terça-feira, 6 de julho de 2010

PROFISSÃO REPÓRTER NO RITMO DAS PALAVRAS DO PODER



Robert Fisk que o diga. O programa Profissão Repórter, comandado por Caco Barcellos, da Rede Globo, na edição de hoje entrou no ritmo das palavras do poder.

Pois o programa vai tentar mostrar o impossível: os diferentes sentidos da infame gíria "balada", que os barões da grande mídia presentearam para o colóquio da juventude atual.

Só que sabemos que isso é inviável. Se existe a tal "balada", só há um tipo: a das festinhas dançantes, destinadas a um público no máximo de 25 anos (desde que com QI de 16), com som tipo poperó (quando muito, um techno mais acessível), animadas por DJs de preferência tresloucados ou arrogantes.

Não existe "balada" da terceira idade, nem "balada" de rock suave nem rock pesado, nem de samba, nem de baião, nem de Bossa Nova etc. Como também nunca existiu "balada" nos anos 80, como tentou sugerir a revista Veja. Se tivesse "balada" de música lenta, seria o ideal, mas com o (des) andar da gíria, só existe "balada" de som poperó, "As Sete Melhores da Pan", "Energia 97" e por aí vai.

O Profissão Repórter, com isso, só está enchendo linguiça. Uma pauta feita às pressas, quando poderia aproveitar para usar temas melhores, como a volta da rotina dos brasileiros depois do fracasso da copa. Tipos diferentes de "balada"? Tenha dó!!

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