quarta-feira, 26 de maio de 2010

EDUARDO PAES NÃO CONSEGUE AVALIAR CUSTO BENEFÍCIO





Enquanto o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sonha tanto com um lindo parque tomando o lugar da Avenida Rio Branco, dentro de um novo calçadão a ser construído sob um investimento de R$ 300 milhões, no mínimo, não há um projeto que possa, a curto prazo, transformar visualmente a área do Complexo do Alemão, que está no caminho dos turistas que desembarcam no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).

Ou seja, de que adianta construir um grande calçadão no centro carioca, cuja megalomania acompanhará o deserto de mármore da atual Praça Quinze de Novembro, se temos uma paisagem feia, desorganizada e de alto risco para a vida dos moradores - vide as épocas de temporais - no caminho entre o Galeão e o centro carioca?

Será que Eduardo Paes e sua equipe não avaliam o custo-benefício de certas medidas? Será que eles não sabem o que deve ser tomado como prioridade?

Dizer que o PAC resolverá tudo, ou que vai chover dinheiro para sanar todos os problemas, enquanto nada se vê de concreto, nem de definitivo, e as obras do PAC, mesmo em andamento, nada garantem que vá transformar o Complexo do Alemão numa bela região de bairros, com residências dignas para o povo e uma concepção urbanística de arrepiar.

Pelo contrário, enquanto a tradicional vida urbana da Av. Rio Branco sofre um golpe tal qual a da Praça 15 - cuja Av. Alfred Agache se resume a um humilhante túnel cheirando a urina - , o visual tétrico das regiões de Bonsucesso, Olaria, Penha e Ramos continuará por longos anos, apenas parcialmente resolvido por alguns paliativos.

Eduardo Paes tem que governar para os cariocas, e não para os turistas estrangeiros.

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