quarta-feira, 7 de abril de 2010

PAULO EGYDIO, O MESTRE DE JOSÉ SERRA



Quem diria, o hoje empresário e ex-governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, tendo sido uma importante figura da direita brasileira, na prática é um dos grandes mestres do hoje presidenciável José Serra.

Paulo Egydio teve a "façanha" de desviar o caminho da União Nacional dos Estudantes (UNE) para a direita, como presidente da entidade em 1951 e estabelecendo contatos com estudantes estadunidenses que faziam "intercâmbio" no Brasil, com a mesma inocência com que uma parte da sociedade organizada fundou o IPES e o Instituto Millenium.

Aliás, Paulo Egydio participou do IPES-IBAD, foi ministro da Indústria e Comércio do governo Castello Branco e governador de São Paulo na época de Ernesto Geisel. Nomeou o íntegro José Mindlin para a Secretaria de Cultura, mas ele saiu quando o jornalista Wladimir Herzog, da TV Cultura, foi assassinado pelos torturadores militares, em 1975.

Paulo Egydio foi filiado da UDN e ARENA, e hoje está no PSDB. Ironicamente, o antigo líder estudantil de esquerda, José Serra, que esteve presente até no comício de João Goulart na Central do Brasil, em 13 de março de 1964, é um dos mais entusiasmados seguidores do conservadorismo de Paulo Egydio. Como líder estudantil, Serra não seguiu a sua linha, mas depois, como político, Serra se transformou num líder conservador, claramente direitista, ávido por privatizações e outros delírios tecnocratas, e em reprimir os movimentos sociais quando ameaçam os interesses das classes dominantes que cercam o tucano.

Portanto, José Serra aprendeu muito com o conservadorismo do empresário e banqueiro Paulo Egydio Martins.

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