sexta-feira, 10 de setembro de 2010

BREGA-POPULARESCO FAZ SOLTEIROS CRESCEREM NO NORTE E CENTRO-OESTE



Dados do recente levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram maior número de pessoas solteiras no Brasil, enquanto as regiões Sul e Sudeste concentram maior número de casados.

Da população total brasileira, o número de casados é maior que o dos solteiros, 45,8% contra 42,8% respectivamente, em relação aos brasileiros com mais de 15 anos.

A novidade fica por conta das regiões Norte e Centro-Oeste, famosas pela população predominantemente masculina, e que tradicionalmente eram consideradas regiões dificilimas para a vida amorosa dos homens solteiros, e de facilidade extrema no caso das mulheres. Os índices de solteiros contra casados são: Norte (58% contra 35%), Nordeste (47% contra 43%) e no Centro-Oeste (45% contra 43%).

Por outro lado, o Sul e Sudeste, famosos pela população predominantemente feminina, mostra o maior número de pessoas casadas. No Sul, o índice é o maior do país, de 50% de pessoas casadas contra 38% de solteiras. O Sudeste vem depois, com 48% de casados contra 39% de solteiros.

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram as principais tendências musicais brega-popularescas (breganejo, axé-music, forró-brega e derivados), além de, por serem regiões onde predomina a baixa escolaridade, prospera uma mídia popularesca que influi na crise de valores sociais que intimida a formação de casais nestas regiões. São regiões dominadas pela corrupção política extrema e pela opressão do latifúndio.

O fato de que a maioria dos sucessos musicais das rádios popularescas falarem de traições amorosas de homens e mulheres, juntando ao noticiário popularesco que promove uma imagem pejorativa do homem através da "psicologia do medo" dos noticiários violentos, influi na solteirice dos jovens e adultos nessas três regiões, em que a crise de valores atinge até mesmo a família e a vida amorosa e afeta a autoestima até mesmo das jovens mulheres, diante do assédio dos homens na vida noturna.

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