quinta-feira, 8 de julho de 2010

PORTAL DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO COMEMORA ONDA "SERTANEJA" NO RIO



É certo que nem a "mídia fofa" dirá que a tal "música sertaneja", braço melódico da UDR, é a música dos "sem-terra", já que estes são vilões de quase toda a grande imprensa brasileira. Mas o lobby em torno dos ídolos "sertanejos" é tal que a mídia agora empurra o breganejo até mesmo para mercados antes hostis ao gênero, como no caso do Rio de Janeiro.

As Organizações Globo andam fazendo campanha pela entrada do "sertanejo" no Rio de Janeiro, aproveitando que o coronelismo fluminense é um mistério que até agora nenhuma mídia de esquerda teve a coragem de investigar, talvez esperando algum cadáver aparecer pelas bandas de Campos, Miracema, Magé ou Vassouras que possa revelar algum esquema coronelista no Estado do Rio de Janeiro.

Mas o coronelismo fluminense existe, e, no âmbito do entretenimento, se associa ao coronelismo do interior de São Paulo (com ramificações no Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás), num acordo que permite mandar para o mercado paulista ídolos do sambrega (diluição brega do samba, patrocinada pelos "coronéis" fluminenses) e receber de troca a entrada do breganejo em terras fluminenses.

Claro que os antigos breganejos continuam indigestos para o público fluminense, e por isso veio a tal farsa do "sertanejo universitário" para introduzir a juventude urbana fluminense no consumo desse pastiche de música caipira. Consome-se primeiro os tais "universitários", mais "moderninhos" e emergentes no mercado, para depois empurrar os veteranos. Enquanto isso não acontece, o jabaculê acontece até no Viola Minha Viola, com o cantor brega Daniel brincando de cancioneiro caipira (enquanto seu repertório "autoral" é de uma cafonice de doer os tímpanos).

O G1 publicou hoje uma reportagem sobre a "onda sertaneja" no Rio. O Globo já mandou no Segundo Caderno uma reportagem de primeira página sobre o "fenômeno". O hype breganejo no Grande Rio é tal que já existe um cantor de "sertanejo universitário" que se apresenta regularmente numa boate em Icaraí, Niterói.

Acredita-se que há até "duplas sertanejas" que, por conta da tal geração "universitária" (certamente merecendo um "zero" do MEC, se o governo petista não apreciasse o breganejo), sendo inventadas nos condomínios da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. Que duplas devem ser essas? Renato Russo & Cazuza? Zeca Baleiro & Lenine? Ezequiel & Neves? João & Gilberto? Tom & Jobim? Chico & Buarque? Maria Rita & Simoninha? Taliban Santana?

3 comentários:

Lucas Rocha disse...

"O sertanejo faz o povo levantar, e o pancadão faz a galera balançar..."
Sabe quem ousou misturar breganejo com "funk carioca"? Três malucos chamados Latino, André & Adriano.
Ah, se essa moda pegasse... Bruno & Marrone convidariam a Mulher Filé para um dueto, os "índios" Chitãozinho & Xororó gravariam dueto com a Mulher Jaca, o Daniel (de quê, afinal?) duetaria com a Mulher Melancia (chamo essa dançarina de "Melancíndia"), o Leonardo faria dueto com a Mulher Melão, Vítor & Léo regravariam "Deus e Eu no Sertão" com a Mulher Moranguinho e o Zezé Di Camargo & Luciano chamariam a Valesca Popozuda para duetar com os irmãos mais velhos de Luciele Di Camargo.
Não bastasse tudo isso, Luan Santana deveria regravar "Galopeira" ao lado da MC Perlla.
É por isso que os breganejos, tanto os colloridos quanto os universotários, estão entrando no Rio de Janeiro à força e, daqui a pouco, vão invadir as rádios FM O Dia, Beat 98 e até mesmo o Circo Voador.

O Kylocyclo disse...

Não só o Circo Voador mas também a Fundição Progresso, antes de fazer turnê pelo Brasil a caminho do corrompido Rec Beat.

Só quero saber se Pedro Alexandre Sanches terá coragem de escrever artigo na Fórum ou Caros Amigos defendendo um estilo musical patrocinado abertamente pelo latifúndio.

Lucas Rocha disse...

Se isso acontecer, será que Luan Santana vai excursionar pelas Américas do Norte e Central, África, Ásia e Europa?