sábado, 17 de julho de 2010

PETIÇÃO PARA ISRAEL SER BANIDA DAS OLIMPÍADAS DE 2012


COMENTÁRIO DESTE BLOG: Atrocidades como vemos nesta foto tiram completamente o mérito de Israel de participar de qualquer evento internacional, sobretudo os Jogos Olímpicos. A perseguição ao povo palestino, sem poupar sequer a população civil, demonstra que Israel não está preparada para exercer o autêntico espírito esportivo.

Esta campanha já ultrapassou 700 assinaturas. Ainda é pouco, e eu fiz minha parte. Por que vocês não fazem a sua? O link se encontra no final deste texto:

Segue aqui o texto extraído do Blog do Tsavkko - Angry Brazilian, de Rafael Garcia, publicado originalmente em inglês e traduzido por mim.

Petição para Israel ser BANIDA das Olimpíadas de 2012

Do blog Angry Brazilian (Tsavkko), de Rafael Garcia - tradução de Alexandre Figueiredo

Para: Comitê Olímpico Internacional

Prezados membros do Comitê Olímpico Internacional

Nós, os cidadãos do mundo abaixo-assinados, pedimos para o Comitê Olímpico Internacional para rescindir a participação de Israel nas Olimpíadas de 2012, em Londres.

O ataque de Israel contra um grupo de ajuda humanitária, na Segunda-feira, 31 de Maio de 2010, o assassinato de 9 (nove) ativistas dos direitos humanos sobre as águas internacionais, e ferindo outras tantas pessoas, demonstra que Israel rejeita os princípios estruturais de nossa humanidade compartilhada, manifestos por um consenso moral global e pelas leis internacionais.

Israel se estabeleceu nas ruínas de outro país, a Palestina. Em 1948, mais da metade da população da Palestina foi retirada de suas cidades e aldeias, das quais 400 foram completamente destruídas. O Estado de Israel nunca permitiu que os refugiados da Palestina regressem ao país, e hoje seu número atinge 7 (sete) milhões, muitos deles ainda expatriados, vivendo em campos de refugiados na Palestina e em outros países árabes.

Desde seu estabelecimento, o Estado de Israel violou firmemente as leis internacionais. Até agora, Israel desafiou 246 resoluções do Conselho de Segurança da ONY. Como consequência direta, sete milhões de palestinos foram excluídos do direito de viver numa terra internacionalmente reconhecida como sua; e, de forma mais intensa, eles vão sendo excluídos de seu direito pelo como nação. Os 4 (quatro) milhões de palestinos nos territórios ocupados passaram por mais de 40 anos de ocupação brutal e até mesmo os mais fundamentais direitos humanos foram-lhe negados. Os 1,4 milhões que permanecem em Israel são cidadãos de segunda classe.

A brutalidade diária do exército israelense em Gaza e na Cisjordânia continua; os territórios palestinos continuam sendo desapropriados, casas são demolidas e as safras agrícolas são destruídas. Há anos Israel vem promovendo um genocídio lento na Faixa de Gaza, mantendo um bloqueio rigoroso sobre seus habitantes e realizando bombardeios repetidos, todos os procedimentos que contrariam as leis internacionais que proíbem a punição coletiva.

Os militares israelenses usaram munições de fósforo branco durante a guerra de 2008-2009 em Gaza. As Forças de Defesa de Israel admitiram seu uso após o fim da guerra.

Vários relatórios dos grupos de direitos humanos, feitos durante a guerra, indicaram que as bombas de fósforo branco foram usadas por Israel em violação às leis internacionais. O Human Rights Watch declarou que as bombas explodiram sobre áreas da população civil, incluindo um populoso campo de refugiados, um depósito da ONU onde se depositava mantimentos, e uma escola das Nações Unidas onde os civis esperavam refúgio.

Human Rights Watch disse que seus especialistas na região testemunharam o uso de fósforo branco. Kenneth Roth, o diretor executivo da organização, acrescentou: "Esta é uma composição química que queima estruturas e queima pessoas. Isso não deve ser utilizado em áreas populacionais."

A Anistia Internacional declarou que uma equipe de averiguação encontrou "provas irrefutáveis de grande utilização do fósforo branco" em populosas áreas residenciais na cidade de Gaza e ao longo do território. Donatella Rovera, chefe de uma missão de investigação da Anistia para o sul de Israel e Gaza, disse: "As forças de Israel usaram fósforo branco e outras armas fornecidas pelos EUA com o fim de efetuar graves violações das leis humanitárias internacionais, incluindo crimes de guerra.

