quarta-feira, 3 de março de 2010

IVETE SANGALO INICIA "CARREIRA" DE DVDS REVISIONISTAS


Como prevemos, trata-se de revíval mal-disfarçado, pois a aposta dos medalhões do brega-popularesco é gravar sucessivos DVDs e CDs ao vivo, um monte de covers em álbuns próprios ou em discos-tributo, discos de duetos e tudo o mais. Praticamente vampirizando repertório alheio ou vivendo às custas dos antigos sucessos.

Esses ídolos não têm álbuns conceituais, não possuem potencial criativo, são apenas o hit-parade na sua forma brasileira, música comercial, "MÚ$ICA" com cifrão. Nada a ver com arte nem com cultura, mas por mero entretenimento, que serve para a badalação presente e ao fanatismo momentâneo, mas não se garante para a posteridade.

Depois de Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Banda Calypso e tantos outros, Ivete Sangalo começa também a viver de revisitar seu repertório ou gravar covers.

Ivete Sangalo é apenas uma entertainer, como a imprensa especializada dos EUA já define ídolos como Beyoncè. Isso nada tem a ver com a verdadeira arte, nem com a verdadeira cultura, nem, no nosso caso, com a verdadeira MPB. Até porque MPB de verdade não se define através de plateias lotadas, mas com qualidade artística, com música.

Além disso, rainha da MPB, mesmo, é Marisa Monte, que está muito bem escoltada com Maria Rita Mariano e Roberta Sá (engolem essa, Olavo Bruno e Eugênio Raggi).

Também não venha reacionário defender a cantora de axé-music porque sei que é assessor disfarçado ou filhinho-de-papai querendo descontar neste blog os R$ 500 que deixou de receber de mesada para ir ao fórum do Instituto Millenium ver seus heróis vejistas, folhistas e globais.

3 comentários:

O Kylocyclo disse...

Não estou sendo invejoso nem preconceituoso com a Ivete, até critiquei o fato dela ter se cuidado menos da gravidez como devia.

O problema é que, como cantora, ela é mais uma 'entertainer', e ela está muito bem colocada no brega-popularesco, na mediocridade musical, no comercialismo explícito.

E agora, sem qualquer criação nova - na boa, Ivete não é mais do que uma crooner, e não digo isso por raiva e sim por objetividade - ela agora quer gravar covers, DVDs, duetos etc. Ou, quando muito, lançar músicas rotineiras de trabalho iguais a "Festa" e "Sorte Grande (Poeira)".

Sou pesquisador musical, e faço essas críticas respeitando a pessoa mas criticando o artista. Portanto, não venham as pessoas despejarem fúria contra mim.

Até porque essas pessoas pagarão o preço de suas fúrias, na medida em que a irritabilidade nem o sarcasmo não são os melhores meios para fazer defender um ídolo, seja quem ele for.

Marcelo Delfino disse...

Grande Alexandre!

Vale ressaltar que gravar vários discos ao vivo não é necessariamente sinal de esgotamento criativo. Vide o colega de Ivete na Universal, o também baiano Caetano Veloso. Ele tem gravado muitos discos ao vivo, mas intercalando com discos de inéditas. É praticamente um CD/DVD ao vivo para cada novo CD de inéditas.

CD/DVDs ao vivo aos montes é um sinal de esgotamento da indústria fonográfica, não de todos os artistas.

O Kylocyclo disse...

Já escrevi isso: gravar covers, duetos, DVDs ao vivo em si nada tem de errado. O problema é quando cantores e grupo de fraco talento dependem disso para continuarem lançando discos, enrolando ouvintes e fãs.

Por isso há muita diferença entre o artista criador que, quando quer e precisa, lança disco ao vivo, gravar cover ou faz duetos ou discos-tributos, e o ídolo medíocre que faz tudo isso como mera fórmula de mercado, e como recurso para tapear sua impotência criativa.