sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O FILME QUE LIGOU O "FUNK DE RAIZ" AO PiG



Estreia nos cinemas a continuação do filme Tropa de Elite 2.

A mídia tenta tratá-lo como filme cult

Mas é um filme comercial como os filmes violentos dos EUA.

Além disso, o filme tem uma "proeza".

Estabeleceu ligações entre o "funk de raiz", que tanto clama ser "de esquerda", e o Partido da Imprensa Golpista.

Tropa de Elite 2 é uma co-produção da Globo Filmes, das Organizações Globo.

Sua história é baseada na trajetória dos policiais do Bope.

Um ex-policial do Bope é comentarista dos telejornais da TV Globo Rio.

Por outro lado, Tropa de Elite 2 tirou do esquecimento o esquecível "Rap das Armas".

Era de um tempo em que "rap", no Brasil, era fulano parodiar cantiga de roda com letrinha "maldosa".

E de um tempo em que as mulheres-frutas de hoje mal haviam tirado as fraldas.

Pois, não fosse a ajudinha da Globo, o tal "funk de raiz" não teria sido relembrado.

Os caras sabem disso, mas querem fazer jogo duplo.

Buscam lobby no PDT e PSOL, só para impressionar os caros amigos.

Mas, no fundo, o "funk de raiz" também é parte integrante do Pancadão da Imprensa Golpista.

Por mais que a Valesca Popozuda, ou melhor, Valesca Canhãozuda, puxe o saco do governo petista.

Todo o "pancadão" é PiG. Com direito a acesso VIP na Folha de São Paulo e espaço em tudo que é programa da Rede Globo.

E, ainda por cima, MC Ferrow & MC Deu Mal, do demotucano Casseta & Planeta, mostram o quanto o "funk carioca", no fundo, é demotucano.

Porque faz o que os demotucanos mais querem: domesticar o povo e mantê-lo distraído no entretenimento brega-popularesco.

3 comentários:

Lucas Rocha disse...

A música "Tropa de Elite", do Tihuana, é bem melhor que o filme homônimo e aquele "Rap das Armas" que tentou fazer sucesso na Europa inteira.

Marcelo Delfino disse...

O filme tem estreia marcada para hoje. Fico imaginando o impacto deste filme agora que está acontecendo uma campanha eleitoral de segundo turno que quase todos julgavam impossível.

Marcelo Delfino disse...

O filme tem o roquinho "irado" do Tihuana e o fânqui carioca, mas parece mesmo o "samba do crioulo doido". Apoia implicitamente as UPPs de Sérgio Cabral Filho, que transfere o crime de alguns lugares para outros (o diretor do filme fez elogio às UPPs) e ao mesmo tempo tem um personagem oficialmente inspirado no deputado oposicionista Marcelo Freixo (PSOL-RJ), aquele que defende os direitos humanos (nisso ele faz um bem para a população) ao mesmo tempo em que defende o fânqui carioca.

Outro dia conversei com o próprio Freixo pelo Twitter. Ele ficou contrariado quando disse que ele anda com os barões do fânqui. Tive que explicar tintim por tintim todos os meus argumentos sobre o fânqui, que são muito semelhantes aos do blog O Kylocyclo, que citei na conversa.