sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DESESPERO DA MÍDIA GOLPISTA PELA VOLTA DA ERA FHC


JOSÉ SERRA, NO DIA DA ENTREVISTA DO JORNAL NACIONAL
A mídia golpista trama mil coisas para que prevaleça a esperança de ver novamente um demotucano (antes chamado tucano-pefelista) novamente no Planalto Central. A grande mídia sente tantas saudades dos tempos de neoliberalismo que não se deu conta que o pós-udenismo governou o Brasil durante 38 anos, entre 1964 e 2002, somando a ditadura militar e os governos civis conservadores, ainda que "democráticos".

Certamente o governo Lula esteve longe de ser um governo da mudança. Quando muito, foi uma espécie de versão light do governo João Goulart, um governo moderado que fez progressos indiscutíveis, mas apenas fez o Brasil se evoluir um pouco em relação a outros tempos.

A vantagem eleitoral de Dilma Rousseff e a possibilidade dela vencer as eleições é uma ideia que soa precipitada, mas plausível. Afinal, José Serra, seu principal rival, não conseguiu ser um político carismático, com sua arrogância e mau humor. E Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio não parecem "digestíveis" ao grande público, e mais parecem pesos complementares para, respectivamente, Serra e Dilma, se caso estes forem para o segundo turno.

A grande mídia faz manobras graduais. Reduz a diversidade partidária a um quarteto, que na prática não passa de uma polarização mal disfarçada dos primeiros colocados. Fica mais fácil, para os "ezecutivos" da imprensa golpista, derrubarem as peças no jogo manipulatório.

Dessa forma, a grande mídia já derruba os nanicos, com o seu desdém "jornalístico". Depois, derrota o candidato mais radical de esquerda, Plínio de Arruda Sampaio. Aí há o "coringa" da Marina Silva, "simpático" porque virou-se mais à direita, mas "sem graça" segundo o que a grande mídia julga para o eleitorado.

Aí tem Dilma Rousseff, que, se vencedora, será continuadora do atual governo, que diverge dos interesses da grande mídia. Afinal, embora o governo Lula não seja eminentemente esquerdista, no sentido de traçar medidas mais ousadas para resolver os problemas do país, ele mesmo assim desagrada e afeta os interesses das elites mais conservadoras, que veem seus privilégios de poder serem de alguma forma ameaçados pelo governo petista.

Daí que vemos a atuação cômica da grande mídia, como na "sabatina" do Jornal Nacional, em que o casal William Bonner e Fátima Bernardes moldava sua conduta de acordo com as normas da casa. Os dois pareciam incômodos ao entrevistarem Dilma, enquanto, diante de Serra, se comportam como uma roda de amigos.

Há também as manipulações dos institutos de pesquisas. É certo que tais pesquisas são sempre discutíveis, pelo limite estreito dos entrevistados, se é que houve alguns. Mas o Datafolha destoar dos demais institutos quanto ao ranking dos candidatos escolhidos pelos pesquisados, é algo digno de nota crítica.

Essas manobras, da mais reacionária da grande mídia, ligada às Organizações Globo, Grupo Folha e Grupo Abril, mostram o quanto é desesperada a manobra dessa parte da mídia em lutar pela volta da Era FHC, agora em sua versão reciclada comandada por José Serra, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso. Os barões da grande mídia mais parecem o Dick Vigarista no desenho da Corrida Maluca, sempre aprontando trapaças das mais ridículas.

Dessa maneira, a grande mídia, representante das elites dominantes de nosso país, insistem num modelo anti-democrático de país, discriminando os movimentos sociais, enfraquecendo a cultura popular, desqualificando a política, elitizando a economia, e ainda essa grande mídia se acha a dona absoluta da opinião pública. Não é. E não será. Felizmente o Brasil possui senso crítico suficiente para não se subordinar em todo à grande mídia. Sobretudo graças à blogosfera.

Um comentário:

Bruno Melo disse...

Eu tenho saudade de quando se podia negociar sem as inúteis ações do Estado, burocráticas e incompetentes.

Saudade de quando a Vale do Rio Doce saltou de 11000 para 38000, quando a Petrobras não era auto-suficiente mas não dependia de produtos exportaos da Bolívia, de quando não havia mensalão, "avacalhação", relações com apedrejadores de mulheres e alianças com latifundiários.

Volta FHC! Um dos melhores presidentes que já tivemos, como JK, Jango, Getúlio (apesar de ser populista) e Itamar.