"A política de Israel sobre os assentamentos não é só ilegal, como provoca impactos graves sobre os direitos humanos dos palestinos na Cisjordânia, incluindo o Leste de Jerusalém, cujas vidas e meios de subsistências foram devastados pelas construções que tomam lugar nos territórios ocupados da Palestina", disse Malclom Smart, diretor da Anistia Internacional no Oriente Médio e no Norte da África.

O arcebispo Desmond Tutu e outros proeminentes sul-africanos haviam comparado a situação dos palestinos com o apartheid que fez a África do Sul ser banida dos eventos esportivos internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos.

O desafio do apartheid foi combatido com a reação não-violenta internacional, através de uma campanha de boicote, corte de investimentos e sanções. Hoje os artistas palestinos, sindicalistas, professores, escritores, cineastas e organizações não-governamentais clamam por um boicote semelhante a Israel, como meio de oferecer um outro caminho para a paz justa, dizendo: "No momento, quando o movimento internacional para isolar Israel ganha terreno em resposta à escalada de Israel nas políticas de violência colonial e racial, nós respeitosamente desejamos que as organizações conscientizadoras, os esportistas, acadêmicos, artistas e intelectuais do mundo inteiro, incluindo aqueles que visitam (ou se apresentam a serviço de Israel) os territórios palestinos ocupados (OPT), que abstenha-se de visitar ou representar Israel ao participar em qualquer evento ou encontro que não é explicitamente dedicado em acabar com a ocupação ilegal de Israel e quaisquer outras formas de opressão. Independentemente das intenções, essas visitas só contribuem para o prolongamento da injustiça por normalizar e desse modo por legitimar esse processo, e inadvertidamente apoiar os esforços de Israel para aparecer como um participante "normal" no mundo "civilizado" do esporte, da ciência, das escolas e da arte enquanto ao mesmo tempo pratica uma forma perniciosa de apartheid contra os palestinos". Este manifesto foi endossado por alguns bravos dissidentes de Israel e por outras figuras internacionais proeminentes.

Boicote é uma tática que permite que as pessoas, como distintas de seus governos eleitos, façam pressão sobre o poder dominante num procedimento incorreto. É direcionado não contra as pessoas, mas contra as políticas e regimes opressivos e injustos de ordem que tragam mudanças. Quero lembrar para as pessoas que o Princípio Dois da Carta Olímpica declara os princípios do Olimpismo em "situar o esporte a serviço do desenvolvimento harmonioso dos homens, visando promover uma sociedade pacífica comprometida com a preservação da dignidade humana". Também o Princípio Cinco determina que "Qualquer forma de discriminação com relação a países ou pessoas por motivos de raça, religião, política, sexo ou qualquer outro é incompatível de pertencer ao Movimento Olímpico". Claramente, os atos de genocídio contra palestinos e sua ação violenta pela expansão ilegal de seus domínios é a violação deste princípio. Pelas próprias palavras do Princípio Seis "Pertencer ao Movimento Olímpico requer submissão à Carta Olímpica e reconhecimento pelo COI". Como Israel não se submete, como poderá participar diante das atuais condições enfrentadas pelos palestinos? Particularmente, considerando que "O nome de um Comitê Olímpico Nacional deve refletir a extensão territorial e a tradição de seu pais...". Todavia, mais israelenses vivem no território disputado e portanto os atletas israelenses não podem ser considerados provenientes da legítima extensão territorial do seu país.

Estaremos contrários aos artigos da Carta Olímpica determinando que "nenhum tipo de demonstração de propaganda política, religiosa e racial é permitida em quaisquer praças, lugares ou outras áreas"; se permitirmos que Israel participe e não tomemos uma posição contra suas políticas racistas; se apoiarmos implicitamente crimes de guerra, extermínios étnicos, desapropriação e opressão continua ao povo palestino, um povo procurando encerrar o silêncio da comunidade internacional e busca realizar uma paz justa. Os cidadãos e políticos de Israel veem qualquer viagem de ida e volta a Israel como um ato de apoiar suas políticas. Qualquer cancelamento é uma lembrança para eles que nada está bem e que haverá um preço para a opressão em curso e para a indiferença aos direitos dos palestinos.

Se vocês quiserem mais informação sobre a situação em Israel e nos territórios ocupados, organizações como a Anistia Internacional, a Organização Mundial da Saúde e a entidade de direitos humanos de Israel, B'Tselem, publicaram detalhados relatórios.

Estamos certos de que, à luz da informação disponível, não desejamos dar apoio - ainda que indireto ou implícito - às políticas de Israel, nem permiti-los de servir e participar de um evento de alto nível que clama por ser "a força pelo bem".

Sinceramente,

Os Abaixo-Assinados

Assinem a petição neste link:
http://www.petitiononline.com/12101982/petition.html

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