domingo, 31 de outubro de 2010

JUJU NÃO É A MAIS SEXY DO MUNDO



A juventude burguesa brasileira é matuta, bairrista, provinciana, mas metida a cosmopolita. Mais parecem uma versão emo da República Velha, de tão isolados e narcisistas que são.

Se eles acreditam que essas raves fajutas - que eles chamam de "baladas" - são as mais modernas do mundo e acham que o must é curtir gangsta rap e techno disco (que, na verdade, se chama italo house), então eles devem acreditar mesmo na lorota de que a revista VIP elege as mulheres mais sexy do mundo.

Reduto de pseudo-nerds, a revista VIP na verdade é uma publicação derivada da revista Exame, dedicada ao público empresarial e executivo. Mas VIP, pretensa dissidente da revista-mãe, mais parece uma publicação voltada para os adolescentes e marmanjos que só veem o valor da mulher pelos glúteos.

Algumas musas classudas aparecem na votação anual das cem mais, mas elas obtém colocações inferiores. No entanto, é impossível creditar a votação como "as mais sexy do mundo", porque ela é feita no Brasil e para o Brasil. Comparar a votação da revista VIP com a do portal AskMen, por exemplo, é covardia.

A votação prioriza mulheres que aparecem na mídia, sejam as boazudas da hora, sejam as atrizes que estão no ar na temporada. Não é um manifesto a favor do feminismo, nem uma ode à beleza feminina. E também não tem muita importância, se vermos que, em âmbito mundial, mulheres como Emma Watson e Dakota Fanning demonstram um charme e um encanto que nenhuma paniquete consegue alcançar.

As paniquetes, aliás, não são mais do que mulheres-frutas de luxo. E, com toda a segurança, nem de longe podem ser consideradas as mais sexy do mundo. Se nem para as mais sexy da província elas conseguem ser...

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