domingo, 11 de abril de 2010

O QUE É UMA GROSSERIA



Sabemos através deste blog que os ultra-reacionários Olavo Bruno e Eugênio Raggi, embora defendam, até com muita arrogância, os ídolos do brega-popularesco, no entanto são metidos a falar mal da grande mídia e dos políticos que a cercam. Eugênio Raggi chega a se associar no portal do Luís Nassif, além de falar mal da Rede Globo, de ACM, Collor e Sarney. Já Olavo Bruno apenas fala mal da Globo, sem maiores atrevimentos.

O que eles no entanto desconhecem é o quanto grosseiro eles agem com tudo isso, já que tanto a Rede Globo quanto Collor, ACM e Sarney ajudaram muito nas carreiras dos ídolos popularescos que Olavo e Eugênio tanto defendem. Se não fosse a Rede Globo, nem a Boca do Lixo se encorajaria a fazer um filme sobre Zezé Di Camargo & Luciano. Ivete Sangalo não seria ícone nacional e Alexandre Pires teria voltado para Uberlândia arrumar um empreguinho por lá.

Não adianta eles dizerem que tais ídolos não aparecem só na Globo, porque é justamente a emissora dos irmãos Marinho que dá mais apoio a eles. As demais emissoras, mesmo a Rede Record, apenas se realimentam do sucesso dos ídolos popularescos apadrinhados, até de forma explícita, pela emissora do corredor midiático Jardim Botânico-Jacarepaguá. Waldick Soriano ganhou um socorro de uma atriz da Rede Globo para tentar ser relembrado.

Endeusar Alexandre Pires, Belo, Zezé Di Camargo & Luciano, Waldick Soriano, Ivete Sangalo, Exaltasamba etc e falar mal da grande mídia soa exatamente igual à situação do convidado de um jantar que gosta da comida mas esculhamba o anfitrião.

Imagine se o cara adora a comida, a casa onde ocorre o jantar, a festa organizada em torno deste jantar, e de repente o cara, em vez de agradecer ao anfitrião pelo jantar oferecido, esculhamba ele, chamando-o de canalha para baixo.

É o que fizeram Olavo Bruno e Eugênio Raggi. Eles defendem os ídolos brega-popularescos com furioso ardor, como convidados do jantar da grande mídia - afinal, música brega-popularesca não é arte, é entretenimento, patrocinado explicitamente pela mídia gorda - , e no entanto esculhambam quem organizou a festa. Esculhambam Collor, ACM, Sarney e a Rede Globo, que tudo fizeram para os ídolos que Eugênio e Olavo tanto defendem.

Quem se lembrar da farra de concessões de ACM e Sarney, com a participação de Roberto Marinho, que fez multiplicarem as rádios popularescas que divulgariam primeiro os "grandes ídolos" da atualidade, e a farra da vitória eleitoral de Collor, comemorada com a participação de todos os ídolos "sertanejos" há muito conhecidos do grande público, sabe bem do que este texto quer dizer.

Isso sem falar que Raggi, associado no portal de Luís Nassif, deve ignorar que o jornalista é também especialista da MPB autêntica, a mesma MPB que causa horror ao professor mineiro, que a associa à máquina varguista. Sim, meus caros, para Eugênio Raggi, Chico Buarque deve ter sido agente do DIP, a temerosa agência de censura do Estado Novo, talvez junto com o pai, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda.

Com isso, defender ídolos popularescos apadrinhados da grande mídia e baixar a lenha na grande mídia é uma grande grosseria. É ser ingrato com a mídia que tanto trabalhou para o sucesso dos grandes ídolos. Talvez Raggi não esteja em casa nos domingos, para ver o Domingão do Faustão e ver o quanto a Globo dá tratamento VIP aos ídolos que Eugênio Raggi e Olavo Bruno tanto defendem.

Dizer que isso nada tem a ver não dá. A mídia gorda deixa bem claro que apoia amplamente os ídolos da música brega-popularesca.

Um comentário:

O Kylocyclo disse...

Realmente Eugênio Raggi não cospe em prato que come. De jeito nenhum. Ele prefere vomitar em quem lhe ofereceu o jantar.