terça-feira, 17 de agosto de 2010

ABSURDO: HÁ QUEM DEFENDA A VOLTA DE COLLOR



Pedimos calma aos senhores Sérgio Porto, jornalista conhecido como Stanlislaw Ponte Preta, e Luiz Buñuel, conhecido cineasta espanhol, diante do nervosismo dos dois em querer voltar imediatamente para a Terra, sobretudo para processar o Brasil por plagiarem o rol de absurdos que acontece neste país.

Um deles é esse movimento queremista de bosta para ver Fernando Collor de Mello, hoje senador, novamente como governador do Estado de Alagoas. Pior: a campanha é articulada com o apoio da juventude do Partido Trabalhista Brasileiro.

O mesmo PTB do qual fazia parte um antigo rival do pai de Collor, Arnon de Mello, que também foi senador. E que simbolizou o mesmo trabalhismo com o qual o avô materno de Collor, Lindolfo Collor rompeu já no "governo provisório" de Getúlio Vargas. E o mesmo PTB cujo presidente nacional, em 1964, era o presidente da República João Goulart, cuja derrubada contou com o apoio dos pais de Collor, certamente com o consentimento do filho, já um adolescente naquela época.

E hoje Fernando Collor apoia Lula, o mesmo com que rivalizava energicamente nas trapaceiras campanhas eleitorais de 1989. E Lula governa com um projeto político levemente parecido com o de Jango.

E mais: Collor foi amigo de um playboy, já falecido e filho de um general, que se envolveu no assassinato de uma menina. Collor é famoso pela corrupção política, pelo tino coronelista com que comanda a política alagoana.

E, como presidente da República, patrocinou a música brega-popularesca, cometeu um sério esquema de corrupção - cujo tesoureiro, PC Farias, foi misteriosamente morto ao lado da amante, talvez por queima de arquivo - , é um político arrogante e irresponsável. Sem falar que ele confiscou a poupança dos brasileiros, complicando a vida de muita gente.

Como senador, atuava como "turista", ou seja, raramente aparecia nas sessões do plenário, a não ser quando há votações em causa própria de parlamentares como ele.

Portanto, se há gente defendendo a volta de Fernando Collor ao governo alagoano, é sinal de que existe muita gente tola no nosso país.

(Este tópico foi inspirado no blog do amigo Marcelo Delfino, Brasil Um País de Tolos).

Um comentário:

Bruno Melo disse...

Absurdo: numa comunidade do Orkut, um desses jovens que acham Collor "razoável" e que ele "fez o que qualquer um teria feito em seu lugar", disse que o ex-presidente foi um "injustiçado", derrubado pela mídia por adotar medidas anti-populares e que deram certo nos anos seguintes.