segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DOMÉSTICAS MELHORAM PERFIL SOCIAL



Pesquisa do IBGE mostra que as condições de vida e a busca por melhorias das domésticas no Brasil é uma realidade. Em cinco anos, o número de empregadas domésticas com carteiras assinadas aumentou 20%. Além disso, o ganho salarial melhorou consideravelmente - várias domésticas ganham até R$ 15 mil e há diaristas que cobram R$ 100 por dia - e a melhoria social lhes dá condição para estudar na faculdade e até mesmo pensar em montar negócios.

Com isso, aquele perfil inferiorizado da doméstica, resultante das condições de vida que elas eram obrigadas a suportar numa época de desigualdades sociais gritantes, já dá sinais de declínio. O que mostra um dado positivo, uma realidade que antes não era cogitável e que, em boa parte das mulheres, se torna concreta e efetiva. Sem dúvida, uma grande conquista para a sociedade em geral e para as mulheres trabalhadoras em especial.

Agora é torcer para que as domésticas superem também o estigma ligado à breguice e voltem aos parâmetros de 1960, quando as empregadas domésticas do Brasil tinham um gosto musical de primeira, apreciando não só o mais autêntico samba e o mais genuíno baião, mas também maracatu, maxixe e outros ritmos musicais, e elas curtiam até mesmo o jazz estrangeiro, então no auge de sua sofisticação artística.

2 comentários:

Lucas Rocha disse...

Um dia, essa melhora também pode acontecer com o perfil das solteiras brasileiras, não acha?

MN disse...

O indiscutível artigo do conspícuo jornalista Alexandre Figueiredo é recheado da mais absoluta clareza. Na atual conjuntura, a preferência musical das "secretárias do lar" faz linha paralela ao playlist das madames "emergentes": axé, pagode, funk, breganejo e tudo mais que fere, além da dignidade, os tímpanos mais sensíveis. Música, com raríssimas exceções, só dos anos 80 para baixo. O resto é lambança sonora inventada pela mídia idiota.