domingo, 28 de março de 2010

ORGANIZAÇÕES GLOBO TEM SUA MÍDIA PSEUDO-ALTERNATIVA



O que dizer de uma grande corporação da mídia cuja manipulação ideológica é tal que introjeta no inconsciente coletivo até de parte das pessoas que aparentemente a odeiam? Muitas pessoas estufam o peito falando mal do Domingão do Faustão e, nos domingos, estão lá assistindo ao programa e até mesmo às suas piores atrações. E com direito a competir com o apresentador nas zilhões de vezes que Fausto Silva fala a saturada gíria "galera".

Muitas pessoas dizem rejeitar a Rede Globo, mas dizem abominar seu poder de mídia, mas seguem seus valores, seus princípios, mostrando que eles mesmos são muito mais dominados pelas Organizações Globo do que os espectadores mais submissos e alienados. Porque de uma forma ou de outra sofrem sua influência, mesmo quando tentam desculpar dizendo "nada a ver". Eugênio Raggi faz falta nos fóruns do Instituto Millenium, até para abraçar os irmãos Marinho.

As Organizações Globo, por isso, conta com uma divisão "alternativa", cujo poder de mídia a juventude alienada e reacionária não enxerga sequer à distância. São veículos que acabam pautando o gosto médio da juventude "descolada", mesmo aquela que se diz "diferente" e "insubmissa ao poder da mídia". Quanto poder tinha Luciano Huck! Seu raio de influência atingia até os "roqueiros" que ouviam 89 FM e Rádio Cidade, que diziam achar Huck "ridículo".

Pois esse público é presa fácil da corporação maior do Partido da Imprensa Golpista. São ferinhas que podem ser domesticadas, ainda que não sintam amores pelo seu tutor, tal qual o pitbull que não é carinhoso ao seu dono, mas lhe é obediente. E as Organizações Globo tem sua própria mídia pseudo-alternativa, que determina o que deve ser oficialmente considerado "vanguarda" no entretenimento brasileiro. O "funk carioca" se valeu muito dessa manobra.

Os principais veículos pseudo-alternativos das Organizações Globo são estes:

PORTAL EGO - O portal Ego, embora trabalhe com o universo da vulgaridade mais popularesca, tenta passar uma imagem de "cult" para os internautas. Sobretudo na ênfase das noitadas, dos eventos de moda, criando uma aura de "bacana" até nas bobagens feitas pelos membros das várias edições do Big Brother Brasil.

QUEM ACONTECE - Coitado de Andy Wahrol. Aqui o jovem médio abomina as artes plásticas, a "cultura pop" que consomem é vendida como "estilo" e "atitude" pela revista Quem Acontece, aparentemente uma concorrente de Caras. A revista tenta manobrar o gosto juvenil sob a prespectiva do comportamento em geral.

MULTISHOW - Que mentira, que lorota boa. Como é que as Organizações Globo iriam criar "inocentemente" uma emissora que misturasse TV Cultura e MTV? A pretendida fusão fica só na aparência, porque por debaixo dos panos o canal pago Multishow empurra muita porcaria digna de ser o pior do SBT. A música brega-popularesca é tratada como se fosse a "vanguarda pop-cult". Ah, e tem também o Big Brother Brasil, para "variar".

GNT - Espécie de Multishow para trintões, com ênfase para o público feminino. Tenta trabalhar o lado sentimental da ideologia brega, exibindo documentários como Sou Feia Mas Tô Na Moda, de Denise Garcia, e Waldick, Sempre No Meu Coração, de Patrícia Pillar.

FANTÁSTICO (REDE GLOBO) - O programa televisivo, que representa o showrnalismo levado até as últimas consequências, tenta a todo custo manipular o público através de uma falsa reputação de "revista eletrônica alternativa". O programa tenta vender o ideal de vida brega como se fosse "vanguarda". Foi a partir dele que veio o Central da Periferia, que também se valeu do pretensiosismo "alternativo" para reciclar o establishment brega que contamina as rádios brasileiras.

TELECINE CULT - O que dizer de um canal de filmes que tenta vender o cinemão comercial dos EUA como se fosse "cinema alternativo"?

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