quarta-feira, 9 de junho de 2010

NIKE PRESSIONOU INGLATERRA A PERDER DO BRASIL NA COPA DE 2002


TINHA TUDO A PERDER - Até Ronaldinho Gaúcho perdeu a cabeça e levou cartão vermelho.

Um dos piores jogos feitos pela seleção brasileira de futebol poderia ter evitado o discutível penta-campeonato na copa de 2002, uma copa em que os jogadores canarinhos demonstraram muito, muitíssimo fracos para serem campeões, e cujas armações ainda se falará muito nestes tempos de copa de 2010.

Muito longe do mérito de ganhar uma copa, a seleção brasileira jogou muito mal contra a seleção da Inglaterra, na copa de 2002. Considerada pelos cronistas esportivos como uma antecipação da final da copa, dava para perceber que, no primeiro tempo, a Inglaterra jogou melhor, e sua fome de bola rendeu um gol contra a seleção canarinho feito por Michael Owen.

No segundo tempo, tão de repente, a seleção inglesa fez um jogo contido demais para sua reputação de potência esportiva e de pátria fundadora do futebol moderno. Oficialmente, a grande mídia afirma que o time brasileiro jogou melhor, mas é pura impressão. Não foi a seleção brasileira que jogou bem, a seleção inglesa é que (estranhamente) piorou sua jogada, se acanhando em campo, fazendo apenas dribles e marcações timidamente.

A seleção da Inglaterra é que foi proibida de jogar como no primeiro tempo. Muito estranho. Nem David Beckham fez um gol. Os jogadores ingleses pareciam apenas partir para uma pálida ofensiva, como qualquer adversário de segundo escalão, num desempenho muito, muito estranho mesmo. Afinal, a seleção da Inglaterra seria incapaz de fazer uma performance assim, mesmo em seus piores momentos, e no caso tinha tudo para ganhar, até com alguma folga, a citada partida da copa de 2002.

Na mais razoável das hipóteses (para os fanáticos da bola), o jogo teria terminado por Brasil 3 X 2 Inglaterra, se realmente não tivesse havido alguma armação por trás. Mas o jogo tinha tudo para ser uma derrota fulminante para a seleção brasileira, que teria voltado para casa mais cedo, para a alegria dos brasileiros mais realistas, que sabem que vitória no futebol não significa melhorias na qualidade de vida do povo. Se o jogo fosse mais espontâneo, seu resultado mais provável seria Inglaterra 5 X Brasil 1.

A seleção brasileira estava muito fraca nas jogadas, apenas a defesa britânica é que abriu espaço para a cobrança de pênalti de Rivaldo e no gol pseudo-olímpico de Ronaldinho Gaúcho.

Muito estranho, também, a seleção da Inglaterra, no segundo tempo, ter deixado seu campo de defesa livre para o gol tendencioso de Ronaldinho Gaúcho e seu falso "heroísmo" em campo, sem dribles, com um goleiro propositalmente "incapaz" de fazer uma defesa, garantindo a vitória fácil (demais) para os jogadores brasileiros. Além disso, o jogador, irritado, fez uma falta e levou cartão vermelho, deixando a seleção com um jogador a menos.

Foi um jogo fácil demais, mas como ocorrido na edição do debate entre Fernando Collor e Lula no segundo turno eleitoral de 1989, valeu o discurso oficial. Assim como o Jornal Nacional afirmou que Collor "saiu-se bem" no debate (não saiu), o discurso esportivo dominante afirma que a seleção brasileira, nesse "histórico" (sic) jogo contra a seleção da Inglaterra, "jogou muito bem" (não jogou).

Mal comparando, seria como se o XV de Jaú jogasse contra o Flamengo, no Campeonato Brasileiro. O rubro-negro marcaria um gol contra o adversário no primeiro tempo mas seria proibido de jogar bem no segundo tempo, e seu artilheiro seria proibido de golear. Por pura pressão dos anunciantes do XV de Jaú, que marcaria dois gols fáceis contra o adversário, apenas com o campo do rival livre, sem marcação.

NIKE É ANUNCIANTE DOS ASTROS BRASILEIROS DO FUTEBOL

Quando a esmola é demais, o santo desconfia, diz o ditado popular. Um jogo desses terminar como uma derrota aparentemente fácil para uma potência do futebol que é a seleção da Inglaterra, diante do medíocre time brasileiro em suas jogadas pouco confiáveis, é algo que não merecia comemoração nem vibração alguma de alegria, mas uma sensação de pesar pela vantagem obtida sem muito esforço.

Evidentemente, quem mais ganhou nesse jogo, juntamente com os "cartolas" da CBF, foi a Nike, poderosa empresa de calçados esportivos, anunciante maior dos craques brasileiros mais badalados. Rola muito dinheiro nos bastidores e aqui certamente foi uma verdadeira "bolada" que transformou um jogo medíocre em vitória para o pior dos times em campo.

A pressão da Nike era para os jogadores brasileiros saírem vencedores, de qualquer maneira, e provavelmente deve ter havido uma orientação para a seleção inglesa não mostrar sua tradicional performance, ágil, veloz e certeira, no segundo tempo do citado jogo.

E não foi só isso: a "bolada", entre a Nike, a CBF e a Fifa (que certamente tem que engolir, calada, a vitória da seleção brasileira, mesmo numa performance insegura e pouco confiável), fez a crônica esportiva criar um discurso oficial de que a seleção brasileira jogou bem. Não jogou. Vencer, neste caso, foi ruim, muito ruim. Às vezes é melhor saber perder do que vencer na malandragem.

A seleção brasileira não jogou bem neste como em nenhum outro jogo da copa de 2002, com a única exceção da final contra a Alemanha. Mas aí foi mais uma encenação de peça infantil em final de ano letivo, o teatrinho foi mais caprichado, tinha a imprensa esportiva do mundo inteiro na expectativa. Mas isso é outra história.

A imprensa britânica estranhou a não-vitória dos velozes e ágeis ingleses. Estranhou o fato de Beckham não ter feito um gol. E criticou a performance da seleção brasileira. Com muita razão.

Eu, que vi os jogos da copa de 2002, fiquei envergonhado em ver que grandes seleções de futebol eram deixadas para trás por um time de várzea que, estranhamente, ganhou todas. Afinal a seleção de 2002 não dá para ser comparada às equipes brasileiras de 1958 e 1962, ou mesmo a de 1970, em que pese o tendenciosismo da ditadura militar.

Minha sincera solidariedade à seleção da Inglaterra, na sua derrota injusta no jogo de 2002.

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