sábado, 26 de junho de 2010

O FENÔMENO "CALA BOCA GALVÃO"



COMENTÁRIO DESTE BLOG: A prepotência da Rede Globo, tanto no ufanismo patético de Galvão Bueno, quanto pela intransigente obsessão em monopolizar entrevistas exclusivas, numa clara demonstração de anti-jornalismo, começa a gerar problemas nesta copa. Diante de episódios como "Cala Boca Galvão" e "Cala Boca Tadeu Schmidt", a Globo tentou neutralizar transformando soda cáustica em soda limonada, aludindo a supostas campanhas ecológicas (tal qual se fez com Geisy Arruda no Twitter) e reduzindo o impacto das campanhas a meras piadas que apenas reafirmam o poderio midiático de Galvão Bueno em particular e das Organizações Globo (sobretudo Rede Globo) em geral.

O fenômeno "Cala Boca Galvão"

Carlos Castilho - do Observatório da Imprensa

A TV Globo passou a ter um problema sério depois do impacto alcançado pela mensagem “Cala Boca Galvão”, no Twitter, um sistema de micromensagens disseminadas pela internet e que na semana passada chegou a ter repercussão mundial.

A emissora não vai afastar o polêmico locutor durante a Copa do Mundo, mas provavelmente dará férias prolongadas a Galvão Bueno depois do fim do torneio para tentar reverter a propaganda negativa gerada pela surpreendentemente rápida veiculação da mensagem entre os usuários do Twitter.

É a internet mostrando como o fenômeno das redes está mudando comportamentos que no passado eram considerados utópicos, como, por exemplo, a Globo ter que deflagrar uma operação emergencial de marketing para evitar danos maiores à imagem de seu mais importante nome na Copa do Mundo.

Esta não é a primeira vez que o slogan "Cala Boca Galvão" aparece em faixas levadas por torcedores em estádios de futebol. A diferença agora é que mais do que um protesto ele se transformou num fenômeno de marketing viral na Web. E aí a Globo não pode ignorá-lo. Ela agiu rápido para tirar as faixas levadas para os estádios sul-africanos, A faixa ficou só 3 minutos na arquibancada usando o peso de sua influência junto aos organizadores do evento, e contra-atacou em seus programas de esporte brincando com a repercussão do fato.

A emissora teve o cuidado de evitar a polêmica com os twiteiros, mesmo depois que estes criaram toda a espécie de confusões e equívocos misturando futebol com proteção a papagaios em extinção e supostos hits da cantora Lady Gaga. Até um clip com Hitler xingando o locutor circulou pela Web. Uma resposta mais agressiva atearia ainda mais fogo aos críticos de Galvão Bueno e a Globo sabia que o problema era menos visível.

Não se tratava apenas dos exageros verbais e os erros informativos de Galvão Bueno, mas do fato de que sua onipresença nas telas da Globo serviu como catalisador para um segmento do público que não gosta da hegemonia global na mídia brasileira. A emissora trata este tema com luvas de pelica porque sabe que na era digital uma fagulha pode se transformar num incêndio avassalador, em matéria de marketing de imagem.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Eu quero ver se a tal campanha #DiaSemGlobo continuará ou foi só para ontem. Afinal, a seleção amarelona do treineiro colorado já está nas oitavas, e enfrentará o Chile na segunda.

Estou perguntando isso porque eu estou pagando um pacote de TV a cabo que tem o SporTV e não estou podendo acompanhar os jogos da Seleção nela. Pior que assinar TV a cabo é assinar e não poder assistir todos os canais. Coisa de otário mesmo.

Qualquer hora minha paciência acaba, e vou mandar essa campanha pra aquele lugar.

Mas, com certeza, ouvir Galvão Bueno, nunca mais!