sábado, 14 de agosto de 2010

DATAFOLHA, MAITÊ E A VOLTA DA "MÍDIA BOAZINHA"



A Datafolha, braço estatístico da Folha de São Paulo, finalmente conseguiu acompanhar os dados que outros institutos de pesquisa mostraram sobre a corrida presidencial, dando vantagem a Dilma Rousseff, em vez do tão alardeado "empate" que a Datafalha tanto insistia nos dados anteriores.

Maitê Proença traiu seu feminismo, defendendo a discriminação de uma candidatura feminina ao Planalto, só porque a candidata Dilma Rousseff está em vantagem. Detalhe: Maitê, há 40 anos atrás, teve a mãe morta pelo marido por conta de uma suposta traição conjugal.

Blogueiros não-golpistas em geral, mesmo os débeis "líderes de opinião", andam com saudades de ver a "mídia boazinha" do lado deles. Se comportaram como criancinhas recebendo doces no dia de Cosme e Damião, ao lerem a Isto É publicando denúncias contra José Serra e seu vice Da Costa, e depois fazer uma entrevista com Lula. E vão ouvindo a Band News FM sonhando com um país das maravilhas onde a Avenida Paulista, o Maracanã e os bares de Ipanema fiquem lado a lado.

Além de tudo isso, há gente que defende a música brega-popularesca como se fosse a "grande rebelião popular" existente no Brasil. E não adianta dizer que a música brega-popularesca têm o apoio das elites dominantes, das oligarquias e dos barões da grande mídia e da política conservadora que essa gente não vai aceitar essa realidade. Para eles, Waldick Soriano introduziu o marxismo no Brasil e MC Créu e Gaby Amarantos são líderes de uma guerrilha bolivarista brasileira e fim de papo. Pelo jeito, Papai-Noel é comunista, por isso é que se veste de vermelho.

E as boazudas só mostrando seu corpo, sem ter o que dizer. A gente fica suspirando com as garotas do Teen Choice Awards, bem mais substanciais que as popozudas que apareceram na festa da Playboy.

Isto é Brasil. Ou melhor, Brasix.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Eu sei como chamavam antigamente esses que hoje apoiam a Istoé, a Band News FM e a "revolta popular" significada pela cultura popularesca. Era a esquerda festiva.