segunda-feira, 28 de junho de 2010

O FIM DO DEM OU A NOVA MORTE DA UDN



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A UDN terá, provavelmente, mais uma morte neste ano. A crise do DEM, sobretudo com o episódio do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de liderar um esquema de corrupção, se agravou quando o candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, preferiu optar por um colega do partido para vice, em vez de manter a dupla PSDB/DEM (antes PSDB/PFL) como nas campanhas anteriores.

Fala-se no fim do DEM, mas provavelmente uma outra sigla herdará, com segurança, o programa já conhecido nos áureos tempos udenistas e que atravessou soberano toda a ditadura militar. Enquanto isso, o PTB é só um nome, por sinal apoiando a candidatura de Serra, apesar de Collor preferir puxar o saco dos petistas.

DEM já é tratado como peso morto

De Rudá Ricci - Blog de Esquerda em Esquerda

O erro de Serra é ser indeciso e grosseiramente pragmático. Mas ele sinalizou algo que todos analistas políticos já vaticinaram: o DEM (ex-Arena e ex-PFL) acabou ou está em vias de fechar as portas. Dificilmente chega às próximas eleições municipais.

A tendência é uma reestruturação geral do sistema partidário brasileiro. Já noticiei as conversas para criação de um novo partido envolvendo os democratas, parte dos tucanos não paulistas e pequenos partidos.

Luis Nassif sugere que os pequenos partidos formarão pequenos blocos nas extremidades do espectro ideológico. Se estiver certo, PMDB, PT e PSDB se aproximam, ao centro. Se o boato de formação deste novo partido for verdadeiro, a polarização PT/PSDB continuará por mais um período, tendo o PV de Marina Silva correndo por fora. O novo partido deverá agregar outras agremiações significativas, como o PPS. Este - o PPS - é um partido que me intriga.

Aliou-se de tal maneira ao serrismo que se tornou linha auxiliar dos tucanos paulistas. Acredito que mereceria outro destino, mais independente, pelo passado que carrega. PSB e PDT fizeram tanta algazarra que começam a caminhar nas trilhas do PPS.

Enfim, as opções partidárias representam mais grupos de interesses que reflexo do pensamento político ou ideais disseminados na sociedade brasileira. Os partidos nunca estiveram tão longe da política real como hoje. São ficções, do ponto de vista da representação social. Representam a si mesmos.

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