sexta-feira, 21 de maio de 2010

ESTABLISHMENT BREGA-POPULARESCO É A ARMA DO PiG PARA MANOBRAR O POVO


Alexandre Pires, Zezé Di Camargo, Ivete Sangalo, DJ Marlboro, Daniel, Belo e Bell Marques - Os medalhões da música neo-brega são a arma da mídia golpista para distrair e manipular o povo através da canastrice musical.

Enquanto certas tendências "polêmicas" da Música de Cabresto Brasileira tentam vender a imagem de "ritmos emergentes", como foi o caso do "funk carioca", da abordagem "revisionista" do brega dos anos 60-70, e como é o caso do tecnobrega, vendendo a falsa ideia de tendências que nunca fizeram sucesso na mídia, os reconhecidos medalhões da Música de Cabresto Brasileira, que não podem esconder seu sucesso comercial e sua situação privilegiada na grande mídia, tentam manter seu império midiático de outra forma.

São cantores de axé-music, breganejo, forró-brega e sambrega, junto a MC's e DJs de "funk carioca" (FAVELA BASS), que fazem rodízio no Domingão do Faustão e comandam os listões das FMs que lideram o Ibope em todo o país. São tutelados pela indústria fonográfica, e já tratados como uma verdadeira corte lúdica que acompanha os barões da grande mídia. os chefões da mídia demotucana que com gosto querem destruir a MPB e colocar no lugar a pseudo-MPB de ídolos da axé-music, do "pagode mauricinho", do breganejo. Queiram ou não queiram seus defensores, é essa a realidade.

Suas músicas de gosto bastante duvidoso, comerciais, tendenciosas e medíocres ao extremo, falsamente sofisticadas, superproduzidas ao extremo, são mais um espetáculo de pompa e luxo que serve para hipnotizar o grande público, que pensa estar apreciando a "verdadeira cultura popular" brasileira. Não está, pois leva gato por lebre, com essa pseudo-MPB dos ídolos neo-bregas e sua mitologia dotada de luxo, pieguice e demagogia.

E como a mídia é golpista, golpistas são os fãs - ou será que eles mesmos são fãs, no sentido verdadeiro do termo, ou "fãs" no sentido miliciano da palavra? - desses ídolos que não toleram críticas, sequer as positivas, desses ídolos.

Mal sabem esses TALIFÃS que, mesmo atuando pela mais ardente defesa a seus ídolos, que são eles que costumam bagunçar ainda mais a festa. Queimam suas reputações, e mal conseguem esconder que agem a favor da mídia, e não independente dela.

ÍDOLOS POPULARESCOS SÃO OS NOVOS MAGNATAS DA MÚSICA

Mas o pior mesmo está nos barões da grande mídia, temerosos de que a verdadeira música popular - onde a música está acima de qualquer marketing e de qualquer superprodução pomposa - volte à memória do povo pobre.

Os medalhões do brega-popularesco são os novos magnatas. Quem pensa que os magnatas da música se chamam Francis Hime, Edu Lobo, Turíbio Santos, Toninho Horta, Fátima Guedes, Joyce, Guinga e acima de tudo Chico Buarque, está completamente enganado. Ricos, mesmo, verdadeiramente magnatas, são Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Bell Marques, DJ Marlboro, Belo, Exaltasamba, Chitãozinho & Xororó e outros. Até Tati Quebra-Barraco, não fosse o fato dela ter torrado todo o dinheiro com lipos, plástica e outras extravagâncias, estava para se tornar uma magnata do brega-popularesco, mas depois da farra teve que virar evangélica e se candidatar a cargo político.

Além disso, esses ídolos "verdadeiramente populares", lotadores de plateias, são também financiados por grandes empresários, fazendeiros e políticos conservadores. A mídia dominante investe neles com muito gosto, e eles aparecem na revista Caras como magnatas triunfantes, só parecendo pobres para os parâmetros de um Eike Batista. No entanto, os ídolos do brega-popularesco já são muito mais ricos do que os supostos "burgueses" da música brasileira, ou seja, os Francis Hime e Fátima Guedes que a mídia despreza completamente.

Por isso, esses medalhões são defendidos, jogados em sucessivos festivais e, como esses ídolos medíocres sofrem hoje o processo acelerado de esgotamento, investem em sucessivos CDs e DVDs ao vivo, em covers, duetos, e na aparição, em rodízio, no Domingão do Faustão, deixando claro que, apesar das "diferenças" estilísticas, breganejos, axézeiros e sambregas não passam de uma mesma "panelinha".

Se num domingo Fausto Silva recebe Alexandre Pires, noutro ele recebe o breganejo Daniel. Em seguida, recebe Ivete Sangalo e deixa Cláudia Leitte para o mês seguinte, enquanto, entre as duas, a produção do programa da Rede Globo insere ou Frank Aguiar, ou Exaltasamba, ou Calcinha Preta, ou Belo, Grupo Revelação, Mr. Catra, Leonardo, Michael Sullivan, Vítor & Léo, e por aí vai. Sempre eles, sempre os mesmos medalhões do brega-popularesco, se ostentando, presunçosos, no Olimpo da degradação cultural brasileira, obrigando-nos a aguentá-los por pelo menos 55 anos.

A não ser que reajamos e possamos críticar com mais força as manobras da mídia golpista também no âmbito cultural.

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