segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O PROBLEMA DE CAROS AMIGOS APOIAR O BREGA-POPULARESCO



Goteiras na Casa Amarela. Os Caros Amigos não querem saber. A arrojada abordagem dos fatos políticos encontra contraste com a "periferia feliz" dos ritmos brega-popularescos.

Dizem que é porque a "maioria do povo gosta". Balelas. Se for assim, não lutaríamos contra a Rede Globo, porque ela é líder de audiência. Não lutaríamos contra a Folha de São Paulo, jornal de maior circulação em todo o Brasil. Não lutaríamos contra a revista Veja, que tem maior tiragem. Então, por que deixarmos de lutar contra a música brega-popularesca, porque "o povo gosta"?

Enquanto a imaginação fértil de Pedro Alexandre Sanches e sua "paçoca" credita a música brega-popularesca como um fenômeno "sem mídia", a mesma aparece triunfante na grande mídia. Os Caros Amigos talvez precisem se informar do que passa na Rede Globo de Televisão, já que desconhecem que o funqueiro Mr. Catra apareceu muito na rede.

Cegos e surdos, os caros amigos não sabem que é através da cultura que os valores sociais são transmitidos. De que adianta lutarmos por um Brasil mais justo, se continuamos apreciando a pseudo-cultura popularesca que a própria grande mídia patrocina, mas somos obrigados a acreditar que isso não acontece?

É corretíssimo e justo, porque é altruísta, nos solidarizarmos com o povo palestino. Mas adianta apenas lutarmos contra a prepotência de Israel como marionete dos EUA, enquanto ficamos felizes diante de pobres abobalhados dançando o "tchan", o "rebolation", o "créu", a "eguinha pocotó", o "tecnobrega", o "forró-calcinha", o "sertanejo" e por aí vai?

Será que ninguém sabe quantos empresários, quantos barões da grande mídia, quantos latifundiários investem dinheiro nessa música brega-popularesca que muitos, tão tolamente, acreditam não ter espaço algum na mídia? Será que ninguém sabe quanto dinheiro é "lavado", no interior do país, para grandes homens de negócio das zonas rurais e suburbanas "fabricarem" conjuntos musicais de todos os ritmos brega-popularescos em qualquer parte do país?

Como pode dizer que o tecnobrega é "alternativo" ou "sem mídia" se a principal cantora da tendência se inspíra no hit-parade dos EUA, expressão da grande mídia de lá, para fazer seu espetáculo?

As goteiras pingam na Casa Amarela, nossos Caros Amigos ficam indiferentes. Os Caros Amigos não sabem, mas os Marinho, Frias e Civita já comeram da paçoca de Pedro Sanches e A-DO-RA-RAM. Adoraram bem mais do que os caros amigos, indiferentes à degradação cultural de nosso povo, incapaz de se expressar por si só, escravo dos donos de rádios locais, que têm sua parcela de poder e de domínio.

Antes que a Casa Amarela caia, é bom que os Caros Amigos pensem muito no assunto. A hegemonia brega-popularesca é expressão, sim, da grande mídia, de forma direta ou indireta, de âmbito nacional ou regional. O tecnobrega acertou seu cartão de ponto nas Organizações Globo, queiram ou não queiram os caros amigos. Também não fica bem Pedro Sanches, nas páginas de Caros Amigos, querer que se reconheça valor artístico em Parangolé e Calcinha Preta, por sinal queridíssimos das Organizações Globo.

Esse apoio de Caros Amigos ao brega-popularesco é um ponto vulnerável que só agirá para destruir a tão sofrida mídia de esquerda, que a duras penas mantém-se no mercado.

Chega dessa "paçoca" com gosto de jabá e dá dor de barriga na cultura brasileira!! CHEGA!!

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