quinta-feira, 22 de julho de 2010

ABREGANISTÃO



Abreganistão é um país marcado pelo fundamentalismo intolerante. País vizinho do Bundistão, da Bregôncia e do Ondiquistão, o Abreganistão é famoso por sua doutrina de fanatismo extremo, o cafonismo, cujos princípios são escritos no livro Ca-Fonão.

Seus princípios são de controle social, supostamente associados à valorização da cultura popular, através de valores "seculares" do imaginário brega pós-1964. Governados com mãos de ferro por sucessivos tiranos, sustentados por rituais que envolvem ídolos de sambrega, breganejo e outros, sua ideologia é a do terror, pelo menos verbal, sobretudo pela chamada milícia Talifan (ou Talifã).

A milícia Talifã age por completa ignorância, sobretudo mandando mensagens irritadiças defendendo os totens do cafonismo. Sejam garotões arrogantes ou jovens dondocas neuróticas, eles não aguentam quando blogs escrevem aquilo que os talifãs não toleram.

Pouco importa se os talifãs são retrógrados, escrevem muito mal, não têm razão e demonstram-se nervosos: o fanatismo os faz posarem de "donos da verdade", de uma "verdade" que eles não entendem e que sentem dificuldade de explicar. Mas é a "verdade" que eles defendem com desaforos, xingações e outras violências morais.

Mas, dependendo do caso, os talifãs estão nos "bailes funk" ameaçando policiais, ou então são marombeiros country que querem aprontar brigas nos rodeios e vaquejadas. Ou são playboys que num dia defendem rádios FM pseudo-roqueiras, noutro defendem o "funk carioca" e o breganejo como "novas paixões da juventude brasileira".

O Abreganistão é tão perigoso quanto Israel, Paquistão e Iraque. O Abreganistão prega a intolerância, defende sua ideologia retrógrada e ameaçadora com arrogância. Quer sempre ficar com a última palavra. Tenta intimidar os outros com sua irritabilidade fácil. Conta com o apoio de uma mídia poderosa, embora tente dar a impressão de que a doutrina "secular" do cafonismo não tem relação alguma com a grande mídia e até é "discriminada por ela".

O Abreganistão deveria estar na pauta da crítica ideológica da mídia. Porque o Abreganistão persegue também os palestinos da cultura, que não aparecem nos programas de auditório nem frequentam as plateias de vaquejadas, micaretas, rodeios e "mega-shows" da periferia.

Mas até quando nossos analistas de esquerda insistirão em almoçar jabá com paçoca de sobremesa, não se sabe.

Um comentário:

Edilson Trekking disse...

Os principais produtos(a)bregãos, que eles querem exportar até para a Europa, são os canhões com nome de frutas e as drogas "cauterizante de mentes" que leva a pessoa a dormir em praça, quebrar tudo, viver entre tapas e beijo....