quinta-feira, 6 de maio de 2010

MARIA-BOBEIRA: "ENCALHADA" ARROGANTE


Gabi Amarantos, a "Beyoncé do Pará", ícone do tecnobrega, canta o "hino" das marias-bobeiras, a praga nas festas popularescas do país.

É aquela coisa. Moças solteiras que são paqueradas constantemente nas festas onde rola música brega-popularesca e que recusam pretendentes de todo jeito. No entanto, elas dizem que falta homem onde elas vão. Pode ser o sósia do Reinaldo Giannechini, que elas batem o pé e dizem não. No entanto, estranhamente, elas aceitam contatar qualquer nerd que encontram no Orkut ou no Facebook.

Elas demonstram sentir um estranho orgulho de serem "encalhadas", são arrogantes, viciadas em festas, adoram qualquer vulgaridade popularesca. Vestem roupas apelativas, são esnobes, um tanto grosseiras, querem se passar por "gostosas" e "difíceis" ao mesmo tempo, enquanto tentam impressionar as pessoas voltando sozinhas das festas, ou então paquerar qualquer "pé-rapado" supostamente por "não terem preconceitos".

Elas são as "marias-bobeiras". Situadas num meio-termo entre as marias-coitadas - recatadas fãs de música brega romântica - e as boazudas popularescas, as marias-bobeiras vivem em contradição. Tentam convencer os outros de que "não têm preconceitos", aceitando até nerd que curte bandas tipo Joy Division e Public Image. Mas no entanto querem se passar por difíceis até para homens que as fascinam e que são do seu universo social.

As marias-bobeiras podem ser vistas em eventos de agronegócios, vaquejadas, micaretas, "bailes funk" e outros eventos onde haja algum brega-popularesco dançante. Do "probidão" funqueiro ao tecnobrega, passando pelo porno-pagode baiano e pelo forró-brega e pelo sambrega, elas aparecem, geralmente muito arrumadas, arrogantes, matutas e falsamente sensuais.

Algumas enganam pela beleza, mas o QI é lamentável. No entanto, elas, se não são muito inteligentes, no sentido cultural do termo, são muito astutas e por vezes traiçoeiras e agressivas.

De repente elas viraram praga até mesmo em cidades onde se reconhece oficialmente haver mais homens do que mulheres na população. De repente, da noite para o dia, multiplicaram-se as "encalhadas" em cidades como Belém, Cuiabá e Goiânia, com a frequência de cidades como Campos, São Fidélis, Juiz de Fora e Campinas. Todas cantando, com estranho orgulho, "Hoje eu tô solteira", versão que Gabi Amarantos, cantora de tecnobrega considerada a "Beyoncé do Pará", fez para "Single Ladies", da própria Beyoncé.

Mas por que tanto "orgulho" delas em serem "encalhadas"? Daí o nome maria-bobeira, elas preferem ficar dando bobeira do que aceitar os pretendentes certos (que elas juram que não existem, mas existem, e aos montes). Acham que aceitando um nerd as fará "mais humanas", mas a pretensão cai por terra quando uma maria-bobeira, no caso de namorar um nerd, fala mal dele por qualquer coisa.

É como uma funqueira namorando um nerd. Ela finge todo o carinho com o namorado, mas quando ela está diante das amigas, ela não mede palavras para falar mal do namorado. "Ele só quer ficar em casa nos sábados à noite", "Ele é tão recatado, tão certinho...", para não dizer coisas piores.

Afinal, as marias-bobeiras, como toda mulher viciada em gandaia, com seus vícios e vaidades, com suas bebedeiras, seu esnobismo e até agressividade, não estariam realmente dispostas a se envolver com homens mais modestos, isso é só tirada de onda, nada a se levar a sério tipo uma suposta "consciência de inclusão social".

As marias-bobeiras querem mesmo homens robustos, viris, valentões, matutos. Querem namorar capatazes, vaqueiros, jogadores de futebol, cantores de sambrega, MC's do "funk", pitboys. Só fazem beicinho, tiram onda, dão uma de "difíceis". Nerds e homens mais modestos ou diferenciados são apenas trouxas de ocasião, que não passam de objetos de sarro, tratados como meros trouxas para alimentar o ciúme dos ex-namorados dessas garotas.

Elas ficam gritando "estou solteira, os homens têm medo de mim" com um orgulho bastante suspeito. No fundo, não sabem o que querem na vida. Porque o que elas querem, os homens robustos, elas não aceitam de imediato. Fazem jogo de anti-conquista, enquanto alardeiam a "carência afetiva". Mas querem ser sutis, despretensiosas, sem preconceitos, e nada disso tornam a ser. São apenas marias-coitadas mais popozudas, mais arrumadinhas para a festa.

Festa que sempre acaba na solidão mais cruel do que a "alegre solidão" que elas mostram para a mídia. Quem for homem de bem, que mantenha distância das marias-bobeiras.

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