terça-feira, 28 de setembro de 2010

GRANDE MÍDIA AINDA QUER CONTROLE SOCIAL PELO BREGA-POPULARESCO


PARANGOLÉ NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO - O controle social da grande mídia através da domesticação do povo pobre.

A mídia golpista quer controlar a cultura do povo pobre.

Mas com o tiroteio político-midiático do momento, fica difícil manter a trilha sonora brega-popularesca.

A mídia grande continua divulgando, mas reduziu a frequência.

Os observadores estão mais atentos. A coisa vai ficar visada.

O desejo dos ídolos brega-popularescos em ingressar na MPB, sem esforço nem mérito, está cada vez mais distante.

O crescimento sócio-econômico do Brasil requer a volta da cultura de verdade.

Mas aí será demais para a mídia golpista: a volta de CPC's, o apareciemento de novos Ataulfos, Cartolas, Joões do Vale, Sidneys Millers, Sérgios Ricardos, Elzas Soares...

Já basta que eles têm que engolir a crise demotucana.

E o mercado milionário do brega-popularesco pode perder muito dinheiro.

Latifundiários envolvidos terão até que vender suas casas noturnas, porque perder terras eles não querem mesmo.

O empresariado do espetáculo também não quer abrir mão do poder econômico.

E os ídolos lotadores de plateias? Num dia lotando vaquejadas, micaretas, "bailes funk", "aparelhagens", feiras de agropecuária, noutro vão para o ostracismo! A mediocridade cultivada há décadas, reduzida a pó! Os poderosos não querem!!

E o povo poderá crescer se for recuperada a cultura popular de verdade.

Uma cultura que não se define por lotadores de plateias nem pelo império do mau gosto, mas uma cultura que produz conhecimentos, valores sociais e não trata o povo como uma multidão domesticada e abobalhada.

Isso poderá ser um perigo para os donos do poder.

Vem aí o curso de MPB nas escolas públicas.

E agora? Favelado tocando como Jacob do Bandolim, favelada cantando como Sílvia Telles...

É demais para o baronato da grande mídia e para a aristocracia do entretenimento.

Por isso, paguem-se intelectuais para apoiar a ditabranda do mau gosto.

Com seus discursos rebuscados, escalafobéticos, mas sentimentais o suficiente para atrair suas focas de circo a aplaudir felizes sem saber por quê.

O temor de que a verdadeira cultura popular - a verdadeira, não a "verdadeira cultura popular" dos meros lotadores de plateias - volte a dominar no gosto das populações pobres faz com que o circo golpista do entretenimento não meça esforços para manter seus interesses.

Porque o que está em jogo para a direita é evitar que o povo pobre se fortaleça culturalmente e substitua os "sucessos do povão" e sua "cultura do cabresto e do consumo" por expressões mais dignas, mais relevantes.

Mas mal sabem que associar o mau gosto às classes populares é um grave preconceito contra o povo.

Mal sabem que terão que ceder um dia, até porque a "cultura" brega-popularesca sempre floresceu em períodos políticos conservadores.

Agora que a política conservadora começa a entrar em declínio, sua trilha sonora cai junto.

É o que os poderosos não querem. Mas é o que eles terão que aceitar.

Afinal, a busca de qualidade de vida também significa a busca da superação das camisas-de-força culturais impostas pelos detentores do poder político e econômico.

Qualidade de vida do povo significa superar sua imagem de "idiota", superar toda a "cultura" do mau gosto, superar sua situação grotesca, patética, domesticada, subordinada.

A melhoria cultural do povo assusta as elites. E muito. Por isso as elites ainda querem o controle social do brega-popularesco. Cabe reagirmos para acabar com isso.

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