quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CRIADOR DE VISUAL PARA ÔNIBUS DE BH REPROVA UNIFORMIZAÇÃO VISUAL





Armando Villela, profissional que está por trás da Villela Design e um dos grandes designers de pinturas nos ônibus, até realizou trabalhos para sistemas de ônibus que operam com visual padronizado, como os da Grande Belo Horizonte e Grande Vitória, discorda dessa medida.

Ele acha desvantajosa a medida, porque reduz o número de clientes para seu trabalho, e, quando trabalhou para as citadas regiões, procurou fazer um visual mais chamativo para os passageiros. No entanto, ele prefere a diversificação visual dos ônibus.

Cabe aqui reproduzirmos uma mensagem que ele escreveu no fórum do fotolog Ônibus Expresso, hospedado pelo Fotopages:

"Gostaria de comentar sobre o projeto do Rio, porque nem mesmo sei ainda quem o criou. Para falar a verdade, achei que isso não sairia do papel.

Não quero falar com relação ao fato de se ter ou não um projeto padronizado em uma cidade. Várias cidades estão adotando esse padrão, e para mim, que sou designer, financeiramente é ruim porque perco vários clientes.

Sobre o projeto, acho que o Rio de Janeiro perdeu a grande oportunidade de adotar um projeto com a cara da cidade: alegre. Na minha opinião, um projeto padronizado não pode transformar os ônibus em um mero meio de transporte. Pelo grande volume de veículos concentrados em vários pontos, esse projeto tem que alegrar a cidade, tem que fazer parte de um contexto. E nesse caso do Rio nem mesmo somente um elemento gráfico foi usado para isso. Qualquer um que fosse. Somente como referência, o projeto da Expresso Rio de Janeiro, do meu amigo Álvaro Gonzalez, representaria mais a cidade nesse aspecto.

Acho que com o projeto dos Metropolitanos de Belo Horizonte conseguimos fazer com que os veículos chamassem a atenção. O visual faz parte da cidade, e alegra o visual. Sei que vários de vocês não gostam dos 2 projetos de Vitória (Transcol e Seletivo), mas não têm como discordar de que eles têm vida. Os ônibus têm um visual dinâmico, fazendo com que não sejam apenas mais um no ponto.

Imagino que várias pessoas discordarão de mim, mas nesse ponto acho que o Rio de Janeiro, como a grande cidade turística que é, foco internacional, perdeu uma grande oportunidade de ousar nesse novo projeto."

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