domingo, 10 de outubro de 2010

TECNOBREGA JÁ HAVIA APARECIDO NO ESTADÃO



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Para completar o namoro apaixonado do tecnobrega com a mídia gorda (vai dar casamento, isso eu tenho certeza!), só falta aparecer nos veículos da Editora Abril. É questão de tempo.

Tivemos que reproduzir este texto do Estadão (que recentemente demitiu a psicanalista Maria Rita Kehl por "delito de opinião"), depois de noticiarmos que o tecnobrega apareceu hoje na primeira página do Segundo Caderno de O Globo, para esfregarmos na cara de quem acredita que o tecnobrega "ainda não tem espaço na grande mídia".

Pior é que, como todo ídolo brega-popularesco, Gaby Amarantos (o jornal escreve "Gabi") aposta no pretensiosismo de querer gravar covers de MPB, sempre a mesma enrolação que vimos em breganejos, sambregas, axezeiros etcetera quando, depois de algum tempo de sucesso, querem se passar por "artistas sérios" às custas sempre de repertório alheio, porque o repertório autoral é sempre de uma breguice de doer.

Festival de música em Belém destaca Gabi Amarantos

Da Agência Estado - 15.06.2010

Diva. Essa expressão, que originalmente representa estrelas temperamentais, no Brasil virou elogio para figuras grandiosas da música popular. Em Belém, uma legião de fãs (de todos os sexos e idades) têm Gabi Amarantos como sua diva. E teve mais uma comprovação de sua crescente popularidade no show que fez tremer o chão do Píer da Casa das Onze Janelas, no sábado. Era a atração mais esperada desta versão do festival Conexão Vivo, que pela primeira vez chegou ao Norte do País.

Enquanto 4 mil pessoas aguardavam sua entrada em cena, Gabi dedicou alguns minutos, das cerca de duas horas reservadas para se montar, para falar com alguns jornalistas. Embora aparentasse a maior tranquilidade, sempre bem-humorada, disse que estava tão nervosa quanto no Recife, quando fez o consagrador show no Rec-Beat em fevereiro. "Aquele show foi um divisor de águas na minha carreira", disse a cantora que nasceu em Jurunas, na periferia de Belém, e começou a cantar gospel na igreja. Até virar a musa do tecnobrega, e agora do tecnomelody, a ''Beyoncé do Pará'' participou de outras bandas.

Gabi começou a decolar fora do Pará a partir de outra edição do Conexão Vivo, no Recife, dali para o Rec-Beat e a televisão. Agora se prepara para gravar um disco produzido pelos modernos Kassin, Berna Ceppas (do Rio) e Carlos Eduardo Miranda (gaúcho radicado em São Paulo), visando ao mercado internacional. Nos shows ela brinca de fazer versões livres de hits de Beyoncé, Lady Gaga e outras, que viram outra coisa na concepção dela. É o caso de "Tô Solteira". Mas sério mesmo, suas principais influências são Ella Fitzgerald, Billie Holiday e, a maior de todas, Clara Nunes. "Pretendo gravar Na Linha do Mar, de Paulinho da Viola, que é um dos sambas que mais gosto com Clara."

No domingo Gabi fez uma participação no show de Nina Becker, cantando "Vida" (do extinto grupo Obina Shock) e "Pimenta Com Sal". O encontro com Gabi, casando duas grandes vozes de timbres diferentes, deu o real significado da conexão, do intercâmbio, que demarca a importância do evento. Foi um dos momentos antológicos do festival que começou com a psicodelia do Mini Box Lunar (do Amapá) e encerrou com a ferveção pernambucana da Banda Eddie. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nenhum comentário: