo contrário, vários internautas também duvidam do "esquerdismo espontâneo" do "Diogo Mainardi das Alterosas", do "Joaquim Silvério dos Reis" da mídia progressista (não seria Joaquim Silvério dos Raggi?).

Sinal de que o cara faz mesmo jogo duplo, pois o "polêmico" professor, afeitos a textos agressivos e reacionários, finge que é contra o Partido da Imprensa Golpista, finge odiar Marcelo Madureira, a revista Veja e José Serra, mas vê o Domingão do Faustão, elogia a mídia golpista nos fóruns relacionados a ela e só falta pedir Galvão Bueno em casamento nos fóruns do Globo Esporte.

Andei acompanhando o nome dele na busca do Google e o quanto é estarrecedor ele fazer comentários forçadamente a favor dos petistas, coisa de bajulador fazendo falsos elogios. Ou dele participar do fórum de Luís Nassif, com perfil personalizado, quando ele, pela defesa extremada que fez a nomes do brega-popularesco que facilmente aparecem no Domingão do Faustão, discorda plenamente do gosto musical sofisticado do jornalista econômico, já que Nassif curte muito os músicos que Raggi associa direta ou indiretamente ao Estado Novo.

Mas o anti-socialista Eugênio Raggi, nesse jogo duplo que o faz comparável a José Serra, tem suas razões para fazer sua encenação "esquerdista". Razões de ordem corporativa ou familiar, talvez. Algum parente numa afiliada do SBT ou Record em BH. Ou colegas ligados a atividades sindicais.

A lição que o professor Raggi não aprendeu é que ninguém é obrigado a ser esquerdista. Ele não precisa adotar posições que não são suas, só para agradar colegas e familiares. Meu amigo Marcelo Delfino, por exemplo, não é esquerdista, e vive bem assim. O problema mesmo é que, citando Cazuza - "Quando as ideias não correspondem aos fatos" - , a postura de Eugênio Raggi, de tão pretensiosa e forçada, entra em conflito sério com sua praxe.

Raggi quer ser esquerdista na pose, mas na prática e até mesmo nas suas opiniões, ele se comporta como um direitista muito mal disfarçado. Num dos fóruns sobre mídia no Twitter, Raggi chega ao ponto de aconselhar outro membro do portal virtual a não falar mal da grande mídia, supostamente porque a grande mídia "não merece". No entanto, o discurso pretensamente anti-PiG de Eugênio Raggi soa tão falso quanto uísque paraguaio, e o que ele quis dizer, na verdade, é "Não fale mal do PiG porque eu gosto dela".

Enquanto vemos o "esquerdismo de resultados" do professor mineiro, por outro lado, Aécio Neves é visto como o principal suspeito de fazer vasar os sigilos fiscais dos tucanos paulistas. Será que Aécio quer deixar de ser tucano? Existem fortes rumores. Nada mais oportuno que este momento, para Eugênio Raggi deixar de usar a máscara esquerdista e trocar de lugar com o neto de Tancredo Neves.

Eugênio estará ao lado de seus verdadeiros amigos. E poderá conhecer pessoalmente seus mestres e colegas de (mau) humor Diogo Mainardi e Marcelo Madureira.

Nenhum comentário: