domingo, 28 de março de 2010

JORNAL EXPRESSO: O PERIGOSO JAGUNÇO DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO


Quem é que, de fato, combate pra valer os movimentos sociais? Claro, o cidadão médio vai pensar que é o aparelho policial repressivo. O intelectual médio deve imaginar que são as pregações verbais de Diogo Mainardi, Eurípedes Alcântara, William Waack e tantos outros semelhantes.

Errado. Quem combate pra valer os movimentos sociais é a imprensa populista, comprometida a manipular o inconsciente coletivo com frivolidades como boazudas, fanatismo no futebol e idiotices como o Big Brother Brasil. Sem falar do brega-popularesco mais rasteiro, já que o brega-popularesco comportado (Belo, Alexandre Pires, Zezé di Camargo & Luciano, Ivete Sangalo) fica por conta da imprensa semi-populista.

As Organizações Globo, uma das entidades-mor do Instituto Millenium, símbolo máximo do Partido da Imprensa Golpista, tem um jornal populista carioca, o jornal Expresso, além de um jornal semi-populista, Extra. Mas falaremos do pior deles.

O jornal Expresso, dessa forma, executa o serviço de controle social pregado pela Rede Globo. Faz o que o Jornal Nacional não consegue fazer. Executa o controle social na base, que são as classes populares. Com seu sub-jornalismo chulo, vulgar, grotesco, estúpido, o jornal Expresso tira do povo a atenção a coisas realmente importantes, para fixá-los no espetáculo popularesco das mulheres-frutas, da exploração patética da violência, da pieguice chorosa da adoração dos ídolos neo-bregas, da supervalorização do vazio através de atrações como o Big Brother Brasil.

O jornal Expresso, como toda imprensa popularesca, combate na prática qualquer movimento social. Torna-se um jagunço eletrônico, frio, calculista, direto, mas sem derramar um pingo de sangue. Já bastam os litros de sangue derramados pela pistolagem do latifúndio, que, para evitar espetáculos genocidas, tem que cumprir também sua quota de controle social sobre as classes populares das zonas rurais e suburbanas no país. Daí o aparelho ideológico do coronelismo ter inventado a ideologia brega-popularesca, a subordinação da cultura brasileira à mediocridade dominante de hoje.

O jornal Expresso, dessa forma, garante o sono tranquilo dos irmãos Marinho, como instrumento deles de controle social do povo subordinado a tais elites.

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