sexta-feira, 20 de agosto de 2010

VIEIRA DE MELLO: ESQUECERAM DO TIO



Ontem foi a lembrança do falecimento, vítima de um atentado terrorista, do diplomata Sérgio Vieira de Mello. Poucos meses depois do seu falecimento, em 2003, eu folheei edições da revista O Cruzeiro, passatempo que eu fiz muito na Biblioteca Municipal de Salvador, nos Barris.

Costumava folhear as edições dos anos 50 e 60, sobretudo entre 1959 e 1963 e 1967 e 1968. Até que eu folheei umas edições de 1956, que tinha até um crítico de cinema chamado Glauber Rocha, hoje cineasta prestigiado, mesmo quase 30 anos depois de morto.

Aí eu vi várias notas sobre a política de São Paulo e havia um deputado conhecido apenas como Vieira de Mello. Notava a grande semelhança de rosto com o falecido diplomata, e o deputado era figura destacada da política nacional daquela época. Mas, quando a revista Veja publicou a notícia da morte de Sérgio, não houve menção sobre sua família, a não ser que era filho de outro diplomata. Outros veículos também não falavam muito do assunto.

Só bem mais tarde eu descobri que o Vieira de Mello que conheci nas páginas de O Cruzeiro de 1956 era nada menos que o deputado e depois senador Tarcilo Vieira de Mello. E, lendo parcialmente (algumas páginas) o livro O Homem que Queria Salvar o Mundo, de Samantha Power, descobri que Tarcilo era tio de Sérgio.

Tinha que ser uma biografia abrangente que pudesse relembrar que o cenário político de São Paulo chegou a ter um Vieira de Mello tão famoso quanto o famoso diplomata. E que havia relações familiares entre ambos.

Nenhum comentário: