terça-feira, 13 de abril de 2010

AXÉ-MUSIC É O BBB DA MÚSICA BRASILEIRA


INTEGRANTES DO BBB 10, NOS BASTIDORES DA MICARETA OCORRIDA HÁ POUCOS DIAS EM BELO HORIZONTE.

A axé-music é o Big Brother Brasil da música brasileira. Tem a mesma futilidade, o mesmo caráter descerebrado, o mesmo astral de curtição vazia e compulsiva, tenta dar o recado mesmo não tendo o que dizer, é uma inutilidade, uma coisa supérflua, que no entanto se impõe como "coisa importante".

A única diferença é que a axé-music conta com o respaldo de jovens fascistas que, feitos um Comando de Caça aos Comunistas da realidade virtual, invadem comunidades do Orkut para fazer defesa aos ídolos axézeiros, até de forma agressiva, boçal e ofensiva.

A axé-music é tão arrogante e megalomaníaca que, musicalmente, é totalmente superficial. É a dance music brasileira, com todo o mercantilismo explícito, com toda a baixa qualidade artística. Pior: o pessoal da axé-music se acha o "dono da MPB", com direito até mesmo a lucrar com a morte de Tim Maia, se for necessário. Além da pretensão absurda da axé-music se achar a herdeira do Tropicalismo, o que não é verdade. Quem herdou o Tropicalismo, por exemplo, foi a MPB paulistana do final dos anos 70, de Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé.

A axé-music é o Big Brother Brasil da música, vale repetir. Não por acaso, a micareta ocorrida em Belo Horizonte, há poucos dias, estava cheia de "celebridades" (prestem atenção nas aspas) que integraram o BBB 10. Tudo a ver. O mesmo vazio, a mesma superficialidade, o mesmo astral abobado, forçadamente alegre. Com a diferença que a alegria falsificada dos BBBs, uma vez criticada, gera resignação dos criticados. Já a axé-music, arrogante até a medula, uma vez criticada, gera ataques violentos. Daí a arrogância de um cantor de axé-music que logo investiu para processar um publicitário que o criticou.

E a megalomania da axé-music tem dessas coisas. Dia do Beijo? Eu não tenho a ver com isso. Se eu quiser uma namorada e beijá-la na boca, as micaretas são a última coisa que escolheria para isso. Prefiro aprender inglês e esperar uma estrangeira cair nos meus braços, porque arrumar uma boa namorada está difícil neste Brasil varonil.

Axé-music não é coisa para um nerd como eu. Axé-music é para garanhão, filhinho de papai, rapagão malhado, playboy e outros homens privilegiados. Nerd, não. Até porque uma famosa canção de axé-music, "Ele Não Monta na Lambreta", é um verdadeiro ataque verbal contra os nerds, um legítimo bullying musical.

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