quinta-feira, 23 de setembro de 2010

NEM ÁLVARO DIAS AGUENTA MAIS JOSÉ SERRA



Quem diria. A arrogância de José Serra, que já causa descontentamento em Aécio Neves, causa incômodo em Tasso Jereissati e causa mal-estar em Álvaro Dias.

O tucanato já não está tão unido como antes. Num tempo em que até a "cultura" brega-popularesca que rola na maioria das rádios de nosso país está evitando, com medo, a grande mídia, mesmo com suas associações mais do que evidentes (o Domingão do Faustão não está aí para mentir), o demotucanato anda perdendo a cabeça com a continuidade da baixa reputação de José Serra nas pesquisas de intenção de voto.

E, enquanto a pauta demotucana mais recente é o apelo às religiões tradicionalistas para agirem em socorro a José Serra - lembrando os velhos "rosários" do padre Patrick Peyton que animaram a "ecumênica" Marcha da Família Unida com Deus pela Liberdade, no Vale do Anhangabaú, em Sampa, em 19 de março de 1964 - , sobretudo através do presidente do (ironia!) PTB, Roberto Jefferson (sim, o PTB hoje é demotucano, o partido que um dia foi presidido por João Goulart que chefiava o Executivo naquele mesmo 64).

Ah, e há também a choradeira dos barões e dos viscondes da grande mídia no Clube Militar, revivendo o que seus papais e vovôs passaram nos idos de março de 1964.

Voltando a Álvaro Dias, ele afirmou que o PSDB paranaense abandonou José Serra e que ele decidiu seguir a solidariedade familiar e apoiar a candidatura, para o governo do Paraná, do irmão Osmar Dias, que é do PDT e integra a chapa de apoio da petista Dilma Rousseff.

Álvaro, no entanto, não parece ter revisto sua posição radicalmente anti-petista de antes. Mas sua mágoa com José Serra mostra o quanto a dupla PSDB/DEM irá enfrentar na sua grave crise.

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