quinta-feira, 2 de setembro de 2010

AGRAVA SAÚDE DE INDÍGENAS CHILENOS EM GREVE DE FOME



A coordenadora das famílias dos 32 indígenas chilenos presos da etnia mapuche anunciou que a greve de fome de 53 dias dos prisioneiros afeta sua saúde de forma bastante crítica. Vários deles foram internados em hospitais, devido à perda de tecido muscular e do enfraquecimento das funções vitais do fígado, coração, pulmões e rins.

Os prisioneiros, através da greve de fome, protestam contra sua situação, motivada pela repressão política contra eles, e contra a aplicação de leis antiterrorismo na região chilena de Araucânia. Além disso, os indígenas reivindicam direito à terra e o fim da militarização do território arauco.

O estado preocupante dos prisioneiros, que correm o risco de morrerem, será um fato de repercussões negativas, a tornar sombria a celebração do próximo 18 de setembro, dia do bicentenário da independência do Chile (que em 1810 se livrou do jugo espanhol), na medida que o fato representa a violação dos direitos humanos, sobretudo de povos que há muito tempo ocupam o território de seu país e que deveriam ser respeitados, e não punidos.

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