terça-feira, 19 de outubro de 2010

PIONEIRO DEFENSOR DO BREGA-POPULARESCO VIROU TUCANO



Foi por causa dele que Hermano Vianna iniciou sua militância pelo brega-popularesco.

Foi por causa dele que Pedro Alexandre Sanches intensificou sua defesa aos ídolos brega-popularescos ou aos fenômenos emergentes.

Foi por causa dele que vieram pessoas como Bia Abramo, Ronaldo Lemos, Rodrigo Faour, Milton Moura, Roberto Albergaria, defendendo a cafonice popularesca dominante.

Foi por causa dele que mesmo reacionários como Paulo César Araújo e Eugênio Arantes Raggi defendem o brega-popularesco usando (muito mal) a máscara de "progressistas".

Foi por causa dele que toda uma "tradição intelectual" passou a ver a ideologia brega-popularesca, a "ideologia do espetáculo" à brasileira (Guy Debord e Jean Baudrillard que o digam), como se fosse "cultura de vanguarda".

Pois se trata justamente de Caetano Veloso, cujo primeiro envolvimento com a cafonice se deu através de um dueto com Odair José, em 1973.

Pois Caetano virou demotucano, para desespero de toda essa intelectualidade que, feito baratas numa cozinha limpa, defendem a hegemonia brega-popularesca nos ambientes da mídia progressista.

Essa intelectualidade tem que ter vergonha de si mesma, porque a abordagem da "cultura popular" que fazem é a mesma que os militantes demotucanos fazem.

E que aparece tranquilamente no Domingão do Faustão, na Ilustrada, em Caras. Do vovô Waldick à netinha Gaby Amarantos.

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