terça-feira, 13 de julho de 2010

MÚSICO PAULO MOURA MORRE AOS 77 ANOS


COMENTÁRIO DESTE BLOG: Mais um remanescente dos grandes tempos melodiosos da MPB autêntica se foi, mas certamente sua obra sobreviverá, por sua indiscutível qualidade e pela grandiosa trajetória de Paulo Moura, sem dúvida a ser lembrado também nas aulas do projeto MPB nas Escolas.

Músico Paulo Moura morre aos 77 anos

Paulista de São José do Rio Preto, ele tocou com grandes nomes da MPB; Moura sofria de câncer

Bruno Lupion, do Estadão

SÃO PAULO - O músico Paulo Moura, 77 anos, morreu no fim da noite desta segunda-feira, 12, às 23h30, em decorrência de um linfoma, um câncer no sistema linfático. Ele estava internado há nove dias na clínica São Vicente, no Rio de Janeiro.

Paulista, natural de São José do Rio Preto, Paulo Moura era trompetista, saxofonista, compositor e arranjador. O músico, considerado um dos maiores instrumentistas da música brasileira, tocou com grandes nomes da música brasileira, como Ary Barroso, Tom Jobim, Elis Regina e Raphael Rabello.

Até o momento não há informações sobre o velório.


NOTA DESTE BLOG: O músico será velado no Rio de Janeiro, no Teatro Carlos Gomes, no Centro da cidade.

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PAULO MOURA (1933-2010)

Do portal E-Jazz

Nascido em São José do Rio Preto, em uma família de músicos, Paulo Moura antes de entrar para a família do sopro, começou tocando piano aos nove anos de idade, incentivado pelo pai, Pedro Moura, carpinteiro de profissão e clarinetista nas horas vagas.

A família já contava com dois trompetistas, os irmãos de Paulo, José e Alberico e o outro irmão, o Valdemar, no trombone. Com isso Paulo Moura foi para detrás do teclado e estudou dedicadamente o piano, até que aos treze anos passou a acompanhar a banda liderada por seu pai em festas e bailes.

Aos 18 anos mudou-se com a família para o Rio de Janeiro onde ingressou na Escola Nacional de Música, estudando teoria, harmonia, contraponto, fuga, composição com grandes mestres como Guerra Peixe, Moacir Santos, Paulo Silva e Maestro Cipó.

Tornou-se um dos mais requisitados instrumentistas do Rio de Janeiro, sendo o primeiro clarinetista do Teatro Nacional por dezessete anos e excursiou mundo afora acompanhando músicos como Ary Barroso, também foi integrante da Zacarias e sua Orquestra.

Sua primeira gravação foi ao lado da cantora Dalva de Oliveira, interpretando a canção de Nelson Cavaquinho, Palhaço. E aos 19 estreou como solista tocando a peça de Weber “Concertino para Clarinete e Orquestra” acompanhado da Orquestra Sinfônica Nacional.

A lista de participações é enorme e sempre ao lado dos melhores grupos do país, do erudito ao jazz, passando pelos rítimos brasileiros. Foi contratado para integrar a orquestra da TV Tupi, trabalhou ainda com Dolores Duran, Radamés Gnatalli (dedicando todo um LP à obra do mestre), Severino Araujo, Baden Powell, Edson Machado e Sérgio Mendes, entre muitos outros.

Entre suas principais gravações estão os álbuns: "Paulo Moura e sua Orquestra de Bailes", "Mistura e Manda", seu clássico "Confusão Urbana, Suburbana e Rural", participou também do álbum "ConSertão" ao lado de Heraldo do Monte, Elomar e Arthur Moreira Lima, e no começo dos anos noventa gravou em duo com Raphael Rabello o álbum "Dois Irmãos".

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