quarta-feira, 3 de março de 2010

MARIA-COITADA: BOAZINHA, MAS FÃ DE BARBARIDADE



Vamos comparar duas mulheres de pouco menos de 40 anos, residentes no Grande Rio.

A primeira mulher é classuda, refinada, seu caráter moral é até mediano, mas pelo menos seu nível de discernimento e senso crítico era tal que ela não era fã sequer de Roberto Carlos. E isso desde sua adolescência. A terrível fase do cantor, nos anos 80, seguramente não contaria com a apreciação dessa moça, também conhecida por sua notável beleza. E, certamente, a moça não é receptiva a canções cafonas, pois se não é capaz de gostar sequer das boas canções de amor de Roberto feitas nos anos 60-70, quanto mais as cafonices que vieram depois da fase cafona de Roberto, com os cantores breganejos, sambregas, Fábio Jr. e quejandos.

Já a segunda mulher, uma maria-coitada que ainda mora com a mãe, tem um caráter moral até superior à outra, mas, em compensação, vivendo numa classe social (classe média baixa e suburbana) vulnerável às armadilhas da grande mídia, ela gosta de brega-popularesco a ponto de curtir até mesmo as músicas melosas do cantor Belo, que é conhecido por seu currículo social não muito confiável.

A primeira mulher pode ser insensível, mas sabe discernir as coisas. A segunda mulher é um amor de pessoa, mas não tem discernimento algum. Neste caso, uma erra pelo aspecto moral, outra pelo aspecto da observação crítica da realidade. Ambas se dão mal na vida com isso.

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