quarta-feira, 5 de maio de 2010

BRUNO MAZZEO CONTRA A MILÍCIA "TALIFAN"


Bruno Mazzeo enfrentou a ira dos defensores de um ídolo brega-popularesco.

Não é exclusividade deste blog enfrentar a fúria reacionária dos defensores do brega-popularesco. Até famosos carregam o mesmo pepino.

O ator Bruno Mazzeo (filho de Chico Anysio com a atriz Alcione Mazzeo, musa dos anos 70) é um dos que não vão com a cara do brega-popularesco. Se ele nem aguenta a MPB "feijão-c0m-arroz" de Jorge Vercilo - pelo menos é o que indica o seriado Cilada, criado e protagonizado por ele - , imagine então a "MPB falsificada" de ídolos neo-bregas.

Certa vez ele fez uma crítica ao cantor de breganejo "universitário" Luan Santana - isso pouco depois do amigo Bruno Melo, xará do humorista, ter feito o mesmo - , e vários fãs reagiram furiosamente contra o ator. Verdadeira cilada. Mas, no seu Twitter, Bruno Mazzeo logo deu um apelido interessante para quem defende a Música de Cabresto Brasileira com unhas e dentes: TALIFAN.

A comparação é exatamente com a milícia Taliban, um dos grupos terroristas fundamentalistas mais conhecidos do mundo. E, sabemos, como todo terrorista que prefere destruir o inimigo e arriscar-se a morrer com ele, os defensores do brega-popularesco não medem escrúpulos em "queimar seu filme", interessados cegamente em combater quem fala mal dos seus ídolos.

Daí vemos um Olavo Bruno, defendendo o breganejo, a axé-music e o brega setentista, às custas de ataques violentos contra nomes da MPB como Rita Lee, João Gilberto e Maria Rita Mariano, mas "queimando seu filme" num fórum de um dos maiores portais virtuais de breganejo do país, o Movimento Country, que apagou várias mensagens "entusiasmadas" do "dócil" internauta.

Vide também o professor mineiro Eugênio Raggi, que desqualifica a MPB autêntica - que para ele não passa de um subproduto do Estado Novo - e prefere defender falsos sambistas e endeusar o charlatão Paulo César Araújo.

Há também a Francielly Siqueira, defendendo Alexandre Pires, e tantos outros que defendem Ivete Sangalo, Chiclete Com Banana, Vítor & Léo, João Bosco & Vinícius, Luan Santana, Zezé Di Camargo & Luciano, Sullivan & Massadas, Belo etc, etc e etc, que em 1968 poderiam muito bem ter militado com Bóris Casoy junto ao Comando de Caça aos Comunistas.

E, como os terroristas talibans, os "talifans" acabam causando problemas para os próprios ídolos que defendem. Pois a música brega-popularesca está associada a um ambiente de alegria e alto astral, e, uma vez que ocorre conflito nos bastidores, a fúria dos defensores desses ídolos se expõe de tal forma que a alegria acaba, o encanto se desfaz e as cabeças-quentes de Olavo Bruno, Eugênio Raggi e companhia se convertem em pés-frios para os próprios ídolos, que passam a ter sua imagem associada a fãs violentos, intolerantes e reacionários.

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