sexta-feira, 28 de maio de 2010

RÁDIO METRÓPOLE SINTONIZADA COM O PiG ATÉ NA LINGUAGEM



A Rádio Metrópole é vista pelos míopes baianos como se fosse uma anti-mídia, como se não participasse do baronato da grande mídia baiana, tradicionalmente associado, tão somente, ao grupo da Rede Bahia, dos herdeiros de Antônio Carlos Magalhães (mal conseguem se lembrar de como Mário Kertèsz foi entusiasmado pupilo de ACM, apesar de eventuais e já resolvidos atritos, e o quanto MK ajudou ACM no sucateamento do Jornal da Bahia).

Mas até na linguagem a Rádio Metrópole segue fielmente os passos da mídia golpista, e se seu astro-rei não vai às reuniões do Instituto Millenium, é porque ele não tem projeção nacional para isso, e não passa de um matuto metido a ser sósia do Allen Ginsberg.

Quem ouviu uma das vinhetas irritantes da Rádio Metrópole FM, ambas soando toque de celular, uma fazendo "pim-pim-pim, pim-pim-pim" e outra fazendo "pim-piririm-pim-pim", verá que a segunda vinheta é plágio de uma vinheta que rola no programa Globo Esporte, da Rede Globo de Televisão, usada para anunciar boletim das partidas do dia anterior e que, na onomatopéia, seria algo como "Tan-tararã-tan-tan".

O jornal Metrópole, pelo menos em 2008 - já não estou mais em Salvador deade novembro daquele ano - , também imitou o projeto gráfico da Folha de São Paulo - outra colega de golpismo midiático - usado nos anos 90, com a retranca envolta num cabeçalho colorido, semelhante ao da Folha no final dos anos 90.

Até quando os críticos da grande mídia baiana ficarão cegos à participação da Metrópole e de seu astro-rei MK no baronato da grande mídia local, não se sabe. Vão pagar caro com esse pacto pela visibilidade que os faz cegos ao poderio da "mídia fofa", que cada vez mais engorda de ruim...

Um comentário:

Lucas Rocha disse...

Alexandre,
Se a Rádio Metrópole fosse uma emissora AM de São Paulo, o nome da estação faria muito mais sentido. Acho que a rádio deveria se mudar para a Amplitude Modulada e passar a se chamar Recôncavo.