quinta-feira, 8 de julho de 2010

O GOLEIRO BRUTO



De que adianta ser um excelente goleiro, como de que adianta fazer um bom trabalho em qualquer área, se ele não passa de um mau caráter?

O goleiro Bruno, que meses atrás justificou seu machismo da idade da pedra - o de Doca Streeet pelo menos é um machismo do século XIX - com a frase "qual homem não sentou a mão numa mulher", foi preso acusado de envolvimento com o desaparecimento de sua amante Eliza Samudio, mãe de um filho da relação extra-conjugal do goleiro.

As investigações, a não ser que haja uma reviravolta, tendem a confirmar o crime que Bruno e seus comparsas - entre eles um adolescente - cometeram contra a vida de Eliza, que, como o goleiro, é oriunda de famílias pobres da Grande Belo Horizonte.

O episódio faz agravar a crise e o inferno astral do machista brasileiro, cada vez mais perdendo lugares na sociedade moderna em que vivemos. E cada vez mais reconhecendo o repúdio de outros homens, que também são lesados quando os machos, em nome de uma suposta defesa de sua honra, dizimam suas mulheres com fúria intransigente, enquanto depois, diante do juízo dos homens, se comportam como coitadinhos chorando lágrimas de crocodilo.

Homens anti-machistas como eu repudiam pessoas desse tipo. Mesmo que determinadas mulheres errem, por serem interesseiras e infiéis, nada justifica tamanha vingança. Mesmo resultando em impunidade, a vingança sanguinária dos machistas sempre os põe em situação de perigo, de consciência pesada.

Afinal, as pressões sofridas por esses machistas vingativos, consequentes do ódio que outras pessoas sentem por eles, faz com que cada machista sanguinário, muitas vezes, tenha que viver escondido para evitar desafetos, e, por outro lado, tenha que ir para o hospital porque as pressões emocionais fazem até os mais mauricinhos dos criminosos passionais sofrerem mais riscos de contrair doenças graves ou cometerem desastres de trânsito, oscilantes estão entre o nervosismo, a depressão e o medo. Há poucos meses, um machista deu sete tiros na ex-mulher, que sobreviveu, enquanto ele acabou morrendo num acidente de carro.

Em Minas Gerais, é lamentável a fama do machista mineiro. A brutalidade de homens valentões, o caráter vingativo deles, é notória. Mas isso, em vez de os vangloriar e os favorecer, só os prejudica seriamente. Só os faz encerrar numa vida de prantos, de medo, de horror para consigo mesmos. O machismo triunfante de outrora acaba fazendo com que eles tenham medo até de se olharem no espelho.

O goleiro Bruno do Flamengo acabou levando um "frango" na sua vida de "galinha". Pelas acusações, ele quis se livrar de uma relação extra-conjugal da forma mais bruta possível. Agiu de forma burra, imprudente, e agora pode ser demitido do Flamengo. E o caso acabou tendo mesmo repercussão no exterior.

Apesar de ter sido bom goleiro, certamente ele não fará falta aos torcedores. Haverá outros goleiros com mesmo talento, mas com um perfil moral bem melhor.

Cartão vermelho para o goleiro Bruno, pela maior falta cometida em sua vida.

Um comentário:

O Kylocyclo disse...

A situação doentia do machismo, com o avanço da idade, é tão preocupante que as autoridades já veicularam propagandas alertando que os homens cuidam mal de sua saúde.

Os machistas vingativos, por isso mesmo, costumam tirar a vida de suas mulheres à vista, e tirar a deles mesmos a prazo.

Melhor não violentar as mulheres, dissolver o ódio, eliminar o egoísmo e deixas elas em paz. Se o machista não gosta de mulher, não se envolve com mulher, ora!

Vão namorar homens que é a melhor coisa que os machistas devem fazer. Na Grécia Antiga, o machista era gay, o catolicismo medieval é que transformou o machista num heterossexual forçado.