quinta-feira, 7 de outubro de 2010

GNT, DA GLOBO, E SUAS ATRAÇÕES



O canal GNT exibiu todo o documentário Sou Feia Mas Tô Na Moda, de Denise Garcia.

O canal GNT exibiu todo o documentário Waldick Soriano - Sempre No Meu Coração, de Patrícia Pillar.

Certos caros amigos não se deram conta disso.

Afinal, a TV paga, nos últimos anos, pegou um forte ranço de TV aberta.

O canal GNT faz parte do sistema Globosat, que é das Organizações Globo.

Patrícia Pillar é estrela da Rede Globo.

O documentário de Denise Garcia foi co-produzido pela Globo Filmes.

E sabem quem são alguns dos astros do canal GNT?

Um deles é o comediante Marcelo Madureira.

Que fez um programa com um Artur Dapieve convertido, que outrora havia falado mal do pagode mauriçola e recentemente quis promover a Tati Quebra-Barraco a um ícone da MPB com o mesmo valor do Pixinguinha.

Que recebeu a Banda Calypso várias vezes no Casseta & Planeta, enquanto muita gente - do profeçor mineiro de asas tucanas Eugênio Raggi (*) aos editores de Le Monde Diplomatique Brasil - ainda pensa que o grupo de Joelma e Chimbinha ainda está fora da mídia.

Sim, o Marcelo Madureira do Instituto Millenium.

E quem é que está na foto ao lado dele?

Simples, trata-se de uma atração internacional: o colonista de Veja Diogo Mainardi. O astro do Manhattan Connection, outra atração da GNT.

Ou seja, o Marcelo Madureira que recebeu a Banda Calypso no Casseta & Planeta (e que pode receber Gaby Amarantos a qualquer momento) é o mesmo que fala com Diogo Mainardi de igual para igual.

O Marcelo Madureira que "ensinou" Artur Dapieve a admirar Tati Quebra-Barraco é o mesmo que esqueceu de ser comediante nas palestras do Instituto Millenium, tamanho o seu reacionarismo.

E o GNT que divulga documentário de funqueiras e de cantor brega é o mesmo que contrata militantes do ultraconservador Instituto Millenium.

Se alguém ainda acha que o "funk carioca" ainda está fora da mídia e pensa que Waldick Soriano era um subversivo cantor de protesto, é bom pensar melhor as coisas.

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(*) Eugênio Raggi não se assume demotucano porque deve não gostar muito do jeito folgazão de Aécio Neves. Mas se Geraldo Alckmin, adepto do medieval Opus Dei, fosse mineiro, talvez o caro professor Raggi não precise pintar sua cara com o vermelho da tinta guache, que se dissolve à menor brisa.

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