quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MEDIEVAL TFP DECIDE APOIAR JOSÉ SERRA


PLÍNIO CORRÊA DE OLIVEIRA, fundador do "instituto" ligado à arcaica TFP.

Não é segredo algum que José Serra conta com o apoio de setores reacionários da sociedade organizada. Quase todas as instituições conservadoras assumem sua posição serrista, mas é possível também que vários reacionários enrustidos - que fingem estar do lado esquerdista - , como defensores da "cultura" brega-popularesca (cujo mercado milionário é patrocinado pelos barões do latifúndio e da mídia) e certos tecnocratas, além de políticos carreiristas de raízes conservadoras, como Sarney, Collor e Maluf.

Estes se julgam "simpáticos" à esquerda por questões de puro tendenciosismo. Ou porque estão relativamente à margem do poderio político, ou são profissionalmente ligados a grupos de pessoas dotados de posições progressistas.

Mas não é uma adesão de corpo e alma e nem pelo coração, pois o que se vê em pessoas diversas como Pedro Alexandre Sanches, Jaime Lerner, Eugênio Arantes Raggi, Paulo Maluf, Fernando Collor e outros não é uma adesão incondicional, mas uma postura artificialmente progressista, que pode ser transitória, já que nada impede que as circunstâncias os devolvam para facções conservadoras ou reacionárias de onde se originaram.

Quanto à chapa serrista, uma recente, esperada e decidida adesão foi do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, ligado à filial brasileira de uma instituição medieval, a TFP (Tradição, Família e Propriedade). Ligada ao catolicismo medieval - responsável por muitas atrocidades na Idade Média e até depois dela - , a TFP hoje, de tão retrógrada, nem é reconhecida pela Igreja católica atual, cujos valores morais são bem diferentes daqueles defendidos por pessoas como o temível Tomaz de Torquemada, cuja crueldade é comparável aos governantes fascistas que marcaram o século XX.

A TFP é defensora de valores fanaticamente religiosos, machistas, racistas e anti-sociais. É uma instituição elitista, ligado à ideia de defesa da propriedade privada - desculpa preferida para a defesa da concentração de terra dos latifundiários e para a expansão desmedida das empresas ditas "transnacionais" - , que prega o fim da lei do divórcio, que defende a subordinação da mulher, a pureza racial dos brancos, a manutenção das desigualdades sociais.

Portanto, com uma base ultraconservadora dessas, dá para perceber o quanto de distanciado dos interesses públicos está a base de apoio da chapa de José Serra.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

É a volta dos mortos vivos! E muito bem vivos!

P.S.: Por favor, avise ao meu xará que o blog dele Planeta Laranja não está permitindo comentários. Tentei deixar uns lá, inutilmente.