quinta-feira, 28 de outubro de 2010

POSTURAS E "POSTURAS"



Os defensores da música brega-popularesca costumam dizer o seguinte: "Você não precisa gostar de fulano ou de sicrano, mas tem que respeitá-los (sic)".

Entenda-se "respeitá-los" como aceitar que tais nomes da mediocridade musical brasileira usurpem a MPB e ponham os verdadeiros artistas da música brasileira - que não lotam plateias, mas produzem arte para marcar na posteridade - à margem até mesmo de seus próprios espaços.

Prefiro ser mais coerente. Prefiro dizer "Todos têm direito de ouvir a música brega-popularesca que quiser, só não pode se atrever a dizer que isso é a verdadeira MPB".

O brega-popularesco já tem seus espaços: os programas do Fausto Silva, Raul Gil, o Caldeirão do Huck, as novelas da Globo, o caderno Ilustrada da Folha de São Paulo, as revistas Caras e Contigo, a seção de "cultura" da revista Época.

Portanto, não existe necessidade que seus ídolos apareçam em espaços da MPB autêntica, como os programas Viola Minha Viola (TV Cultura) e Samba Social Clube (MPB FM), por sinal cantando música dos outros, porque seus repertórios autorais são muito ruins.

E é bom reconhecer que a música brega-popularesca está sim dentro da grande mídia. Se alguns ídolos não aparecem toda hora na grande mídia, no entanto foi nela que se formaram seus referenciais de linguagem. A grande mídia sempre é a escola dos ídolos bregas e neo-bregas.

Nenhum comentário: