quarta-feira, 2 de junho de 2010

O TERRORISMO VERBAL DOS TALIFÃS



Nunca invadi um blog de qualquer ídolo da música brega-popularesca para falar mal dele. Para isso, uso este blog.

Mas os fanáticos defensores desses ídolos invadem o meu blog para me espinafrar, e veio até um tal de Juliano dizer que "eu nunca vou ser jornalista", num texto tão arrogante e muito mal escrito que nem vale a pena reproduzir.

Quer dizer, eu cursei Jornalismo, tenho registro no Ministério do Trabalho, e "não posso" ser jornalista porque falei mal do ídolo desse tal de Juliano. Que moral ele tem, com seus textos muito mal escritos, para entender de jornalismo? Está na cara que ele, na burrice de outros tantos, entende que a única missão do "jornalista" é ser garoto de recados dos fãs-clubes desses ídolos popularescos.

O grande problema é que Juliano, como outros talifans - alcunha dada por Bruno Mazzeo, que sofreu semelhantes ataques reacionários - , vide o mair violento deles, chamado Olavo Bruno, criam problemas até para os ídolos que eles mesmos defendem.

Daí ser muito exato o trocadilho que o nosso prestigiado humorista, filho e parceiro de Chico Anysio, autor e ator do brilhante Cilada, fez com as palavras "fãs" e "Taliban". Vejamos:

1) Taliban, ou Talibã, Talebã e Taleban, é um movimento terrorista do Afeganistão que chegou a governar o país, com mãos de ferro.

2) No idioma farsi, "taliban" significa "estudante", o que relaciona o movimento à fúria reacionária dos jovens terroristas.

3) Como todo grupo terrorista de linha extremista islãmica, realizam ataques de modo que até eles tornam-se vítimas, acabando com tudo e todos, sem medir escrúpulos em praticar o "fogo amigo" (termo dado para ataques bélicos contra os próprios aliados e parceiros de guerra).

Esses três ítens dizem muito à alcunha "talifãs". Gente arrogante, defensora do pensamento único, gente desesperada e insegura, que luta por uma unanimidade que não existe, em prol de certos ídolos da dita "música brasileira", e que não tolera quando um simples blog ou site da Internet fala mal de determinado ídolo.

Primeiro, nunca falei calúnias nem desaforos. O criticava como cantor ou músico, não como pessoa. Que culpa tenho eu se o cantor de sambrega se limita a imitar Lionel Richie? Tenho que achar que ele é um "grande sambista" só porque ele é defendido pela mídia? E aquela dupla de "sertanejo universitário" cujo nome tira sarro com a MPB autêntica? Tenho que achar que eles são "legítima moda de viola" porque a mídia assim quer?

Vão trabalhar, Talifãs!! Vocês mesmos põem tudo a perder. Vejam o caso do Olavo Bruno, tão arrogante que se achava na moral de esculhambar João Gilberto, Maria Rita Mariano ou mesmo este blog e eu, em particular.

Tão defensor da tal "música sertaneja", Olavo parecia triunfar no fórum do portal Movimento Country (um dos maiores relacionados ao breganejo), na sua metralhadora giratória contra os grandes nomes da MPB. Animava-se até a desmoralizar Rita Lee pela oposição que ela faz aos rodeios.

Só que, recentemente, tentei localizar, pela busca, o nome "Olavo Bruno" no portal Movimento Country e, surpresa, o nome dele não estava lá. Por que um entusiasta do breganejo que tanto escrevia num fórum de um grande portal de breganejo, teve suas mensagens apagadas? Certamente é o preço caro da arrogância desse cara, cujas mensagens são vistas num site sobre rock (Mondo Pop), em fóruns sobre mídia (quando Olavo, ingrato, criticava os programas da Globo, tão zelosa pelos ídolos do truculento internauta) e até em comentários sobre ônibus no Fotopages.

Fazer ataques a blogs que não aprovam a mediocridade musical do país em nada irá proteger os ídolos que rolam muito nas rádios. Pelo contrário, nomes como Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano, Belo, Chiclete Com Banana, Luan Santana, Banda Calypso e outros acabam gerando péssima fama, o que compromete todo o compromisso de alto astral entre eles e o público, por causa da truculência verbal de seus defensores sobretudo na Internet.

Diz até um provérbio que, à maneira dos refrigeradores (geladeira, ar condicionado), que se esquentam por fora para se esfriarem por dentro, a pessoa que tem a cabeça quente demais é porque está com o pé mais frio. Conta-se que um fanático defensor do Chiclete Com Banana, que fazia bate-boca numa comunidade contra o grupo baiano no Orkut, faleceu há uns três anos num acidente de carro.

É bom essa turma toda tomar cuidado com esse radicalismo intolerante. Porque esse reacionarismo, sem dúvida alguma, tem muitas chances de se voltar contra os próprios ídolos defendidos, na medida em que suas imagens positivas são quebradas bruscamente pela fúria de uma parte da plateia.

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